CVI Colômbia: Certificado Veterinário para Cães e Gatos

Certificado Veterinário Internacional para a Colômbia

Diretrizes de conformidade sanitária, trâmites do e-CVI, exigências do MAPA/Vigiagro e protocolos do ICA para o ingresso de cães e gatos na Colômbia.

Cães e gatos Destino: Colômbia e-CVI MAPA CIS/ICA no desembarque

Documento principal

Para sair do Brasil com cães ou gatos rumo à Colômbia, o tutor deve solicitar o Certificado Veterinário Internacional, emitido pelo MAPA/Vigiagro.

Atenção ao prazo

O atestado veterinário deve estar dentro da janela exigida, e a solicitação do e-CVI deve respeitar os prazos do sistema oficial.

Entrada na Colômbia

Na chegada, o animal passa por controle do Instituto Colombiano Agropecuario, com solicitação do Certificado de Inspección Sanitaria.

1. Contexto sanitário e autoridades envolvidas

O trânsito internacional de animais de companhia entre Brasil e Colômbia é submetido a controle higiênico-sanitário para reduzir riscos de introdução de doenças de interesse veterinário e de saúde pública.

No Brasil, a autoridade responsável pela emissão do Certificado Veterinário Internacional é o Ministério da Agricultura e Pecuária, por meio do Vigiagro. Na Colômbia, a inspeção documental e física no ingresso é realizada pelo Instituto Colombiano Agropecuario, conhecido como ICA.

Importante: falhas em documentos, prazos, vacinas ou identificação podem gerar recusa de embarque, exigências adicionais, retenção no desembarque ou necessidade de regularização perante a autoridade sanitária.

2. Enquadramento legal e documentos aceitos

O transporte de cães e gatos ao exterior depende de documento sanitário oficial emitido pela autoridade veterinária do país de origem e aceito pelo país de destino. Para a Colômbia, o procedimento aplicável a partir do Brasil é o CVI/e-CVI.

Norma ou referência Aplicação prática Impacto no trânsito
Decreto nº 24.548/1934 Regulamento do Serviço de Defesa Sanitária Animal. Base histórica da fiscalização sanitária animal no Brasil.
Decreto nº 5.741/2006 Organiza o Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária. Estrutura a atuação dos órgãos de defesa agropecuária.
Instrução Normativa MAPA nº 39/2017 Regulamento de funcionamento do Vigiagro. Define procedimentos de fiscalização em portos, aeroportos, fronteiras e recintos alfandegados.
Instrução Normativa MAPA nº 54/2013 Institui o Passaporte para Trânsito de Cães e Gatos. O passaporte não substitui automaticamente o CVI para todos os destinos.
Resolução ICA nº 100164/2021 Estabelece requisitos para ingresso e saída de cães e gatos na Colômbia. Define exigências sanitárias, inspeção e emissão do CIS pelo ICA.
Validação relevante: a Colômbia exige certificado sanitário oficial para ingresso de cães e gatos. Assim, o tutor deve seguir o fluxo do e-CVI brasileiro e, na chegada, o procedimento do ICA para obtenção do Certificado de Inspección Sanitaria.

3. Microchip e identificação do animal

Embora a regra colombiana destaque a identificação física do animal no certificado, o sistema brasileiro de e-CVI solicita dados de identificação, incluindo microchip/transponder e data de aplicação ou leitura.

Na prática, para evitar impedimentos no preenchimento do serviço digital, recomenda-se que o animal esteja identificado por microchip compatível com padrão internacional, com número conferido na carteira de vacinação, no atestado e no formulário eletrônico.

  • Conferir o número do microchip antes de anexar documentos.
  • Evitar divergência entre carteira de vacinação, atestado e formulário do e-CVI.
  • Digitalizar a carteira completa, colorida e sem cortes.

4. Requisitos sanitários e vacinação

O ICA exige que cães e gatos estejam em boas condições de saúde, com vacinação vigente e tratamento antiparasitário interno e externo dentro do prazo aceito.

Espécie Vacinas exigidas ou esperadas Cuidados de prazo
Cães Raiva, cinomose, hepatite canina, leptospirose, parvovirose, parainfluenza e coronavírus canino, conforme exigências sanitárias aplicáveis. A primovacinação antirrábica deve respeitar carência mínima antes do embarque. Vacinas devem estar vigentes no ingresso.
Gatos Raiva, panleucopenia felina, rinotraqueíte viral felina e calicivirose. Vacinas devem estar válidas e registradas de forma legível na carteira de vacinação.

