Ensaio de Contaminação Iônica em Placas Eletrônicas no CTI Renato Archer
Guia técnico sobre o serviço público federal de determinação do conteúdo iônico em placas eletrônicas nuas ou montadas, seus fundamentos físico-químicos, fluxo de solicitação, interpretação pelo método ROSE, controle de processo, serviços complementares e integração com a infraestrutura tecnológica do CTI Renato Archer.
Informação técnica validada
A página oficial do Gov.br confirma a existência, finalidade, público, etapas, canal e modelo de contratação do serviço. Entretanto, o catálogo público do CTI não informa qual método analítico, modelo de equipamento, composição de solução ou temperatura é utilizado em cada contratação. Por isso, as referências ao método ROSE e à IPC-TM-650 apresentadas neste guia servem como contexto técnico internacional e não devem ser interpretadas como declaração de que todo ensaio contratado junto ao CTI necessariamente seguirá, sem adaptações, a IPC-TM-650 2.3.25. O protocolo aplicável deve ser confirmado na proposta técnica emitida pelo laboratório.
1. Visão geral e estrutura institucional do serviço
O serviço público federal denominado “Solicitar serviço de ensaio de contaminação iônica em placas eletrônicas” é prestado pelo Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer — CTI, unidade de pesquisa integrante do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação — MCTI.
O CTI está sediado em Campinas, no Estado de São Paulo, e mantém infraestrutura laboratorial especializada voltada ao desenvolvimento científico e tecnológico, qualificação de produtos, análises, caracterização, microeletrônica e apoio à inovação. A instituição atua em interação com empresas, academia, governo e demais agentes do sistema nacional de ciência, tecnologia e inovação.
No catálogo oficial do Governo Federal, o ensaio de contaminação iônica está classificado em Ciência e Tecnologia → Assistência Especializada → Análises.
Segundo a descrição oficial, o serviço é utilizado para determinar o conteúdo iônico total na superfície de placas eletrônicas nuas ou montadas. Isso abrange tanto placas de circuito impresso sem componentes quanto conjuntos eletrônicos já montados, usualmente denominados PCBAs — Printed Circuit Board Assemblies.
Placa nua — PCB
Substrato de circuito impresso ainda sem componentes eletrônicos instalados. Resíduos podem ser provenientes de processos de fabricação, metalização, gravação, limpeza, acabamento e manuseio.
Placa montada — PCBA
Placa que já recebeu componentes, solda, fluxo e demais etapas de montagem. A geometria mais complexa pode reter resíduos em regiões sob componentes ou entre terminais e substrato.
A avaliação do nível de contaminação iônica é especialmente relevante para atividades de controle de processo, investigação de falhas e acompanhamento de consistência da manufatura. O acesso a infraestrutura laboratorial pública especializada pode reduzir barreiras para empresas, startups, pesquisadores, instituições públicas ou privadas, estudantes e inventores que necessitam caracterizar ou aperfeiçoar produtos eletrônicos.
2. Fundamentos físico-químicos da contaminação iônica
De onde vêm os resíduos iônicos?
A manufatura de uma placa de circuito impresso envolve diferentes materiais, produtos químicos e operações. Como consequência, resíduos ionizáveis podem permanecer na superfície caso a fabricação, montagem, lavagem, armazenamento ou manuseio não estejam adequadamente controlados.
Entre as origens possíveis estão:
- resíduos de fluxos de soldagem, incluindo ácidos orgânicos fracos, ativadores e espécies halogenadas;
- resíduos de etapas de decapagem, ataque químico, metalização e outros processos de fabricação da placa nua;
- materiais remanescentes de processos de lavagem ou enxágue;
- sais introduzidos pelo manuseio humano, como compostos associados à transpiração;
- partículas e contaminantes ambientais depositados durante transporte, armazenamento ou utilização.
Umidade, condutividade e perda da resistência de isolamento
Determinados resíduos apresentam comportamento higroscópico e podem favorecer a retenção de umidade na superfície do material. Quando espécies ionizáveis entram em contato com uma película de água, ocorre maior mobilidade iônica, podendo aumentar a condutividade superficial do conjunto.
Em determinadas condições de tensão elétrica, umidade, temperatura, espaçamento entre condutores e composição do resíduo, esse ambiente pode contribuir para a redução da Resistência de Isolamento de Superfície — SIR, favorecendo correntes de fuga e mecanismos eletroquímicos.
Migração eletroquímica — ECM
A migração eletroquímica — Electrochemical Migration, ECM pode ocorrer quando existe uma combinação adequada de umidade, eletrólito, diferença de potencial e materiais metálicos.
