Programa Nacional de Modernização e Apoio à Produção Agrícola (PROMAQ)

Direto Legaliza • Guia técnico validado

O Programa Nacional de Modernização e Apoio à Produção Agrícola (PROMAQ)

Uma análise integrada de governança, normatização, critérios de elegibilidade e manifestação de interesse digital para solicitação de máquinas e equipamentos agrícolas no âmbito do MAPA.

Órgão: Ministério da Agricultura e Pecuária — MAPA Base principal: Portaria MAPA nº 775/2025 Canal digital: Gov.br Atualização técnica: junho/2026

Fundamentação Normativa e Evolução Histórica do PROMAQ

Base legal, finalidade institucional e integração com programas federais de infraestrutura rural.

A estruturação das políticas públicas voltadas ao desenvolvimento agropecuário no Brasil atingiu novo patamar de institucionalização com a criação do Programa Nacional de Modernização e Apoio à Produção Agrícola (PROMAQ), instituído pela Portaria MAPA nº 775, de 18 de fevereiro de 2025. A iniciativa, sob gestão do Ministério da Agricultura e Pecuária, tem como finalidade ampliar o acesso à mecanização agrícola, qualificar a infraestrutura produtiva e apoiar ações públicas estruturantes em territórios com carência de equipamentos, baixa mecanização ou impactos decorrentes de eventos climáticos adversos.

O PROMAQ busca corrigir assimetrias produtivas e logísticas do meio rural por meio da aquisição, disponibilização e doação de máquinas e equipamentos agrícolas, como tratores, motoniveladoras, retroescavadeiras, rolos compactadores, caminhões e implementos correlatos. A política pública se conecta ao objetivo maior de fortalecimento da produção agropecuária, aumento da produtividade, melhoria das estradas rurais e redução de desigualdades regionais.

Embora o programa tenha sido formalizado nacionalmente em 2025, o arcabouço administrativo do MAPA já registrava experiências preliminares de triagem de demandas, editais e chamamentos voltados a programas de fomento, convênios, transferências discricionárias e manifestações de interesse em períodos anteriores. Esses movimentos funcionaram como laboratório operacional para a consolidação de um fluxo mais padronizado, digital, rastreável e vinculado a critérios técnicos.

O desenho regulatório contemporâneo do PROMAQ é composto por atos normativos federais voltados à legalidade, impessoalidade, rastreabilidade e controle patrimonial na destinação de bens móveis adquiridos com recursos públicos. A Instrução Normativa SPOA/SE/MAPA nº 2, de 11 de abril de 2025, estabelece critérios e procedimentos para a doação de maquinário agrícola adquirido pelo MAPA no âmbito do programa. Já a Instrução Normativa SPOA nº 6, de 17 de junho de 2025, disciplina etapas operacionais de aquisição, ordens de fornecimento, recebimento, liquidação e incorporação patrimonial dos equipamentos.

A Portaria SE/MAPA nº 49, de 11 de abril de 2025, por sua vez, delega competência aos Superintendentes Federais de Agricultura e Pecuária nos Estados e no Distrito Federal, descentralizando a execução de atos administrativos ligados ao PROMAQ. Esse arranjo permite maior capilaridade territorial, sem afastar a necessidade de observância dos controles centrais do MAPA.