Animais em primeira vacinação antirrábica, ou com vacina anterior vencida antes do reforço, podem estar sujeitos à carência mínima antes da viagem. Quando se tratar de reforço dentro da validade, recomenda-se anexar a comprovação da vacinação anterior para demonstrar continuidade do esquema vacinal.

Tratamento antiparasitário

O animal deve receber tratamento antiparasitário interno e externo dentro dos 60 dias anteriores ao embarque, com produtos autorizados no Brasil. O atestado deve indicar, sempre que possível:

  • nome comercial do produto;
  • princípio ativo;
  • laboratório fabricante;
  • lote;
  • data da administração;
  • identificação e assinatura do médico veterinário.

5. Prazos críticos do e-CVI para Colômbia

60 dias antes Tratamento antiparasitário interno e externo dentro da janela aceita.
21 dias antes Atenção à carência de primovacinação antirrábica, quando aplicável.
10 dias antes Atestado de saúde veterinário dentro da validade exigida.
9 a 3 dias antes Janela operacional usual para submissão do pedido no portal.
Parâmetro Prazo Observação prática
Atestado de saúde Até 10 dias antes do ingresso/embarque, conforme exigência aplicável ao destino. Deve ser emitido por médico veterinário com CRMV, assinado e carimbado de forma legível.
Solicitação do e-CVI Respeitar a janela indicada no manual do serviço digital. Pedidos fora da janela podem ser recusados ou inviabilizar análise em tempo hábil.
Validade do CVI Observar a validade informada no certificado emitido. A validade deve cobrir o desembarque na Colômbia.
Idade mínima 110 dias na data do embarque, conforme trava operacional do e-CVI brasileiro. A regra prática do sistema brasileiro pode ser mais restritiva que a referência colombiana de 15 semanas.
Ponto sensível: para filhotes, o sistema brasileiro do e-CVI exige idade mínima de 110 dias na data do embarque. Portanto, viagens com animais muito jovens exigem planejamento antecipado.

6. Solicitação no Portal GOV.br

A solicitação do e-CVI é feita por meio do serviço digital do Governo Federal, mediante conta GOV.br. O interessado deve preencher os dados da viagem, do tutor, do responsável pelo envio, do responsável pelo recebimento e do animal.

Primeira etapa: dados e anexos iniciais

  • informar destino Colômbia e data provável do embarque;
  • inserir dados do animal: espécie, raça, sexo, pelagem, nascimento e identificação;
  • anexar carteira de vacinação completa, colorida e legível;
  • anexar comprovante de viagem;
  • baixar o atestado de saúde gerado pelo sistema, quando aplicável.

Segunda etapa: validação clínica

  • levar o animal ao médico veterinário para exame clínico;
  • preencher o atestado com dados de saúde e tratamentos antiparasitários;
  • assinar fisicamente e carimbar com CRMV legível;
  • digitalizar o documento completo e anexar no portal;
  • conferir datas, nomes, CPF, microchip e dados de vacinação antes do envio final.

7. Responsabilidade, proprietário e viagem por terceiro

O CPF do requerente, os dados do proprietário e as informações constantes na carteira de vacinação devem estar coerentes. Quando o animal viajar desacompanhado ou com terceiro, pode ser exigida autorização formal do proprietário.

  • A autorização deve identificar proprietário, animal, responsável pelo despacho e destino.
  • Os dados do proprietário devem coincidir com a carteira de vacinação e documentos anexos.
  • O sistema pode exigir declaração sobre países onde o animal residiu nos últimos 6 meses.
  • Assinaturas, quando exigidas fisicamente, devem estar legíveis e sem montagem digital.

8. Chancela física e unidades do Vigiagro

Para alguns destinos, mesmo com assinatura eletrônica, pode ser necessária conferência de autenticidade ou chancela física. O interessado deve verificar a orientação atual do MAPA e da unidade Vigiagro antes do embarque.