Nessas condições, espécies metálicas podem participar de processos de dissolução e redeposição, com possibilidade de crescimento de estruturas condutivas, inclusive dendríticas, entre pontos eletricamente polarizados. Dependendo da aplicação, isso pode resultar em degradação do isolamento, instabilidade elétrica ou curto-circuito.
3. Método ROSE e a referência IPC-TM-650 2.3.25
Uma das metodologias internacionalmente utilizadas para avaliação global de contaminação ionizável é o ensaio ROSE — Resistivity of Solvent Extract, descrito pela IPC-TM-650, Método 2.3.25.
No procedimento, materiais ionizáveis são extraídos da superfície da amostra para uma solução de ensaio. Em seguida, mede-se a condutividade ou resistividade do extrato e o resultado é relacionado a uma quantidade equivalente de cloreto de sódio.
A IPC ressalta que o resultado em µg de NaCl equivalente por unidade de área não significa que o contaminante presente na placa seja literalmente NaCl. Trata-se de uma equivalência de resposta elétrica utilizada para expressar quantitativamente o conteúdo ionizável extraído.
Solução de extração
Na revisão D da IPC-TM-650 2.3.25, a composição padrão indicada para o solvente é de 75 ± 2% em volume de 2-propanol e água desionizada. A norma também contempla composição de 50 ± 2% em determinadas condições, exigindo consistência na solução utilizada quando resultados comparativos serão analisados.
O 2-propanol auxilia na interação com materiais orgânicos e na molhabilidade da superfície, enquanto a fração aquosa favorece a dissolução e mobilização de espécies ionizáveis solúveis.
O que o ROSE efetivamente mede?
O método produz uma medida global da condutividade associada aos materiais ionizáveis que foram efetivamente extraídos. Ele não identifica individualmente cada espécie química.
Para identificar íons específicos, como cloreto, brometo e determinados ânions ou ácidos orgânicos, podem ser necessárias metodologias analíticas específicas, como cromatografia iônica.
Temperatura e ROSE modificado
Equipamentos e protocolos de extração podem utilizar diferentes condições controladas de temperatura. Entretanto, não é tecnicamente adequado afirmar que “45 °C” constitui uma temperatura normativa universal do ROSE modificado. A condição efetivamente empregada depende do método, do equipamento e do protocolo contratual.
Assim, caso a temperatura de extração seja crítica para comparação entre lotes ou validação de processo, ela deve constar da especificação do ensaio e ser mantida consistente.
4. Formulação matemática e cálculo da área superficial
A normalização pela área permite comparar resultados obtidos em placas de dimensões diferentes. A IPC-TM-650 2.3.25 apresenta recomendações distintas para placas nuas e placas montadas.
Placa de circuito impresso sem componentes
Em que L corresponde ao comprimento da placa, W à largura, e o fator 2 considera as duas faces principais.
Placa montada com componentes
O termo p representa um acréscimo relacionado à área dos componentes, podendo chegar a até 50% da área da placa segundo a recomendação do método. O percentual utilizado deve ser informado no relatório.
Conversão para equivalente de NaCl
No procedimento manual descrito pela IPC, a quantidade total equivalente extraída pode ser representada de forma simplificada por:
Onde M representa a concentração equivalente de NaCl no extrato e V representa o volume da solução utilizada.
A densidade superficial pode então ser expressa como:
O resultado é normalmente apresentado em µg NaCl eq./cm² ou unidade de área equivalente adotada pelo procedimento.
5. O antigo limite de 1,56 µg NaCl eq./cm² e sua evolução
Durante décadas, o valor de 1,56 µg de NaCl equivalente por cm² — equivalente a aproximadamente 10 µg/in² — tornou-se uma referência amplamente utilizada na indústria eletrônica para avaliação de limpeza iônica.
Esse número possui origem histórica em práticas de manufatura e requisitos desenvolvidos quando materiais, fluxos, densidade de montagem e tecnologias construtivas eram muito diferentes das atuais.
A evolução para montagem superficial de elevada densidade, componentes com espaçamentos menores e fluxos do tipo no-clean levou a IPC a revisar a interpretação desse critério.
Isso não significa que o ensaio ROSE tenha perdido utilidade. Ele continua relevante como ferramenta de:
- monitoramento de estabilidade do processo;
- comparação entre lotes;
- identificação de desvios de limpeza;
- avaliação de alterações de materiais ou fluxos;
- comparação antes e depois de modificações no processo;
- estabelecimento de limites internos tecnicamente correlacionados.