Nota de validação: o conteúdo foi ajustado para diferenciar a norma de doação de maquinário agrícola, vinculada à IN SPOA/SE/MAPA nº 2/2025, da norma operacional de aquisição e logística, vinculada à IN SPOA nº 6/2025.
Programa / Norma Federal Base legal ou referência Público-alvo direto Escopo e objetivo primário
PROMAQ Portaria MAPA nº 775/2025; IN SPOA/SE/MAPA nº 2/2025; IN SPOA nº 6/2025 Prefeituras, Estados, Distrito Federal, Consórcios Públicos e, conforme modalidade, OSCs Modernização e incentivo à mecanização agrícola em áreas com baixa mecanização, vulnerabilidade ou necessidade de infraestrutura rural.
PRONER Portaria MAPA nº 777/2025, posteriormente reorganizada pela Portaria MAPA nº 915/2026 Entes públicos e estruturas de execução de infraestrutura rural, conforme norma vigente Recuperação, adequação e melhoria de estradas rurais e vicinais para escoamento da produção agropecuária.
Fomento ao Setor Agropecuário Ação Orçamentária 20ZV; códigos operacionais devem ser confirmados no TransfereGov no exercício vigente Municípios, Estados, Consórcios Públicos e entidades admitidas nas normas anuais Projetos voluntários de aquisição de insumos, equipamentos, capacitação, inovação e fortalecimento produtivo.
Obras de Fomento Agropecuário Projetos vinculados à infraestrutura rural e ao fomento agropecuário Entes públicos e parceiros autorizados Pavimentação, drenagem, contenção, agroindústrias e obras de apoio ao desenvolvimento rural.
Portaria MAPA nº 856/2025 Critérios para execução do orçamento de 2026; revogou a Portaria MAPA nº 841/2025 Entes federados e parceiros selecionados conforme ações orçamentárias aplicáveis Diretrizes para execução de projetos estruturantes, programas de interesse nacional ou regional e ações vinculadas à 20ZV, 20Y6 e 215C.

O Procedimento de Manifestação de Interesse no Portal Gov.br

Fluxo digital, vinculação cadastral obrigatória e rastreabilidade das solicitações.

A modernização institucional promovida pelo MAPA ganhou maior densidade tecnológica com a disponibilização do serviço “Solicitar Equipamentos do PROMAQ” no portal Gov.br. O canal permite o registro de manifestação de interesse para a modalidade de doação direta de máquinas e equipamentos, não substituindo todas as demais formas de execução do programa, como convênios, transferências discricionárias, adesões a atas e instrumentos específicos.

O serviço digital tem por finalidade organizar a demanda dos entes interessados, reduzir a dispersão de solicitações administrativas, facilitar a triagem de informações e conferir maior rastreabilidade ao processo de análise. O fluxo também reforça a segurança jurídica, pois condiciona o acesso ao formulário à correta identificação do representante legal do ente solicitante.

Validação importante: a página oficial do Gov.br registra atualização em abril de 2026. Não foi localizada, nas fontes consultadas, confirmação oficial específica de lançamento em 02/04/2026. Por isso, este conteúdo adota a expressão “disponibilização/atualização do serviço digital em abril de 2026”.

Vinculação CNPJ/CPF na conta Gov.br

Antes de solicitar máquinas e equipamentos pelo PROMAQ, é necessário que o CNPJ do ente solicitante esteja vinculado ao CPF do responsável legal na plataforma Gov.br. Essa etapa é indispensável para garantir a identificação do solicitante, a segurança das informações e o correto acesso ao formulário de solicitação.

Quem representa? Prefeito, governador, dirigente máximo de consórcio público ou representante legal autorizado.
O que vincular? O CNPJ institucional do ente público ou da entidade habilitada ao CPF do responsável legal.
Por que fazer? Para assegurar autenticidade, responsabilização administrativa e validade das informações declaradas.

Interação com bases de controle

A arquitetura digital do procedimento tende a dialogar com bases públicas de controle, especialmente aquelas relacionadas a transferências, convênios, termos de compromisso, execução orçamentária e histórico de instrumentos firmados com o ente solicitante. Essa integração permite maior capacidade de análise pela Coordenação-Geral de Parcerias Institucionais e pelas áreas responsáveis do MAPA.

Na prática, o cruzamento de dados permite verificar a existência de convênios ativos, instrumentos com o mesmo objeto, equipamentos já destinados, pendências de comprovação ou sobreposição patrimonial. Essa lógica reduz o risco de duplicidade, aumenta a transparência e dificulta a destinação de bens para finalidades incompatíveis com o interesse público.