Unidade Contato/observação Procedimento recomendado
Aeroporto de Guarulhos Unidade Vigiagro com atendimento mediante orientação/agendamento. Confirmar por e-mail os documentos e horário de atendimento antes de comparecer.
Aeroporto de Viracopos Atendimento mediante agendamento por e-mail, conforme orientação da unidade. Enviar solicitação e aguardar confirmação antes da entrega presencial.
Congonhas Fluxo pode ser vinculado à equipe de Guarulhos. Confirmar previamente se há atendimento disponível para CVI/chancela.
SFA São Paulo Unidade administrativa pode não possuir médico veterinário para chancela. Buscar unidade Vigiagro com atendimento ativo para CVI.
Santos Alternativa para interessados da Baixada Santista. Confirmar previamente endereço, horário e disponibilidade.
Boa prática: não deixe a chancela ou conferência para o dia do voo. Inconsistências documentais podem impedir a emissão ou validação em tempo hábil.

9. Desembarque na Colômbia: SISPAP e CIS

Ao chegar à Colômbia, o animal deve passar pelo controle do ICA. O tutor deve providenciar a solicitação do Certificado de Inspección Sanitaria, conhecido como CIS, por meio dos canais indicados pelo ICA.

  • realizar cadastro ou solicitação prévia no sistema indicado pelo ICA, quando aplicável;
  • imprimir a solicitação do CIS e o comprovante de pagamento;
  • apresentar o CVI brasileiro, carteira de vacinação e documentos de viagem;
  • submeter o animal à inspeção física e documental no ponto de entrada;
  • pagar a tarifa vigente por meio aceito pelo ICA.
Tarifas: os valores do ICA são atualizados periodicamente. Antes da viagem, consulte a tabela oficial vigente e confirme o meio de pagamento aceito no aeroporto de chegada.

10. Transporte aéreo e bem-estar animal

Além dos requisitos sanitários, o tutor deve cumprir as regras da companhia aérea. Latam, Avianca, Copa e outras transportadoras podem impor limites de peso, raça, idade, dimensões da caixa de transporte, quantidade de animais e modalidade de embarque.

  • A caixa deve permitir que o animal fique em pé, dê uma volta completa e permaneça confortável.
  • O piso deve possuir material absorvente.
  • Recomenda-se adaptação gradual à caixa por pelo menos 15 dias.
  • Evite alimentação pesada antes do embarque.
  • Sedação somente com orientação veterinária e conforme regras da companhia aérea.
  • Confirme se há restrição para raças braquicefálicas ou cães considerados potencialmente perigosos.

11. Erros comuns que causam indeferimento

  • microchip digitado de forma incorreta;
  • carteira de vacinação cortada, ilegível, em foto parcial ou montagem;
  • vacina antirrábica vencida ou sem comprovação anterior;
  • atestado emitido fora da janela de validade;
  • tratamento antiparasitário sem lote, princípio ativo ou data;
  • CPF do requerente divergente do proprietário indicado;
  • tentativa de protocolar o e-CVI fora do prazo;
  • não considerar conexões internacionais com saída da área alfandegária;
  • deixar a chancela, conferência ou pagamento do ICA para a última hora.

12. Checklist de conformidade para viajar com pet à Colômbia

Item Status recomendado
Microchip conferido Número idêntico em todos os documentos.
Vacinas válidas Carteira completa, legível e com dados do veterinário.
Raiva Observar carência em caso de primovacinação ou vacina vencida.
Antiparasitário Interno e externo dentro dos 60 dias anteriores.
Atestado de saúde Emitido dentro da janela exigida, assinado e carimbado.
e-CVI Solicitado no portal oficial do Governo Federal.
Chancela/conferência Confirmada com a unidade Vigiagro competente.
CIS/ICA Solicitação, comprovante e pagamento preparados para o desembarque.
Companhia aérea Regras de kennel, peso, raça e documentação confirmadas.

Precisa de apoio com o CVI para a Colômbia?

O Direto Legaliza pode auxiliar na organização documental, conferência de prazos, análise dos anexos e orientação do fluxo junto ao e-CVI/MAPA e às exigências de entrada na Colômbia.

Falar com o Direto Legaliza

Fontes oficiais consultadas

Observação: normas, tarifas, canais de atendimento e procedimentos podem ser atualizados pelos órgãos oficiais. Antes do embarque, recomenda-se confirmar a versão vigente nos portais do MAPA/Vigiagro, ICA e companhia aérea.