Treinamento em Técnicas de Manufatura

CTI Renato Archer • Manufatura Aditiva • Capacitação Técnica

Treinamento em Técnicas de Manufatura Aditiva no CTI Renato Archer

Análise estratégica e operacional do serviço público de capacitação técnica oferecido pelo Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer, abrangendo tecnologias de impressão 3D, materiais, etapas de contratação, aplicações industriais, saúde, inovação e qualificação tecnológica.

Resumo direto: o CTI Renato Archer disponibiliza treinamento especializado em diferentes técnicas de Manufatura Aditiva, incluindo PBF, MEX, MJP e VPP, com atuação sobre materiais metálicos, poliméricos e cerâmicos. A capacitação pode ser direcionada a técnicas e materiais específicos e pode ser solicitada por pesquisadores, estudantes, empresas, startups, instituições públicas ou privadas e inventores. O pedido inicial é encaminhado ao e-mail institucional servicos@cti.gov.br, e o preço é definido sob consulta.
Impressão 3D Manufatura Aditiva PBF MEX MJP VPP Metais Polímeros Cerâmicos Indústria 4.0
1997 Ano em que o CTI adquiriu a primeira impressora 3D do Brasil, conforme histórico institucional.
4 categorias PBF, MEX, MJP e VPP aparecem expressamente no escopo oficial do treinamento.
3 classes Metais, polímeros e materiais cerâmicos integram o universo tecnológico informado pelo CTI.
Sob consulta O valor e o prazo dependem da configuração da capacitação e da análise técnica do CTI.

1. Visão geral e contexto institucional do CTI Renato Archer

O Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer — CTI é uma unidade de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação — MCTI, com sede em Campinas, Estado de São Paulo. A instituição mantém infraestrutura científica e tecnológica voltada à pesquisa aplicada, desenvolvimento experimental, inovação e prestação de serviços tecnológicos para empresas, universidades, pesquisadores, instituições públicas e demais agentes do ecossistema nacional de inovação.

Sua atuação em tecnologias tridimensionais remonta à década de 1990. Registros institucionais indicam a estruturação da área de Tecnologias Tridimensionais a partir de 1996 e a aquisição, em 1997, da primeira impressora 3D do Brasil. A iniciativa deu origem a uma trajetória de pesquisa e aplicação tecnológica que posteriormente se consolidou no Núcleo de Tecnologias Tridimensionais — NT3D.

Ao longo dessa trajetória, a infraestrutura de manufatura aditiva do CTI passou a reunir equipamentos industriais e plataformas experimentais voltadas à pesquisa de materiais, desenvolvimento de produtos, dispositivos especiais, avaliação de parâmetros de processo, aplicações biomédicas, estruturas avançadas e outros projetos relacionados à transformação digital e à manufatura avançada.

Correção importante: embora existam referências históricas à organização da área de Tecnologias Tridimensionais em 1996, a documentação institucional consultada atribui a 1997 a aquisição da primeira impressora 3D do Brasil pelo CTI.

Dentro dessa estrutura, o Portal Gov.br disponibiliza o serviço denominado “Solicitar treinamento em técnicas de Manufatura Aditiva — CTI Renato Archer”. A iniciativa amplia o acesso ao conhecimento tecnológico acumulado pela instituição e permite a capacitação de profissionais e organizações interessadas em compreender ou aplicar processos de fabricação aditiva.

A Manufatura Aditiva — MA — utiliza processos nos quais peças e estruturas são produzidas por sucessiva adição de material, normalmente a partir de um modelo tridimensional digital. Dependendo da tecnologia utilizada, o processo pode empregar pós metálicos ou poliméricos, filamentos termoplásticos, resinas fotopoliméricas, materiais cerâmicos ou sistemas experimentais específicos.

2. Escopo tecnológico do treinamento

Um dos principais diferenciais do serviço está na diversidade de processos tecnológicos explicitamente informados pelo CTI. O treinamento não está limitado a uma única modalidade de impressão tridimensional: a instituição informa domínio sobre diferentes categorias e técnicas de Manufatura Aditiva.

Conforme a Carta de Serviços oficial, estão abrangidas as categorias PBF, MEX, MJP e VPP, incluindo tecnologias como SLS, SLM, EBM, FDM, FFF, DLP e SLA.

