Serviço de Testes Elétricos do CTI Renato Archer

CTI Renato Archer • Testes Elétricos • Laboratório Aberto

Infraestrutura, ensaios e acesso pela Lei de Inovação

Entenda como funciona o serviço público de testes elétricos do Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer, quais parâmetros podem ser avaliados, quem pode utilizar a infraestrutura, como ocorre a contratação, quais são as bases da Lei de Inovação e de que forma a infraestrutura multiusuária pode apoiar projetos de microeletrônica, hardware, pesquisa e desenvolvimento tecnológico.

Resumo direto: o CTI Renato Archer disponibiliza ensaios destinados a verificar o funcionamento elétrico e a segurança de componentes eletrônicos. O atendimento começa por servicos@cti.gov.br, passa pela análise de capacidade e elaboração de proposta comercial, tem valor sob consulta e pode envolver contrapartida financeira ou não financeira, conforme a Política de Inovação e o regramento aplicável.
Testes elétricos CTI Renato Archer Microeletrônica Laboratório multiusuário Lei nº 10.973/2004 P&D&I Análise de falhas
Órgão responsável CTI Renato Archer / MCTI
Solicitação inicial servicos@cti.gov.br
Valor Sob consulta
Prazo oficial Não estimado

1. Contextualização institucional e o modelo de Laboratório Aberto

O Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer — CTI Renato Archer, localizado em Campinas, Estado de São Paulo, é uma unidade de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação — MCTI. Sua atuação envolve áreas estratégicas relacionadas à tecnologia da informação, microeletrônica, nanotecnologia, manufatura avançada, integração de sistemas, inteligência artificial e outras frentes de pesquisa, desenvolvimento e inovação.

Dentro desse ambiente institucional, o CTI mantém infraestrutura laboratorial aberta e multiusuária, permitindo que capacidades técnicas de alta complexidade sejam utilizadas também por agentes externos. A própria estrutura institucional da Coordenação de Parque Tecnológico e Laboratório Aberto — COLAB prevê ações relacionadas à implantação, coordenação e política de compartilhamento de laboratórios multiusuários acessíveis a pesquisadores internos e externos.

Entre os usuários externos alcançados pelo modelo estão pesquisadores, estudantes, empresas, startups, instituições públicas ou privadas e inventores interessados em desenvolver projetos científicos ou tecnológicos e em validar soluções destinadas ao mercado.

Base jurídica do compartilhamento: o artigo 4º da Lei nº 10.973/2004 autoriza ICTs públicas, observadas suas regras internas, a compartilhar ou permitir a utilização de laboratórios, equipamentos, instrumentos, materiais e outras instalações em atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação, inclusive mediante contrapartida financeira ou não financeira.

No caso específico dos testes elétricos, a Carta de Serviços do Governo Federal classifica o atendimento na área de Ciência e Tecnologia → Assistência Especializada → Calibração, processos e experimentos. O serviço é identificado também pelas expressões “ensaio elétrico”, “componente eletrônico” e “ensaio de falha”.

2. O que é o serviço de testes elétricos

Segundo a descrição oficial do Portal Gov.br, o serviço consiste em um conjunto de ensaios destinados a verificar o correto funcionamento elétrico e a segurança de componentes eletrônicos.

Os testes podem avaliar parâmetros relacionados ao comportamento elétrico do componente ou circuito, permitindo verificar se sua operação permanece dentro das especificações técnicas previstas para o projeto. Esse tipo de caracterização é particularmente relevante durante desenvolvimento, prototipagem, investigação de falhas e qualificação de componentes eletrônicos.

Grandezas elétricas

Entre os parâmetros expressamente citados na Carta de Serviços estão tensão, corrente, resistência e continuidade elétrica.

Isolamento e consumo

O escopo também contempla avaliação de isolamento e consumo elétrico, conforme a necessidade técnica do ensaio.

Integridade de circuitos

A caracterização pode auxiliar na verificação da integridade elétrica dos circuitos e na identificação de comportamentos incompatíveis com as especificações estabelecidas.

Proteções elétricas

A descrição oficial menciona possíveis verificações envolvendo curto-circuito, sobretensão, descargas eletrostáticas — ESD — e compatibilidade eletromagnética.