Controle pós-entrega

Os mecanismos de controle não se encerram na entrega do equipamento. A regulamentação exige que os bens sejam utilizados exclusivamente para os objetivos do PROMAQ e que o donatário assuma a responsabilidade pela posse, conservação, manutenção preventiva e corretiva, segurança e adequado funcionamento dos equipamentos.

A Portaria MAPA nº 775/2025 também prevê a identificação visual dos bens disponibilizados pelo programa, com comprovação por meio de registros fotográficos georreferenciados. Já os termos de doação e compromissos operacionais exigem que o donatário possa apresentar relatórios periódicos sobre localização, estado de conservação e impacto na mecanização agrícola local, quando solicitado pelo MAPA.

Critérios Técnicos de Elegibilidade e Admissibilidade

Priorização territorial, diagnóstico de demanda e vedação à sobreposição de equipamentos.

Para que a distribuição de recursos evite pulverização ineficiente e atenda aos princípios da razoabilidade, eficiência e impessoalidade, o PROMAQ adota critérios objetivos de priorização técnica. A seleção dos proponentes considera variáveis relacionadas à aderência ao programa, baixa mecanização agrícola, vulnerabilidade socioeconômica, precariedade de infraestrutura rural e situações formais de emergência ou calamidade pública.

A análise técnica deve considerar a demanda específica por máquinas e equipamentos, o perfil agrícola da região, a extensão da área rural, a condição das estradas vicinais e a capacidade do ente beneficiário de operar e conservar os bens recebidos. O objetivo é evitar pedidos genéricos, incompatíveis com a realidade produtiva local ou desconectados da finalidade do programa.

Modelo analítico ilustrativo de prioridade territorial

Embora a norma não publique uma fórmula matemática única e fechada para todos os casos, é possível representar, de forma didática, a lógica de ponderação territorial por meio de um índice ilustrativo:

Ip = α(1 – M) + β(1 – C) + γE + δV Onde: Ip = índice de prioridade territorial; M = nível de mecanização agrícola; C = competitividade agropecuária regional; E = emergência ou calamidade pública formalmente reconhecida, quando aplicável; V = vulnerabilidade socioeconômica e deficiência de infraestrutura; α, β, γ e δ = pesos técnicos atribuídos pela análise administrativa.

Quanto menor o nível de mecanização e maior a vulnerabilidade estrutural do território, maior tende a ser a justificativa técnica para priorização. Entretanto, qualquer percentual regional fixo deve ser confirmado em fonte oficial atualizada antes de ser utilizado em parecer, proposta, relatório ou publicação institucional.

Restrições contra duplicidade e sobreposição

O processo de admissibilidade técnica impõe restrições voltadas a evitar desperdício de recursos e sobreposição patrimonial. A existência de instrumentos vigentes ou parcerias firmadas com o MAPA que contemplem máquinas e equipamentos da mesma natureza técnica e para os mesmos fins pode inviabilizar a nova destinação do bem no âmbito do PROMAQ.

Exceções devem ser amparadas por justificativa técnica consistente, demonstrando obsolescência, sucateamento, insuficiência operacional, ampliação real da demanda ou necessidade objetiva de reforço da capacidade produtiva. A análise final deve ser formalizada em parecer técnico, com base na documentação apresentada pelo proponente.

Documentos e compromissos esperados

  • Aptidão jurídica: comprovação de que o beneficiário pode receber doação de bens móveis, nos termos da legislação aplicável.
  • Diagnóstico de demanda: demonstração da necessidade específica por máquinas e equipamentos, considerando perfil agrícola, área rural e estradas vicinais.
  • Equipe e infraestrutura: declaração de que possui estrutura e equipe técnica qualificada para operar, manter e conservar os equipamentos.
  • Termo de compromisso e doação: instrumento que assegura uso exclusivo para os objetivos do PROMAQ e observância das práticas sustentáveis e ambientais.
  • Responsabilidade de manutenção: obrigação de cuidar, conservar, manter em funcionamento e registrar providências relativas a garantias, reparos e uso adequado.