Personalização: o próprio serviço oficial estabelece que o treinamento pode ser específico por técnica e/ou material. Isso permite estruturar uma capacitação direcionada às necessidades tecnológicas do projeto ou da organização solicitante.

3. Matriz de processos de Manufatura Aditiva

Fusão em leito de pó — PBF

Os processos agrupados na categoria Powder Bed Fusion — PBF utilizam um leito de material particulado no qual regiões selecionadas são consolidadas progressivamente para formar o componente.

Entre as técnicas relacionadas pelo CTI estão a Sinterização Seletiva a Laser — SLS, a Fusão Seletiva a Laser — SLM e a Fusão por Feixe de Elétrons — EBM. Dependendo da tecnologia e do equipamento utilizado, podem ser processados polímeros ou materiais metálicos.

Extrusão de material — MEX

Na categoria Material Extrusion — MEX, o material é depositado de forma controlada através de um sistema de extrusão. Entre as técnicas relacionadas pelo CTI estão FDM — Fused Deposition Modeling e FFF — Fused Filament Fabrication.

São processos amplamente empregados em prototipagem, desenvolvimento de dispositivos, ferramentais auxiliares, peças funcionais e validação de geometrias.

Injeção ou jateamento de material — MJP

A tecnologia MJP integra o conjunto de processos abordados pelo serviço. Dependendo da configuração tecnológica, processos dessa natureza permitem fabricar modelos com elevada resolução, superfícies detalhadas e geometrias de alta complexidade.

Fotopolimerização em cuba — VPP

Na categoria Vat Photopolymerization — VPP, materiais fotossensíveis são solidificados seletivamente mediante exposição controlada à luz. O CTI relaciona expressamente as técnicas DLP — Digital Light Processing e SLA — Stereolithography.

Essa família tecnológica pode ser empregada na fabricação de peças com alto nível de detalhe e também é relevante para determinadas aplicações experimentais, odontológicas, biomédicas e de materiais avançados, sempre de acordo com a tecnologia, material e requisitos aplicáveis.

Categoria Processos abrangidos Materiais relacionados Aplicações possíveis
Fusão em Leito de Pó — PBF SLS, SLM e EBM Metais e polímeros em pó, conforme processo e equipamento Peças funcionais, componentes complexos, aplicações industriais, pesquisa e saúde
Extrusão de Material — MEX FDM e FFF Principalmente polímeros e termoplásticos processáveis por extrusão Protótipos, dispositivos, modelos, validações e peças funcionais
MJP Material Jetting / processos correlatos previstos no escopo institucional Materiais compatíveis com o processo Modelos de maior detalhamento e aplicações de precisão
Fotopolimerização em Cuba — VPP DLP e SLA Resinas e sistemas fotopolimerizáveis; materiais especiais conforme tecnologia Modelos detalhados, aplicações experimentais, biomédicas e tecnológicas

Classes de materiais

O escopo institucional do treinamento contempla três grandes famílias de materiais: metais, polímeros e cerâmicos.

Na infraestrutura de serviços do CTI existem, por exemplo, processos de impressão metálica capazes de utilizar materiais como Ti6Al4V, aço inoxidável 316L, liga de CoCrW e aço maraging, além da possibilidade de desenvolvimento experimental de outras ligas. O CTI também mantém serviços específicos para materiais poliméricos e cerâmicos.

Isso possibilita estruturar o treinamento não apenas sob a perspectiva do equipamento, mas também levando em consideração seleção de materiais, processabilidade, parâmetros, pós-processamento, limitações geométricas, propriedades esperadas e adequação da tecnologia ao uso final.

4. Quem pode utilizar o serviço?

Segundo a descrição oficial no Portal Gov.br, o treinamento pode ser utilizado por:

Academia e pesquisa

Pesquisadores, estudantes, universidades, laboratórios e demais instituições interessadas em projetos científicos ou formação tecnológica.

Empresas e startups

Organizações que pretendam desenvolver produtos, investigar processos, qualificar equipes ou analisar a utilização da Manufatura Aditiva em seus projetos.

Instituições públicas ou privadas

Órgãos públicos, ICTs, institutos, entidades e demais organizações que necessitem de capacitação especializada.

