Ensaios Climáticos do CTI Renato Archer

CTI Renato Archer Ensaios Climáticos Confiabilidade

Ensaios Climáticos do CTI Renato Archer: funcionamento, modalidades e aplicação tecnológica

Guia técnico sobre os ensaios térmicos e climáticos disponibilizados pelo CTI Renato Archer, incluindo armazenamento sob temperatura e umidade constantes, choque térmico, ciclagem térmica, fluxo de solicitação, custos, prazos, fundamentos de confiabilidade e aplicações na qualificação de produtos eletrônicos.

Resumo direto: o Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI), unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), disponibiliza serviço de ensaios climáticos destinado a acelerar mecanismos de falha e auxiliar na avaliação da qualidade e confiabilidade de produtos eletrônicos e seus componentes. A solicitação é realizada pelo e-mail servicos@cti.gov.br, o valor é sob consulta e os prazos dependem do escopo técnico do ensaio.
3 modalidades principais
Sob consulta valor do serviço
E-mail canal de solicitação
Variável prazo de execução

1. Contexto institucional e importância dos ensaios climáticos

O Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI), localizado em Campinas, Estado de São Paulo, é uma unidade de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). A instituição mantém infraestrutura laboratorial especializada e desenvolve atividades em articulação com empresas, instituições acadêmicas, órgãos públicos e demais agentes do ecossistema brasileiro de ciência, tecnologia e inovação.

Entre os serviços integrantes da Carta de Serviços do Governo Federal encontra-se o Serviço de Ensaios Climáticos do CTI Renato Archer. Segundo a descrição oficial, os ensaios térmicos e climáticos buscam acelerar mecanismos de falha para permitir a avaliação e a estimativa, em período reduzido, da qualidade e da confiabilidade de produtos eletrônicos e de seus componentes essenciais.

A qualificação ambiental é especialmente relevante na transição de um protótipo funcional para um produto industrial. Um circuito pode operar corretamente em condições normais de bancada e, ainda assim, apresentar corrosão, fadiga de soldas, delaminação, fissuras, degradação de polímeros ou outros defeitos quando submetido durante longos períodos a temperatura, umidade ou sucessivos ciclos térmicos.

Por isso, os ensaios ambientais ocupam posição importante na Engenharia de Confiabilidade e na chamada Física da Falha, permitindo estudar como materiais, componentes, placas de circuito impresso e sistemas eletrônicos respondem a condições ambientais controladas.

2. Fundamentação técnica dos ensaios térmicos e climáticos

A lógica dos ensaios acelerados parte do princípio de que determinados mecanismos físicos e químicos de degradação podem ocorrer mais rapidamente quando o dispositivo é submetido a níveis de estresse superiores aos encontrados durante sua utilização normal, desde que o regime escolhido não introduza mecanismos de falha artificiais e sem relação com a aplicação real.

Para mecanismos predominantemente dependentes da temperatura, uma das representações matemáticas empregadas em estudos de confiabilidade é o modelo de Arrhenius. O fator de aceleração pode ser representado, de forma simplificada, por:

AF = exp [(Ea/kB) × (1/Top − 1/Testresse)]

Na expressão:

  • Ea representa a energia de ativação associada ao mecanismo de falha;
  • kB é a constante de Boltzmann, aproximadamente 8,617 × 10−5 eV/K;
  • Top é a temperatura absoluta de operação, em kelvin;
  • Testresse é a temperatura absoluta utilizada no ensaio acelerado.
Atenção técnica: a equação de Arrhenius não deve ser aplicada indiscriminadamente a todos os mecanismos de degradação. Quando temperatura e umidade atuam conjuntamente, modelos específicos, como modelos do tipo Peck, podem ser mais adequados. O modelo de aceleração deve corresponder à física da falha investigada.

3. Modalidades de ensaios climáticos disponibilizadas pelo CTI

A Carta de Serviços do Governo Federal apresenta três modalidades centrais associadas ao serviço: armazenamento com temperatura e umidade constantes, choque térmico e ciclagem térmica com variações de temperatura e umidade.

Temperatura e umidade constantes

A amostra permanece exposta durante período determinado a condições estáveis de temperatura e umidade relativa. O método pode ser utilizado para estudar estabilidade, resistência ambiental, envelhecimento e comportamento durante armazenamento ou operação prolongada.