Operacionalização e Casos de Sucesso em Escala Nacional

Fluxo de aquisição, recebimento, incorporação patrimonial e exemplos práticos.

A logística de distribuição de maquinários agrícolas pesados no âmbito do PROMAQ envolve fluxos de aquisição, fornecimento, recebimento, liquidação, incorporação patrimonial e posterior destinação ao ente beneficiário. A aquisição dos equipamentos é lastreada em Atas de Registro de Preços oriundas de pregões eletrônicos, como os Pregões Eletrônicos nº 90010/2024, nº 90015/2024 e posteriores, conforme regulamentação operacional.

  1. Emissão da Ordem de Fornecimento: o MAPA emite documento com especificações técnicas, quantidades e locais de entrega, geralmente vinculados às Superintendências Federais de Agricultura e Pecuária.
  2. Notificação Preventiva: as SFAs são previamente comunicadas para organizar e programar o recebimento físico dos bens.
  3. Recebimento Provisório: realizado mediante conferência física e documental das máquinas entregues pelo fornecedor.
  4. Recebimento Definitivo: formalizado após ateste técnico, verificação documental e assinatura do respectivo termo de recebimento definitivo.
  5. Liquidação e Pagamento: condicionados ao ateste, à regularidade fiscal e trabalhista do fornecedor, à autorização do instrumento de cobrança e à incorporação patrimonial no sistema federal aplicável.
  6. Cessão ou Doação ao Município: formalização do termo de compromisso e doação, transferindo a titularidade do bem conforme as regras de destinação de bens móveis da União e os objetivos do PROMAQ.

Exemplos de execução territorial

Em São Paulo, a execução do PROMAQ ganhou destaque com a entrega de máquinas a municípios paulistas. Em abril de 2026, Mogi Guaçu recebeu equipamentos vinculados ao programa, e informações oficiais do MAPA indicaram que municípios paulistas já haviam recebido 120 máquinas desde maio do ano anterior, incluindo retroescavadeiras, escavadeiras hidráulicas, rolos compactadores, pás carregadeiras, tratores agrícolas, motoniveladoras e caminhões.

No Rio de Janeiro, solenidade realizada na capital fluminense formalizou a entrega de duas motoniveladoras e uma escavadeira hidráulica adquiridas por meio do PROMAQ. Os municípios de Varre-Sai e Aperibé foram contemplados com motoniveladoras, enquanto Cambuci recebeu uma escavadeira hidráulica, ampliando a capacidade operacional das prefeituras rurais do norte e noroeste do estado.

No Rio Grande do Sul, o município de Marques de Souza ilustra o impacto prático da política em escala local. O município recebeu um rolo compactador no valor informado de R$ 438.760,00, viabilizado por meio do PROMAQ, com indicação parlamentar. O equipamento fortalece a capacidade de atendimento da Secretaria Municipal de Obras e apoia a conservação de estradas rurais, favorecendo o deslocamento da produção e o atendimento aos produtores locais.

Atenção técnica: exemplos municipais devem ser utilizados como ilustração de execução do programa. Para pareceres, defesas administrativas, prestação de contas ou projetos formais, recomenda-se anexar sempre a publicação oficial, termo de doação, processo administrativo ou extrato do instrumento correspondente.

O Papel das Organizações da Sociedade Civil (OSCs) e os Chamamentos Públicos

Participação do terceiro setor, transparência e restrições em períodos eleitorais.

Além do atendimento direto a entes públicos tradicionais, como prefeituras, estados, Distrito Federal e consórcios públicos, o PROMAQ admite, conforme modalidade e ato administrativo aplicável, a participação de Organizações da Sociedade Civil (OSCs). Essa participação deve observar requisitos de habilitação, chamamento público, transparência, finalidade pública e aderência às normas de parcerias com o terceiro setor.