Inventores e desenvolvedores

Pessoas envolvidas em projetos tecnológicos que pretendam avançar da concepção para experimentação, validação ou desenvolvimento de produto.

O Portal Gov.br informa que o acesso é franqueado mediante contrapartida financeira ou não financeira, observadas a Política de Inovação do CTI e as normas internas aplicáveis.

5. Fluxo operacional para solicitação do treinamento

O procedimento oficial pode ser compreendido em três grandes etapas.

Solicitar o serviço O interessado encaminha a demanda ao CTI pelo endereço servicos@cti.gov.br. A equipe verifica capacidade, disponibilidade e recursos necessários.
Aceitar a proposta Após a avaliação técnica, o cliente formaliza o aceite da proposta comercial e, quando aplicável, comprova o pagamento.
Executar e finalizar A área técnica realiza o serviço conforme o escopo aprovado e comunica ao cliente a finalização por correio eletrônico.

Etapa 1 — Solicitação e análise de viabilidade

O processo começa com o encaminhamento da solicitação para servicos@cti.gov.br.

A equipe responsável avalia a capacidade de atendimento, a disponibilidade da infraestrutura e os recursos necessários à prestação do treinamento. Caso sejam necessárias informações adicionais, a área técnica pode entrar em contato com o solicitante para esclarecer pontos relevantes à elaboração da proposta.

Etapa 2 — Proposta comercial, aceite e pagamento

Definido o escopo, o cliente recebe a proposta correspondente. A contratação exige a formalização do aceite e, quando houver cobrança financeira, a comprovação de pagamento de acordo com as instruções fornecidas pelo CTI.

Etapa 3 — Execução e conclusão

O treinamento é realizado pela área técnica competente. A conclusão é comunicada ao endereço eletrônico informado pelo usuário.

Etapa Ação do solicitante Canal Ação do CTI Prazo oficial
1. Solicitação Descrever a necessidade de treinamento servicos@cti.gov.br Verificar capacidade, disponibilidade e recursos Não estimado
2. Contratação Aceitar proposta e apresentar comprovante, quando aplicável Correio eletrônico Formalizar o atendimento conforme proposta Não estimado
3. Execução Participar da capacitação conforme plano aprovado Conforme condições pactuadas Executar e comunicar a conclusão Conforme escopo do serviço
Atenção ao prazo: o Portal Gov.br informa atualmente que a duração das etapas e o prazo total do serviço ainda não possuem estimativa padronizada. Por isso, projetos sujeitos a cronogramas empresariais, acadêmicos ou de pesquisa devem consultar previamente a disponibilidade do CTI.

6. Modelo financeiro e enquadramento na Política de Inovação

O valor oficial do treinamento é informado como “sob consulta”. Portanto, não existe preço único divulgado na Carta de Serviços.

Na prática, o dimensionamento da proposta depende do escopo efetivamente solicitado, podendo ser influenciado pela técnica, material, carga de atividades, utilização de infraestrutura, necessidade de consumíveis e características do treinamento.

A prestação de serviços tecnológicos por Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação públicas encontra respaldo no marco jurídico nacional de ciência, tecnologia e inovação, especialmente na Lei nº 10.973/2004 — Lei de Inovação, posteriormente modificada pela Lei nº 13.243/2016 e regulamentada por normas complementares.

Esse arcabouço permite que ICTs públicas estabeleçam mecanismos de compartilhamento de infraestrutura, cooperação tecnológica, prestação de serviços especializados e interação com agentes públicos e privados, observadas as políticas institucionais e os instrumentos jurídicos aplicáveis.

Contrapartida não financeira: o próprio serviço do CTI informa que o acesso pode ocorrer mediante contrapartida financeira ou não financeira. A forma concreta de eventual cooperação, entretanto, deve ser analisada pelo CTI de acordo com sua Política de Inovação, regras internas e instrumento jurídico aplicável. Não se deve presumir que toda solicitação poderá substituir pagamento por cooperação técnica.

7. Impacto estratégico para empresas, pesquisa e inovação

A Manufatura Aditiva tornou-se uma ferramenta estratégica no desenvolvimento de produtos, prototipagem, fabricação de geometrias complexas, produção personalizada e pesquisa de novos materiais.