Em aplicações de maior criticidade, a interpretação pode ser complementada por SIR, cromatografia iônica, análises de falha, ensaios ambientais, microscopia e outras evidências de desempenho.
6. Quem pode utilizar o serviço do CTI
Segundo a página oficial do Governo Federal, podem utilizar o serviço pesquisadores, estudantes, empresas, startups, instituições públicas ou privadas e inventores interessados no desenvolvimento de seus projetos, seja para divulgação científica, pesquisa, inovação ou introdução no mercado.
| Categoria de usuário | Motivação | Aplicações possíveis |
|---|---|---|
| Empresas e startups | Controle e aperfeiçoamento de processos de montagem. | Comparação de lotes, investigação de desvios, avaliação de limpeza e apoio à qualificação de processo. |
| Pesquisadores e grupos acadêmicos | Caracterização de materiais e montagens experimentais. | Projetos de P&D, dissertações, teses, artigos e desenvolvimento de novas soluções eletrônicas. |
| Instituições públicas e privadas | Análises técnicas independentes e caracterização. | Apoio a especificações técnicas, avaliação de amostras e investigação de não conformidades. |
| Estudantes e inventores | Aperfeiçoamento e validação de protótipos. | Desenvolvimento de hardware e preparação de soluções para etapas posteriores de industrialização. |
O acesso é franqueado mediante contrapartida financeira ou não financeira, de acordo com a Política de Inovação do CTI e o regramento interno.
A forma exata de eventual contrapartida não financeira deve ser definida diretamente com a instituição e formalizada no instrumento adequado.
7. Fluxo operacional para solicitar o ensaio
O Portal Gov.br apresenta três etapas principais para contratação e recebimento do serviço.
Solicitar o serviço
O interessado envia sua solicitação ao endereço servicos@cti.gov.br.
A equipe do Laboratório Aberto responsável verifica capacidade, disponibilidade e recursos necessários para atendimento. Se houver dúvidas, o CTI poderá solicitar informações adicionais por e-mail para elaboração da proposta técnica.
Tempo indicado oficialmente: atendimento imediato para a etapa inicial.
Aceitar a proposta e efetuar o pagamento
Após receber a proposta comercial, o interessado formaliza o aceite e encaminha o comprovante de pagamento por e-mail.
O valor é definido conforme a demanda e aparece no Portal Gov.br como “sob consulta”.
Prazo oficial da etapa: ainda não estimado.
Execução e conclusão
A área técnica competente realiza o serviço e a informação sobre sua conclusão é encaminhada para o e-mail informado na etapa inicial.
As demais atividades e entregáveis dependem do serviço efetivamente contratado e da proposta técnica.
Prazo oficial: não estimado no catálogo público.
| Parâmetro | Informação validada |
|---|---|
| Órgão responsável | Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer — CTI / MCTI. |
| Serviço | Ensaio de contaminação iônica em placas eletrônicas. |
| Categoria Gov.br | Assistência Especializada — Análises. |
| Custo | Sob consulta. |
| Prazo total | Não estimado no Portal Gov.br. |
| servicos@cti.gov.br | |
| Canal adicional | Fale Conosco / canais indicados pelo Gov.br. |
| Atendimento | Submetido às diretrizes de atendimento ao usuário de serviço público previstas na Lei nº 13.460/2017. |
Atendimento prioritário
A Lei nº 10.048/2000, em sua redação atualizada, assegura atendimento prioritário a pessoas com deficiência, pessoas com transtorno do espectro autista, pessoas idosas com 60 anos ou mais, gestantes, lactantes, pessoas com criança de colo, pessoas obesas, pessoas com mobilidade reduzida e doadores de sangue.
No caso dos doadores de sangue, a legislação estabelece regras específicas, incluindo comprovação da doação e posição posterior aos demais grupos prioritários.
8. Integração com outros serviços analíticos do CTI
O ensaio de contaminação iônica faz parte de um portfólio mais amplo de análises, processos e serviços tecnológicos oferecidos pelo CTI Renato Archer. Em uma investigação de falha, diferentes técnicas podem ser combinadas conforme o problema observado.
Inspeção por microscopia óptica
O CTI oferece serviço específico de inspeção visual de placas e componentes por microscopia óptica. Segundo a descrição oficial, a avaliação pode utilizar requisitos de normas internacionais da IPC.
Esse tipo de análise pode auxiliar na observação de aspectos como juntas de solda, resíduos visíveis, desalinhamentos, pontes, danos e outras características morfológicas.