Importante: o ensaio efetivamente executado depende da demanda apresentada, da capacidade e disponibilidade da infraestrutura, dos recursos necessários e da proposta técnica elaborada pelo CTI. A descrição pública do serviço não significa que toda solicitação utilize todas as técnicas ou equipamentos existentes na instituição.

3. Escopo técnico e parâmetros de análise

Em aplicações de componentes discretos, circuitos integrados, placas eletrônicas e dispositivos microeletrônicos, ensaios elétricos podem ser utilizados para construir um panorama do desempenho estático ou dinâmico do dispositivo, verificar anomalias, comparar o comportamento medido com especificações de projeto e apoiar investigações de falha.

Dependendo do objeto do trabalho e da infraestrutura indicada pela equipe técnica, a caracterização pode envolver curvas de corrente e tensão, resistência, continuidade, correntes de fuga, capacitância, impedância, resposta a estímulos elétricos e outros parâmetros necessários ao problema apresentado.

Caracterização de semicondutores e estruturas capacitivas

No ambiente de pesquisa do CTI existem trabalhos envolvendo caracterização elétrica de semicondutores, filmes finos, materiais dielétricos e estruturas capacitivas. Técnicas de espectroscopia de impedância, curvas capacitância-tensão e modelagem de circuitos equivalentes podem ser empregadas em projetos compatíveis com essa finalidade.

Publicações técnicas vinculadas ao CTI documentam, por exemplo, estudos de espectroscopia de impedância e modelagem por circuitos equivalentes, inclusive com utilização do software ZPLOT em pesquisas com capacitores e estruturas dielétricas.

Dispositivos fotovoltaicos e optoeletrônicos

Em pesquisa fotovoltaica ou optoeletrônica, a caracterização elétrica pode ser associada a parâmetros como curvas corrente-tensão — I-V —, tensão de circuito aberto (Voc), corrente de curto-circuito (Isc) e fator de forma (Fill Factor).

Conforme a infraestrutura e o projeto de pesquisa envolvidos, técnicas ópticas ou eletro-ópticas podem complementar a avaliação elétrica. Em módulos fotovoltaicos, por exemplo, métodos de imageamento podem contribuir para a identificação de descontinuidades, regiões inativas, problemas de interconexão ou outras anomalias.

Sistemas eletroquímicos

O acervo de publicações técnicas do CTI também demonstra experiência institucional em ensaios eletroquímicos. Trabalho publicado no âmbito do Programa de Capacitação Institucional registra a utilização de potenciostato AutoLab PGSTAT302N para voltametria cíclica, espectroscopia de impedância e carga-descarga galvanostática em estudo de dispositivos de armazenamento de energia.

Distinção técnica importante: os exemplos de instrumentação e metodologias desta seção demonstram capacidades e experiências documentadas no ecossistema científico do CTI. Eles não devem ser interpretados como uma lista fechada de equipamentos obrigatoriamente utilizados no serviço padrão de testes elétricos. A instrumentação aplicável a cada contratação precisa ser confirmada na proposta técnica.

4. Metodologias de caracterização e aplicações representativas

Categoria do dispositivo Metodologia tecnicamente aplicável Parâmetros e objetivos Infraestrutura representativa
Componentes discretos e circuitos integrados Caracterização I-V, medições estáticas e dinâmicas e, conforme o escopo, ensaios de estresse elétrico. Corrente, tensão, corrente de fuga, continuidade, comportamento de junções e resposta a condições elétricas definidas no plano de ensaio. Estações de prova, instrumentos de fonte e medição, pontas de prova, analisadores e instrumentação compatível com o dispositivo.
Filmes finos e capacitores Espectroscopia de impedância, curvas C-V e modelagem de circuitos equivalentes. Capacitância, resistência, impedância, comportamento dielétrico, perdas e parâmetros equivalentes. Medidores LCR, sistemas de prova e softwares de análise/modelagem, conforme disponibilidade e projeto.
Módulos fotovoltaicos e dispositivos flexíveis Curvas I-V e, quando integrado ao projeto, caracterização óptica ou eletroluminescente. Voc, Isc, fator de forma, eficiência e indicação de anomalias de interconexão ou regiões inativas. Fontes e unidades de medição, sistemas de aquisição, fontes luminosas e infraestrutura óptica compatível.
LEDs, OLEDs e dispositivos optoeletrônicos Caracterização elétrica ou eletro-óptica, conforme o objeto da pesquisa. Relação corrente-tensão, estabilidade, comportamento luminoso e correlação entre resposta elétrica e óptica. Instrumentação elétrica e óptica adequada à faixa e ao dispositivo analisado.
Sistemas eletroquímicos e sensores Voltametria cíclica, espectroscopia de impedância e carga-descarga galvanostática, quando aplicáveis ao projeto. Capacitância, estabilidade eletroquímica, resistência interna, resposta do sensor e mecanismos de degradação. Potenciostatos/galvanostatos e células eletroquímicas. Há publicação do CTI documentando uso do AutoLab PGSTAT302N.