Em processos convencionais, determinadas peças dependem de moldes, matrizes, estampos ou ferramentais específicos. Dependendo do produto, esses elementos podem representar parcela relevante do investimento inicial e tornar economicamente desfavorável a fabricação de pequenas séries.

A Manufatura Aditiva modifica parte dessa lógica porque permite, em determinadas situações, fabricar geometrias diretamente a partir de modelos digitais e reduzir a dependência de ferramental dedicado.

Isso não significa que a impressão 3D seja automaticamente mais econômica em qualquer aplicação. O resultado depende de fatores como material, volume de produção, acabamento, tolerâncias, pós-processamento, qualificação, repetibilidade, tamanho da peça e desempenho exigido.

O valor estratégico do treinamento oferecido pelo CTI está justamente na possibilidade de proporcionar uma visão tecnológica que permita comparar processos e avaliar tecnicamente quando a Manufatura Aditiva é — ou não é — adequada ao projeto.

Pesquisa e desenvolvimento

O histórico institucional do NT3D demonstra atuação em programas e projetos ligados à indústria, saúde e pesquisa experimental. A infraestrutura também é utilizada para estudos sobre novos materiais, parâmetros de processamento, estruturas especiais, biomimetismo, microescala, dispositivos experimentais e outras frentes de inovação.

Indústria 4.0

A Manufatura Aditiva integra a transformação digital da indústria porque conecta modelagem tridimensional, engenharia computacional, processamento de materiais e fabricação física. Quando combinada a técnicas de projeto para manufatura, simulação, metrologia e controle de processo, pode contribuir para encurtar ciclos de desenvolvimento e ampliar a capacidade experimental das organizações.

8. Manufatura Aditiva, InVesalius e aplicações na saúde

Um dos campos históricos de atuação do CTI Renato Archer é a aplicação das Tecnologias Tridimensionais à saúde.

O CTI desenvolve o InVesalius, software livre e de código aberto voltado ao processamento e análise de imagens médicas. A ferramenta permite reconstruir estruturas tridimensionais a partir de exames como tomografia computadorizada e ressonância magnética.

Modelos virtuais produzidos por esse tipo de processamento podem ser utilizados como base para diferentes aplicações computacionais e, quando tecnicamente apropriado, convertidos em modelos físicos por processos de Manufatura Aditiva.

O CTI possui experiência histórica na produção de biomodelos para apoio ao planejamento cirúrgico e em pesquisas envolvendo aplicações médicas de tecnologias 3D.

A integração entre processamento de imagens, modelagem tridimensional e fabricação aditiva pode apoiar atividades como:

  • visualização física de estruturas anatômicas;
  • planejamento de procedimentos cirúrgicos;
  • ensino e comunicação médica;
  • desenvolvimento experimental de dispositivos;
  • pesquisa em biomateriais e biofabricação;
  • desenvolvimento de componentes personalizados, quando técnica e regulatoriamente aplicável.
Importante: fabricação de dispositivos médicos, implantes, próteses ou guias destinados ao uso clínico pode envolver requisitos técnicos, sanitários, de qualidade e regulatórios específicos. A participação em treinamento de Manufatura Aditiva não substitui certificações, autorizações ou controles exigidos para produtos sujeitos à regulação sanitária.

9. CTMA e qualificação de peças críticas

A evolução da Manufatura Aditiva no CTI também está associada ao desenvolvimento de infraestrutura voltada à qualificação tecnológica de componentes.

Em outubro de 2025, o CTI Renato Archer anunciou, em parceria com a Fundação CERTI, a criação do Centro Temático de Qualificação de Peças Críticas por Manufatura Aditiva — CTMA.

O projeto conta com fomento da Financiadora de Estudos e Projetos — Finep e apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação — MCTI.

Conforme a divulgação institucional, o objetivo é estabelecer um ecossistema integrado de pesquisa, desenvolvimento e infraestrutura laboratorial capaz de oferecer à indústria brasileira serviços de qualificação de peças metálicas produzidas por Manufatura Aditiva.

Esse tipo de estrutura é especialmente relevante para aplicações nas quais não basta fabricar uma geometria. É necessário avaliar propriedades, repetibilidade, desempenho, qualidade dimensional, integridade do material e adequação a requisitos técnicos.