Microscopia Eletrônica de Varredura — MEV e EDS
O CTI também disponibiliza análise por Microscopia Eletrônica de Varredura, utilizando equipamento FEG-SEM Mira XMU. O sistema pode ser associado à Espectroscopia por Energia Dispersiva — EDS para avaliação elementar da superfície da amostra.
Essa combinação permite obter imagens de alta resolução e verificar a presença de elementos químicos em regiões selecionadas. É importante diferenciar elemento químico de espécie iônica: a detecção de cloro pelo EDS, por exemplo, não identifica automaticamente qual composto ou íon de cloro estava presente no resíduo.
Abertura de encapsulamento
Outro serviço oficial do CTI é a abertura de encapsulamento de componentes eletrônicos, discretos ou montados em placas, realizada por processo físico-químico. Essa abordagem possibilita acesso a regiões internas do componente quando a investigação exige inspeção além da superfície externa.
Microssoldagem e corte de substratos
O portfólio também inclui microssoldagem de microfios e dies e serviços de corte de substratos com elevada precisão dimensional. Essas capacidades complementam atividades de preparação, desenvolvimento, prototipagem, qualificação e análise de produtos eletrônicos.
O catálogo institucional inclui ainda fabricação de máscaras por escrita direta, fotolitografia por copiadora, deposição de metais finos e outros processos tecnológicos.
| Serviço | Categoria | Possível contribuição técnica |
|---|---|---|
| Contaminação iônica | Análises | Determinação global do conteúdo iônico total extraível da superfície da placa, conforme protocolo contratado. |
| Microscopia óptica | Análises | Observação de placas e componentes e avaliação de aspectos morfológicos visíveis. |
| MEV / EDS | Análises | Imagens de alta resolução e determinação elementar de regiões da superfície. |
| Abertura de encapsulamento | Calibração, processos e experimentos | Exposição controlada de regiões internas de componentes eletrônicos para análise. |
| Microssoldagem | Calibração, processos e experimentos | Soldagem de microfios e dies em estruturas, terminais ou placas. |
| Corte de substratos | Calibração, processos e experimentos | Preparação e redução dimensional de diferentes tipos de substratos. |
9. Ambientronic, Rematronic e economia circular
A competência do CTI em eletrônica também se conecta a iniciativas voltadas à sustentabilidade e ao ciclo de vida de equipamentos eletroeletrônicos.
Programa Ambientronic
Documentação histórica do CTI registra o Programa Ambientronic — Produtos Eletroeletrônicos Ambientalmente Corretos, direcionado ao desenvolvimento de tecnologias sustentáveis, gestão de substâncias perigosas, ecodesign, reciclagem de resíduos eletrônicos, normalização e apoio à adequação ambiental da indústria eletroeletrônica.
Fontes históricas do setor registram a origem do programa em 2006, enquanto relatórios oficiais do CTI documentam suas atividades e resultados em anos posteriores, inclusive no início da década de 2010.
Projeto Rematronic
O Rematronic foi estruturado para desenvolver processo de recuperação de materiais estratégicos provenientes de placas eletrônicas de resíduos eletroeletrônicos.
A documentação oficial atual do CTI confirma o objetivo de recuperar materiais estratégicos buscando relação adequada entre custo, rendimento e impacto ambiental. Relatórios institucionais também registram o desenvolvimento de processo para recuperação de ouro e outros metais de alto valor agregado.
Registros históricos de divulgação do projeto apontam utilização combinada de processos mecânicos, hidrometalúrgicos e biometalúrgicos e indicam participação do BNDES e da iniciativa privada. Publicações da época registraram aporte da ordem de R$ 8 milhões.
As tecnologias foram direcionadas à recuperação de materiais como ouro, prata, cobre e paládio presentes em resíduos eletrônicos, ao mesmo tempo em que buscavam soluções para tratamento ambientalmente adequado de outros materiais presentes no fluxo de reciclagem.
10. Recomendações para solicitar o ensaio
A qualidade da solicitação inicial ajuda o laboratório a compreender o problema e avaliar viabilidade, dimensões, quantidade de amostras, condições de ensaio e necessidade de técnicas complementares.
Antes de enviar a solicitação ao CTI
- Defina se o objetivo é controle de processo, comparação de lotes, avaliação de limpeza, desenvolvimento de produto ou investigação de falha.
- Informe quantas placas serão analisadas.
- Indique se são placas nuas ou montadas.
- Forneça comprimento e largura das amostras.
- Descreva materiais, fluxo de soldagem e processo de limpeza quando essas informações forem relevantes.
- Informe se existe norma, requisito contratual ou limite específico determinado pelo cliente.