5. Quem pode utilizar o serviço

A Carta de Serviços estabelece público amplo para utilização da infraestrutura do CTI. Podem solicitar o serviço:

  • Pesquisadores;
  • Estudantes;
  • Empresas;
  • Startups;
  • Instituições públicas;
  • Instituições privadas;
  • Inventores interessados em desenvolver seus projetos.

Essa estrutura é coerente com o modelo institucional de laboratório aberto do CTI, voltado ao compartilhamento de infraestrutura científica e tecnológica com usuários externos.

6. Fluxo operacional para solicitar os testes elétricos

O procedimento oficial divulgado no Portal Gov.br está organizado em três etapas principais. A contratação não ocorre automaticamente: a equipe técnica primeiro verifica se há capacidade, disponibilidade e recursos para executar a demanda.

Solicitar o serviço

O interessado encaminha sua demanda por e-mail para servicos@cti.gov.br.

A equipe responsável verifica capacidade, disponibilidade e recursos necessários. Havendo necessidade, entra em contato para esclarecer informações e preparar a proposta técnica.

Aceitar a proposta

Após a elaboração da proposta comercial, o cliente formaliza o aceite e realiza o pagamento ou segue o instrumento de contrapartida aplicável.

O comprovante de pagamento e o aceite formal são encaminhados por e-mail.

Execução e conclusão

A área técnica competente realiza o serviço de acordo com a proposta pactuada.

A informação sobre a conclusão é encaminhada ao e-mail informado pelo solicitante. Outras providências e entregáveis dependem do serviço contratado.

Parâmetro Informação validada Referência
Canal inicial servicos@cti.gov.br Portal Gov.br / Carta de Serviços
Público Pesquisadores, estudantes, empresas, startups, instituições públicas ou privadas e inventores. Portal Gov.br
Acesso Contrapartida financeira ou não financeira, conforme Política de Inovação e regramento aplicável. Portal Gov.br / Lei nº 10.973/2004
Preço Valor do serviço: sob consulta. Portal Gov.br
Prazo A Carta de Serviços informa atualmente “não estimado ainda”. Portal Gov.br
Execução Realizada pela área técnica competente após formalização da contratação. Portal Gov.br
Não há prazo-padrão público: na versão da Carta de Serviços consultada, modificada em 6 de agosto de 2026, o tempo do serviço e das etapas aparece como “não estimado ainda”. Portanto, o cronograma precisa ser confirmado diretamente com o CTI durante a elaboração da proposta.

7. Como preparar a solicitação técnica

Embora a Carta de Serviços não publique uma matriz obrigatória de dados técnicos para o primeiro contato, apresentar uma descrição estruturada tende a facilitar a avaliação de viabilidade pela equipe responsável.

Recomenda-se organizar, sempre que aplicável:

  • Descrição do componente, circuito, dispositivo ou placa eletrônica;
  • Quantidade de amostras;
  • Objetivo do ensaio ou problema técnico investigado;
  • Faixas de tensão e corrente de operação;
  • Frequências ou condições de polarização relevantes;
  • Limites e especificações esperados;
  • Condições ambientais ou de operação que precisem ser reproduzidas;
  • Norma técnica aplicável, caso exista requisito normativo específico;
  • Histórico de falhas ou comportamento anormal observado;
  • Prazo de projeto ou necessidade de integração com outros ensaios.
Boa prática: quando houver uma norma industrial, aeroespacial, automotiva, médica ou de componentes eletrônicos aplicável ao produto, indique no primeiro contato a referência e a edição da norma. A equipe do CTI poderá verificar se a infraestrutura e o escopo solicitado são compatíveis com o procedimento pretendido.