Para organizações que pretendam atuar em aplicações críticas, é estrategicamente recomendável que a capacitação não fique restrita à operação da impressora, incluindo também fundamentos de:

  • seleção do processo de fabricação;
  • seleção e caracterização de materiais;
  • controle de parâmetros;
  • projeto para Manufatura Aditiva;
  • metrologia dimensional;
  • controle de qualidade;
  • pós-processamento;
  • rastreabilidade;
  • qualificação do processo e do componente.

10. Marco regulatório dos serviços públicos e diretrizes de atendimento

A Carta de Serviços vincula o atendimento às diretrizes estabelecidas pela Lei nº 13.460/2017, que disciplina a participação, proteção e defesa dos direitos do usuário dos serviços públicos.

Entre as diretrizes expressamente apresentadas pelo Portal Gov.br estão:

  • urbanidade;
  • respeito;
  • acessibilidade;
  • cortesia;
  • presunção da boa-fé do usuário;
  • igualdade;
  • eficiência;
  • segurança;
  • ética.

O Portal Gov.br também informa que, quando necessário atendimento presencial, as instalações devem observar condições adequadas de salubridade, segurança, sinalização, acessibilidade e conforto.

Atendimento prioritário

Conforme a legislação indicada na própria Carta de Serviços, possuem direito a atendimento prioritário, entre outros grupos legalmente abrangidos:

  • pessoas com deficiência;
  • idosos com idade igual ou superior a 60 anos;
  • gestantes;
  • lactantes;
  • pessoas acompanhadas por crianças de colo;
  • pessoas obesas.

Canais institucionais

Para solicitação do treinamento e esclarecimentos relacionados ao serviço, o canal divulgado é servicos@cti.gov.br.

O CTI também mantém canais institucionais de atendimento e o usuário pode recorrer aos mecanismos de Ouvidoria do Governo Federal para reclamações, sugestões, elogios ou denúncias, conforme a natureza da manifestação.

A sede institucional do CTI está localizada na Rodovia Dom Pedro I (SP-65), km 143,6, Amarais, Campinas/SP, CEP 13069-901.

11. Recomendações estratégicas antes de solicitar o treinamento

Para aproveitar melhor a interação com a equipe técnica do CTI, é recomendável que a organização prepare previamente um diagnóstico da necessidade tecnológica.

1. Defina o objetivo

Determine se a prioridade é capacitação introdutória, formação de equipe, seleção de tecnologia, desenvolvimento de material, prototipagem ou aplicação industrial específica.

2. Identifique o material

Informe se o interesse está concentrado em metais, polímeros, cerâmicos ou em materiais experimentais.

3. Identifique a tecnologia

Quando possível, indique se a demanda envolve PBF, MEX, MJP, VPP ou se é necessária orientação para selecionar a tecnologia mais adequada.

4. Descreva a aplicação

Explique o setor, a finalidade da peça, requisitos geométricos, ambiente de uso e principais dificuldades técnicas.

5. Considere metrologia e qualidade

Para aplicações industriais avançadas, avalie a inclusão de conteúdos sobre controle dimensional, parâmetros de processo e qualificação.

6. Avalie o instrumento jurídico

Se a capacitação estiver integrada a um projeto de PD&I, consulte o CTI sobre possíveis modalidades de cooperação e sobre a Política de Inovação aplicável.

Informações úteis para o primeiro contato

  • nome da empresa, instituição ou pesquisador;
  • objetivo da capacitação;
  • quantidade estimada de participantes;
  • nível atual de conhecimento da equipe;
  • processos de Manufatura Aditiva de interesse;
  • materiais de interesse;
  • aplicação industrial, científica ou médica pretendida;
  • necessidade de atividades práticas;
  • eventuais prazos do projeto;
  • relação da capacitação com projeto maior de pesquisa ou inovação, quando existente.

12. Conclusão

O serviço de treinamento em técnicas de Manufatura Aditiva do CTI Renato Archer representa uma oportunidade de acesso ao conhecimento acumulado por uma instituição que participa da evolução brasileira das tecnologias tridimensionais desde a década de 1990.

A combinação de diferentes processos de fabricação, infraestrutura experimental, atuação em metais, polímeros e materiais cerâmicos e experiência em aplicações industriais, científicas e médicas possibilita uma abordagem mais ampla do que a simples operação de equipamentos de impressão 3D.