- Pergunte expressamente qual metodologia, equipamento, solução, temperatura e unidade serão utilizados.
- Confirme se o resultado será acompanhado de relatório técnico e quais informações constarão no documento.
Preservação das amostras
Placas destinadas a ensaios de contaminação devem ser protegidas contra introdução involuntária de resíduos durante coleta, transporte e manuseio. Contato direto com a pele pode acrescentar espécies iônicas e comprometer a representatividade da amostra.
A IPC prevê o uso de luvas limpas e não iônicas ou instrumentos adequados para manipulação em seus procedimentos. O material utilizado para acondicionamento também deve ser compatível com a análise e não introduzir contaminantes extraíveis.
Informações dimensionais
Comprimento, largura e condição da amostra são importantes para cálculo da área superficial e normalização do resultado. Em montagens complexas, o critério para consideração da área dos componentes também deve ser registrado.
Combinação com outras técnicas
Em uma investigação complexa de causa raiz, pode ser tecnicamente útil discutir com o CTI a combinação do ensaio de contaminação iônica com microscopia óptica, MEV/EDS, abertura de encapsulamento ou outros recursos disponíveis no portfólio institucional.
O ROSE oferece uma visão quantitativa global da contaminação ionizável extraída; a microscopia permite localizar aspectos morfológicos; o EDS auxilia na composição elementar; e outras técnicas podem aprofundar mecanismos específicos de falha.
11. Conclusão
O serviço de ensaio de contaminação iônica em placas eletrônicas oferecido pelo CTI Renato Archer representa uma infraestrutura pública especializada disponível para empresas, startups, pesquisadores, estudantes, instituições públicas ou privadas e inventores.
Sua finalidade oficial é determinar o conteúdo iônico total presente na superfície de placas eletrônicas nuas ou montadas. No contexto da engenharia eletrônica, esse tipo de medição pode apoiar monitoramento de limpeza, desenvolvimento de processos e investigações de falha relacionadas à presença de resíduos ionizáveis.
A IPC-TM-650 2.3.25 fornece uma importante referência internacional para compreender o teste ROSE e suas limitações: trata-se fundamentalmente de ferramenta de controle de processo, não de um teste que, isoladamente, determine a confiabilidade futura de uma montagem.
Também é necessário evitar a aplicação automática do antigo limite de 1,56 µg NaCl eq./cm² como critério universal de aprovação. O modelo moderno de controle de limpeza está mais orientado à qualificação do processo, evidência objetiva, desempenho da aplicação e estabelecimento de limites tecnicamente correlacionados.
Para utilizar o serviço do CTI de maneira eficiente, o solicitante deve informar claramente o objetivo, características e dimensões das amostras, requisitos normativos e contexto do problema e confirmar na proposta técnica qual metodologia será efetivamente empregada.
Precisa de apoio para organizar uma demanda técnica ou regulatória?
O Direto Legaliza pode auxiliar na organização das informações, análise documental, identificação de exigências aplicáveis e direcionamento da demanda antes do contato com o órgão ou laboratório competente.
Falar com o Direto LegalizaFontes consultadas
- Gov.br — Solicitar serviço de ensaio de contaminação iônica em placas eletrônicas — CTI Renato Archer
- CTI Renato Archer — Sobre o CTI
- IPC — IPC-TM-650 2.3.25 Rev. D — Detection and Measurement of Ionizable Surface Contaminants by Resistivity of Solvent Extract (ROSE)
- IPC — Revisão da J-STD-001 e mudança na interpretação do antigo limite ROSE de 1,56 µg/cm²
- Gov.br — Inspeção visual de placas eletrônicas por microscopia óptica — CTI
- Gov.br — Serviço de análise por Microscopia Eletrônica de Varredura — CTI
- Gov.br — Abertura de encapsulamento de componentes eletrônicos — CTI
- Gov.br — Serviço de microssoldagem — CTI
- Gov.br — Serviço de corte de substratos — CTI
- CTI Renato Archer — Projeto Rematronic
- Presidência da República — Lei nº 10.048/2000 — atendimento prioritário
- Presidência da República — Lei nº 14.626/2023
Observação: este conteúdo possui finalidade informativa. Métodos, normas, preços, disponibilidade de equipamento, condições de recebimento de amostras, critérios de aceitação e prazos podem variar conforme a demanda e a proposta técnica emitida pelo CTI Renato Archer. Para fins de contratação, qualificação, certificação ou conformidade de produto, devem prevalecer a norma aplicável, a especificação contratual e as informações oficiais fornecidas pelo laboratório.