A atuação das OSCs exige cautela reforçada, especialmente em ano eleitoral, quando a transferência, cessão, uso ou gestão de bens públicos por entidades privadas sem fins lucrativos pode estar sujeita a restrições legais adicionais. Por isso, qualquer parceria deve estar amparada em edital, plano de trabalho, análise técnica, justificativa de interesse público, verificação de capacidade operacional e mecanismos de monitoramento.

Quando a execução ocorrer por parceria com OSC, o edital de chamamento público funciona como instrumento de concorrência isonômica e transparente. Ele deve divulgar critérios de seleção, metas físicas, prazos, documentação exigida, forma de julgamento, possibilidade de recurso e responsabilidades da entidade selecionada.

Etapa Competitiva Prazo ou duração de referência Finalidade operacional
1. Publicação do Edital Ato inicial de convocação pública Divulgação das diretrizes técnicas, metas físicas, critérios de seleção e documentos exigidos.
2. Envio de Propostas Prazo definido no edital, frequentemente contado em dias corridos Apresentação de planos de trabalho contendo metodologia, público atendido, cronograma e aplicação dos recursos.
3. Avaliação Técnica Prazo definido pela comissão de seleção Análise da aderência, capacidade operacional, regularidade e viabilidade das propostas.
4. Resultado Preliminar Após julgamento técnico Divulgação da classificação e abertura de prazo para recursos administrativos.
5. Plano de Trabalho Final Após homologação ou convocação Ajuste final do plano, entrega documental e preparação para celebração da parceria.

Essa estrutura temporal busca impedir paralisações indevidas, preservar a lisura do processo competitivo e assegurar que a transferência indireta de recursos, equipamentos ou capacidade operacional ao terceiro setor esteja vinculada a finalidade pública comprovada.

Integração Estrutural: PROMAQ, PRONER e Programas de Fomento

Planejamento conjunto entre mecanização agrícola, estradas rurais e fomento voluntário.

A consecução dos objetivos do PROMAQ depende de sua sinergia com outros programas estruturantes conduzidos pelo MAPA. A entrega de máquinas, tratores, rolos compactadores e patrulhas mecanizadas perde eficácia quando as estradas rurais permanecem intrafegáveis, comprometendo o transporte de insumos, o escoamento da produção e a circulação de equipes técnicas.

Nessa perspectiva, o Programa Nacional de Estradas Rurais, originalmente instituído pela Portaria MAPA nº 777/2025, possui relação funcional com o PROMAQ ao tratar da recuperação e adequação de vias rurais. Em 2026, a Portaria MAPA nº 915 reorganizou esse eixo normativo, revogando a Portaria nº 777/2025 e a Portaria nº 832/2025, mas preservando os convênios e instrumentos já celebrados sob as condições originalmente pactuadas.

Ativos como rolos compactadores, motoniveladoras e retroescavadeiras podem transitar entre a lógica de mecanização agrícola e a lógica de infraestrutura viária rural, pois auxiliam tanto na conservação de estradas vicinais quanto no suporte direto aos produtores rurais. Por isso, o planejamento municipal deve avaliar simultaneamente a frota necessária, a malha de transporte rural e os gargalos de escoamento produtivo.