Para empresas, pesquisadores e instituições, a principal vantagem estratégica está na possibilidade de compreender de forma integrada a seleção do processo, escolha de material, preparação do projeto, parametrização, limitações tecnológicas, pós-processamento e requisitos de qualidade.

Organizações que pretendam utilizar a Manufatura Aditiva em aplicações de maior criticidade devem ainda considerar aspectos de metrologia, repetibilidade, controle de processo e qualificação de componentes, especialmente diante da ampliação da infraestrutura nacional representada por iniciativas como o CTMA.

O planejamento prévio da demanda é essencial para que a equipe do CTI consiga avaliar corretamente o escopo e apresentar uma proposta tecnicamente adequada às necessidades do solicitante.

13. Perguntas frequentes

O treinamento do CTI é aberto a empresas?

Sim. A Carta de Serviços menciona expressamente empresas e startups, além de pesquisadores, estudantes, instituições públicas ou privadas e inventores.

Quanto custa o treinamento?

O valor é informado oficialmente como sob consulta. O solicitante precisa apresentar sua necessidade para que o CTI avalie o atendimento e elabore a proposta correspondente.

Qual é o prazo?

O Portal Gov.br informa atualmente que o prazo do serviço não possui estimativa padronizada. A disponibilidade deve ser confirmada diretamente com o CTI.

É possível escolher somente uma tecnologia?

Sim. A descrição oficial informa que o treinamento pode ser específico por técnica e material.

Quais tecnologias estão no escopo?

O serviço relaciona PBF — com SLS, SLM e EBM —, MEX — com FDM e FFF —, MJP e VPP — com DLP e SLA.

Quais materiais são abrangidos?

A Carta de Serviços menciona metais, polímeros e materiais cerâmicos.

Como solicitar?

A solicitação inicial deve ser encaminhada ao endereço servicos@cti.gov.br, contendo preferencialmente uma descrição clara da necessidade técnica.

14. Fontes oficiais consultadas

  1. Portal Gov.br — Carta de Serviços: “Solicitar treinamento em técnicas de Manufatura Aditiva — CTI Renato Archer”. Consulta considerada com atualização registrada em 6 de agosto de 2026.
  2. Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer — CTI: páginas institucionais sobre Manufatura Aditiva, Tecnologias Tridimensionais, infraestrutura laboratorial e áreas de atuação.
  3. CTI Renato Archer: publicação institucional “Biomodelos 3D possibilitam cirurgias com menor risco”, utilizada para validação do histórico da primeira impressora 3D adquirida em 1997.
  4. CTI Renato Archer: materiais institucionais e relatórios de atividades sobre o Núcleo de Tecnologias Tridimensionais — NT3D e trajetória da Manufatura Aditiva.
  5. CTI Renato Archer: informações institucionais sobre o software livre InVesalius e suas aplicações em reconstrução tridimensional de imagens médicas.
  6. CTI Renato Archer: página institucional sobre o Centro Temático de Qualificação de Peças Críticas por Manufatura Aditiva — CTMA, parceria com Fundação CERTI, Finep e MCTI.
  7. Portal Gov.br — CTI: Serviço de impressão 3D de materiais metálicos e experimentais, utilizado como referência complementar sobre materiais e processos metálicos disponíveis.
  8. Portal Gov.br — CTI: Serviço de impressão 3D de materiais cerâmicos e sinterização, utilizado como referência complementar sobre processamento de materiais cerâmicos.
  9. Presidência da República: Lei nº 10.973, de 2 de dezembro de 2004 — Lei de Inovação, com alterações posteriores.
  10. Presidência da República: Lei nº 13.460, de 26 de junho de 2017 — direitos dos usuários dos serviços públicos.
  11. Presidência da República: Lei nº 10.048, de 8 de novembro de 2000 — atendimento prioritário.
  12. CTI Renato Archer — Fale Conosco: referência institucional para endereço e canais de atendimento do Centro.

Conteúdo elaborado com base em informações públicas disponíveis em fontes governamentais e institucionais consultadas em agosto de 2026. Procedimentos, valores, disponibilidade, tecnologias e condições de contratação podem ser atualizados pelo CTI Renato Archer. Recomenda-se confirmar as condições vigentes diretamente com o órgão antes da contratação.