8. Integração com análise de falhas e outros serviços do CTI

Testes elétricos podem constituir apenas uma etapa de uma investigação de falha. Dependendo da natureza do problema, uma avaliação integrada pode combinar a resposta elétrica do componente com inspeções físicas, microestruturais ou de montagem.

O portfólio oficial do CTI contém, entre outros, serviços relacionados a componentes e placas eletrônicas, tais como:

  • Abertura de encapsulamento de componentes eletrônicos;
  • Análise por microscopia eletrônica de varredura — MEV;
  • Inspeção visual de placas eletrônicas por microscopia óptica;
  • Ensaio de contaminação iônica em placas eletrônicas;
  • Microssoldagem;
  • Montagem técnica Flip Chip;
  • Serviços de análise de falhas;
  • Outras técnicas laboratoriais disponíveis no portfólio institucional.

Quando o defeito não puder ser identificado apenas por medições elétricas, a combinação de técnicas pode permitir correlacionar o comportamento elétrico com defeitos de encapsulamento, contaminações, descontinuidades, soldagens, problemas de integração ou alterações físicas no dispositivo.

9. Lei de Inovação e mecanismos de acesso à infraestrutura

A Lei nº 10.973, de 2 de dezembro de 2004 — conhecida como Lei de Inovação — constitui uma das bases jurídicas centrais para a aproximação entre instituições científicas e tecnológicas e o setor produtivo.

Artigo 4º: compartilhamento de laboratórios

O artigo 4º permite que uma ICT pública, mediante contrapartida financeira ou não financeira e por prazo determinado, compartilhe laboratórios, equipamentos, instrumentos, materiais e instalações com ICTs ou empresas em ações voltadas à inovação tecnológica. Também permite utilização por ICTs, empresas ou pessoas físicas em atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação, respeitadas as prioridades e regras da instituição.

Artigo 8º: serviços técnicos especializados

O artigo 8º autoriza a ICT a prestar a instituições públicas ou privadas serviços técnicos especializados compatíveis com os objetivos da Lei, em atividades voltadas à inovação e à pesquisa científica e tecnológica no ambiente produtivo, inclusive visando à competitividade empresarial.

Decreto nº 9.283/2018

O Decreto nº 9.283/2018 regulamenta diversos instrumentos do Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação e disciplina mecanismos de cooperação, infraestrutura de P&D, instrumentos de estímulo e formas de interação entre ICTs, empresas e outros participantes do sistema nacional de inovação.

Contrapartida não financeira não significa ausência de formalização. A possibilidade jurídica existe, mas sua aplicação concreta depende da Política de Inovação, do regramento interno, da modalidade de relacionamento e do instrumento aprovado pela instituição. Não se deve presumir que propriedade intelectual, coautoria, materiais ou qualquer outra prestação substituirão automaticamente o pagamento de um serviço.

10. Direitos do usuário do serviço público

Por se tratar de serviço disponibilizado por órgão público federal, o atendimento também se insere no regime de proteção estabelecido pela Lei nº 13.460/2017, que disciplina participação, proteção e defesa dos direitos do usuário dos serviços públicos.

Entre as diretrizes aplicáveis ao atendimento estão urbanidade, respeito, acessibilidade, cortesia, presunção da boa-fé do usuário, igualdade, eficiência, segurança e ética.

A Lei nº 13.460/2017 também assegura acesso a informações precisas e de fácil compreensão sobre os serviços e seus canais de prestação, além da divulgação da Carta de Serviços ao Usuário.

Quando houver atendimento presencial, aplicam-se ainda as normas federais relacionadas à prioridade de atendimento, inclusive a Lei nº 10.048/2000 e sua regulamentação vigente.