Variável de Comparação PROMAQ PRONER / Estradas Rurais Fomento Agropecuário Voluntário
Foco de Atuação Mecanização agrícola, máquinas, implementos e equipamentos de apoio produtivo. Restabelecimento, conservação e adequação de vias rurais e estradas vicinais. Custeio, capacitações, insumos, equipamentos, inovação e ações estruturantes.
Restrições Específicas Vedação à duplicidade de equipamentos da mesma natureza sem justificativa técnica. Necessidade de aderência ao escopo de infraestrutura rural e às regras vigentes. Observância das normas anuais, impedimentos técnicos, critérios orçamentários e vedações do edital/programa.
Formas de Repasse Doação direta, atas de registro de preços, convênios e instrumentos administrativos aplicáveis. Transferências, convênios, instrumentos de engenharia e execução descentralizada conforme norma vigente. Transferências voluntárias e propostas cadastradas em sistema federal, conforme calendário do exercício.
Mecanismo de Controle Termo de doação, relatórios de uso, identificação visual e registros fotográficos georreferenciados quando exigidos. Medições, vistorias técnicas, comprovação física e documentação de execução. Análise prévia, compatibilidade com plano de trabalho, prestação de contas e verificação de impedimentos técnicos.

A coordenação integrada desse portfólio de políticas públicas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária permite uma abordagem multidimensional do desenvolvimento rural. O gestor municipal, ao realizar manifestação de interesse por meio do Gov.br, deve planejar a modernização da frota em conjunto com a recuperação da malha viária e com a capacidade local de manutenção, operação e gestão dos bens recebidos.

Conclusões e Recomendações Estratégicas

Boas práticas para estados, municípios, consórcios públicos e entidades habilitadas.

A transição das solicitações do PROMAQ para um fluxo digital de manifestação de interesse no Gov.br representa mudança estrutural na distribuição de recursos federais destinados à infraestrutura agropecuária. Sob a perspectiva da gestão pública moderna, a centralização reduz assimetrias de informação, melhora a rastreabilidade, facilita a triagem de demandas e fortalece mecanismos de responsabilização administrativa.

A exigência de diagnóstico de carência, aptidão jurídica, equipe operacional treinada, capacidade de manutenção e comprovação do uso adequado dos ativos institui um ambiente de maior responsabilidade fiscal. O objetivo é proteger o erário, evitar ociosidade patrimonial e assegurar que os equipamentos efetivamente contribuam para a modernização da produção rural.

1. Vinculação cadastral antecipada

Prefeituras, estados, Distrito Federal, consórcios públicos e entidades habilitadas devem realizar previamente a vinculação do CNPJ institucional ao CPF do representante legal na plataforma Gov.br. Essa etapa evita bloqueios no acesso ao formulário e reduz riscos de indeferimento por falha cadastral.

2. Profissionalização do planejamento local

Os municípios devem desenvolver estudos de demanda integrados, detalhando rotas de escoamento, perfil produtivo, extensão da área rural, condição das estradas vicinais e déficit real de mecanização. Pedidos genéricos ou desprovidos de diagnóstico tendem a ser menos competitivos.

3. Previsão orçamentária para custos de manutenção

As secretarias municipais de agricultura e obras devem prever, na Lei Orçamentária Anual e nos instrumentos de planejamento local, recursos para combustível, operadores, seguros, manutenção preventiva, manutenção corretiva, peças e guarda dos bens recebidos.

4. Adoção do modelo de consórcios intermunicipais

Municípios de menor porte ou baixa capacidade fiscal podem priorizar solicitações coordenadas via consórcios públicos intermunicipais, diluindo custos operacionais, maximizando a taxa de uso dos equipamentos e ampliando o impacto regional da política pública.

5. Controle documental contínuo

Após a entrega do bem, o ente beneficiário deve manter arquivo organizado com termo de doação, nota fiscal ou documento equivalente, fotos georreferenciadas quando exigidas, registros de uso, ordens de serviço, manutenções, abastecimentos, relatórios periódicos e comprovação da destinação pública.

Resumo prático para o gestor público

O PROMAQ não deve ser tratado apenas como pedido de máquina. O sucesso da manifestação de interesse depende de cadastro Gov.br correto, diagnóstico técnico, justificativa territorial, ausência de duplicidade, capacidade de operação e comprovação futura da destinação pública do equipamento.

Fontes Oficiais e Referências Consultadas

Links úteis para conferência normativa, atualização e protocolo administrativo.