11. Pesquisa em microeletrônica, espaço e componentes tolerantes à radiação

O contexto técnico do CTI Renato Archer ultrapassa os ensaios elétricos rotineiros. A instituição possui histórico relevante no desenvolvimento e qualificação de microeletrônica aplicada a ambientes de alta exigência.

Um exemplo documentado institucionalmente é o Projeto CITAR — Circuitos Integrados Tolerantes à Radiação, coordenado pelo CTI e desenvolvido com instituições como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais — INPE, Instituto de Estudos Avançados — IEAv, Universidade de São Paulo, FEI e Instituto Mauá de Tecnologia.

O projeto busca desenvolver circuitos integrados tolerantes à radiação ionizante e estabelecer capacidades relacionadas aos testes necessários à sua qualificação para aplicações espaciais. Documentação do CTI registra testes funcionais no INPE e testes de radiação em instituições participantes do projeto.

Precisão importante: a existência do Projeto CITAR e de infraestrutura de pesquisa relacionada à radiação não significa que testes de radiação façam automaticamente parte do serviço público padrão de “testes elétricos”. Uma demanda desse tipo deve ser previamente discutida com o CTI e enquadrada na infraestrutura e no instrumento adequado.

12. Impacto para hardware, microeletrônica e inovação

Infraestruturas laboratoriais sofisticadas exigem investimento significativo em aquisição, instalação, calibração, manutenção, atualização de equipamentos e formação de equipes especializadas. Para startups, empresas de hardware e grupos acadêmicos, a reprodução individual de toda essa estrutura pode ser economicamente inviável.

O modelo multiusuário reduz essa barreira ao permitir que projetos utilizem infraestrutura existente de uma ICT em condições previamente pactuadas. Isso pode ser relevante em diferentes fases de desenvolvimento tecnológico, desde a validação inicial de protótipos até estudos de confiabilidade e qualificação.

Em linguagem de maturidade tecnológica — Technology Readiness Level ou TRL —, ensaios, caracterizações e validações contribuem para produzir evidências técnicas necessárias à evolução de uma tecnologia. Contudo, a passagem de um nível TRL para outro depende do conjunto do projeto e não é determinada isoladamente pela contratação de um teste elétrico.

Esse suporte é especialmente relevante para cadeias nas quais falhas eletrônicas podem gerar consequências significativas, incluindo aplicações espaciais, industriais, médicas, automotivas, de sensoriamento, energia e sistemas embarcados.

13. Pontos críticos antes da contratação

O CTI possui preço tabelado para testes elétricos?

A Carta de Serviços informa “valor sob consulta”. O preço é definido a partir da demanda e da proposta comercial elaborada pela instituição.

Existe prazo oficial para conclusão?

Na Carta de Serviços consultada em agosto de 2026, o prazo consta como “não estimado ainda”. O cronograma precisa ser confirmado com o CTI.

Qualquer empresa pode solicitar?

Empresas e startups estão entre os públicos expressamente indicados, assim como pesquisadores, estudantes, instituições públicas ou privadas e inventores. A execução continua sujeita à análise de capacidade, disponibilidade e recursos.

A contrapartida pode ser não financeira?

Sim. A própria Carta de Serviços menciona contrapartida financeira ou não financeira. A forma concreta, porém, depende da Política de Inovação, do regramento interno e do instrumento aplicável ao relacionamento.

Todos os equipamentos citados nesta página são usados em todo ensaio?

Não. Alguns equipamentos e metodologias aparecem em publicações técnicas do CTI e demonstram capacidades de pesquisa da instituição. A configuração efetivamente empregada no serviço depende do problema técnico e da proposta elaborada pelo laboratório.

O serviço gera obrigatoriamente um laudo ou relatório?

A Carta pública do serviço descreve a execução e a comunicação da conclusão, mas não estabelece um modelo universal de relatório para toda contratação. Entregáveis, resultados, arquivos e eventual relatório devem ser verificados na proposta técnica/comercial correspondente.

14. Checklist para o solicitante

  • Definir claramente o dispositivo, componente ou circuito que será avaliado;
  • Descrever a falha, dúvida de projeto ou requisito que motivou o ensaio;
  • Informar quantidade e características das amostras;
  • Registrar faixas de tensão, corrente, frequência e demais limites relevantes;
  • Separar datasheets, desenhos e documentação técnica disponível;
  • Indicar a norma técnica aplicável, quando houver;
  • Definir as condições ambientais ou operacionais relevantes;
  • Verificar se a investigação exige técnicas complementares de análise de falhas;
  • Enviar a solicitação para servicos@cti.gov.br;
  • Aguardar a avaliação de capacidade e disponibilidade do CTI;
  • Conferir cuidadosamente o escopo e os entregáveis descritos na proposta;
  • Formalizar o aceite e seguir as instruções de pagamento ou contrapartida;
  • Confirmar o cronograma diretamente com a equipe responsável.

15. Conclusões e diretrizes para empresas e pesquisadores

O serviço de testes elétricos do CTI Renato Archer integra uma infraestrutura pública de pesquisa, desenvolvimento e inovação capaz de atender diferentes perfis de usuários. Seu diferencial não está apenas na existência de equipamentos de caracterização, mas na combinação entre instalações laboratoriais, conhecimento técnico especializado, modelo multiusuário e instrumentos jurídicos de cooperação previstos no Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação.

Para empresas que desenvolvem hardware, microeletrônica ou dispositivos tecnológicos, o acesso a uma infraestrutura dessa natureza pode reduzir a necessidade de investimento imediato em equipamentos altamente especializados e apoiar a obtenção de evidências técnicas durante desenvolvimento, análise de falhas e validação de protótipos.

Para universidades, pesquisadores, estudantes e inventores, o modelo de laboratório aberto cria possibilidades de utilização de infraestrutura científica que dificilmente estaria disponível em todos os grupos de pesquisa individualmente.

A estratégia mais eficiente é iniciar o contato com uma demanda tecnicamente bem definida, informar os parâmetros relevantes e solicitar que o CTI confirme viabilidade, metodologia, infraestrutura, custo, prazo e entregáveis.

Atenção ao escopo: a Carta de Serviços define o serviço de maneira ampla. Normas específicas, ensaios especiais, caracterização sob radiação, metodologia, equipamentos, preparação de amostras e forma dos resultados precisam ser confirmados individualmente antes da contratação.

Precisa entender como estruturar sua demanda ou organizar a documentação?

O Direto Legaliza pode auxiliar na análise inicial do enquadramento, organização das informações e documentos e identificação dos canais institucionais envolvidos no seu projeto, especialmente quando a demanda empresarial exige compatibilização entre documentação societária, atividade econômica, licenças, cadastros e serviços públicos.

Entre em contato com nosso time para avaliar o seu caso e entender quais providências podem ser necessárias antes do protocolo ou contratação do serviço.

Falar com o Direto Legaliza

Fontes oficiais e técnicas consultadas

  1. Gov.br — Solicitar serviço de testes elétricos — CTI Renato Archer . Carta oficial do serviço, público-alvo, etapas, canal, custo e prazo.
  2. CTI Renato Archer — Coordenação de Parque Tecnológico e Laboratório Aberto — COLAB .
  3. Gov.br — Carta de Serviços do Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer .
  4. Presidência da República — Lei nº 10.973/2004 — Lei de Inovação .
  5. Presidência da República — Decreto nº 9.283/2018 .
  6. Presidência da República — Lei nº 13.460/2017 — Direitos do Usuário do Serviço Público .
  7. Presidência da República — Lei nº 10.048/2000 — Atendimento prioritário .
  8. CTI Renato Archer — publicação técnica sobre espectroscopia de impedância e modelagem com ZPLOT .
  9. CTI Renato Archer — publicação técnica com caracterização eletroquímica utilizando AutoLab PGSTAT302N .
  10. CTI Renato Archer — Relatório de Atividades / Projeto CITAR — Circuitos Integrados Tolerantes à Radiação .

Observação: este conteúdo possui finalidade informativa e foi elaborado com base nas informações públicas disponíveis nas fontes consultadas. Equipamentos, metodologias, disponibilidade, custos, prazos, normas aplicáveis e entregáveis podem variar conforme a demanda. A proposta e as orientações emitidas diretamente pelo CTI Renato Archer prevalecem para a contratação do serviço.