Entre os mecanismos que podem ser investigados estão corrosão de condutores, absorção de umidade por materiais poliméricos, alterações dielétricas, delaminação e processos relacionados à mobilidade de espécies iônicas.

Choque térmico

O choque térmico expõe o objeto a mudanças rápidas entre condições frias e quentes. A elevada diferença de temperatura pode produzir gradientes térmicos e tensões mecânicas relevantes dentro do componente.

Como metais, cerâmicas, polímeros, silício, substratos e ligas de solda possuem diferentes coeficientes de expansão térmica, o ensaio pode revelar fissuras, falhas de adesão, delaminações, degradação de soldas e problemas de vedação.

Ciclagem térmica e climática

A ciclagem utiliza variações repetidas e programadas de temperatura e, conforme o protocolo aplicável, de umidade. Os ciclos podem reproduzir parte das solicitações decorrentes de liga/desliga, aquecimento operacional e mudanças ambientais.

Essa modalidade é particularmente importante no estudo de fadiga termomecânica de juntas de solda, conectores, placas de circuito impresso e módulos eletrônicos.

Modalidade Perfil de estresse Falhas que podem ser investigadas Aplicações típicas
Armazenamento estático Temperatura e umidade relativa mantidas em níveis definidos durante determinado período. Corrosão, oxidação, absorção de umidade, higroscopia, degradação de polímeros e processos de migração iônica. Vida de armazenamento, embalagens, componentes eletrônicos e avaliação para ambientes quentes e úmidos.
Choque térmico Transições rápidas entre condições de baixa e alta temperatura. Trincas por tensão termomecânica, delaminação, fratura de encapsulamento, interfaces e conectores. Eletrônica automotiva, aeroespacial, sistemas críticos e equipamentos submetidos a mudanças térmicas rápidas.
Ciclagem térmica/climática Variações repetitivas e programadas de temperatura e, quando aplicável, umidade. Fadiga de juntas de solda, propagação de fissuras, degradação de interfaces e contatos. Placas eletrônicas, IoT, telecomunicações, eletrônica embarcada e produtos de consumo.

4. Quem pode utilizar e como solicitar o serviço

Público atendido

Segundo a página oficial do serviço, podem utilizar a infraestrutura pesquisadores, estudantes, empresas, startups, instituições públicas ou privadas e inventores interessados no desenvolvimento de projetos para divulgação científica ou colocação de produtos no mercado.

O acesso é disponibilizado mediante contrapartida financeira ou não financeira, conforme a Política de Inovação do CTI e o regramento interno aplicável.

Importante: a previsão de contrapartida não financeira não significa que todo projeto possa substituir automaticamente o pagamento por propriedade intelectual, coautoria ou outra forma específica de colaboração. As condições precisam ser avaliadas e formalizadas pelo CTI de acordo com sua Política de Inovação e com o instrumento jurídico aplicável.

Etapas oficiais do atendimento

Solicitar o serviço

O interessado encaminha a solicitação ao endereço servicos@cti.gov.br. A equipe técnica verifica capacidade, disponibilidade e recursos necessários para executar a demanda.

Se necessário, a área responsável pode entrar em contato com o solicitante para esclarecer requisitos e obter informações adicionais para elaboração da proposta técnica.

Aceitar a proposta e realizar a formalização

Após a análise da demanda, é encaminhada proposta comercial. O cliente deve formalizar o aceite e, nos casos de contratação financeira, apresentar o comprovante de pagamento pelo canal informado.

O preço divulgado oficialmente é “sob consulta”, pois depende das características do serviço solicitado.

Execução e conclusão

A área técnica competente executa o serviço conforme o escopo contratado. A informação de conclusão é encaminhada ao e-mail utilizado na solicitação. Outras etapas podem existir em razão das particularidades do ensaio.

Etapa Canal principal Atividades Custo e prazo
1. Solicitação e análise de viabilidade E-mail: servicos@cti.gov.br Apresentação da demanda, verificação de capacidade, disponibilidade e recursos; esclarecimentos técnicos quando necessários. Prazo oficial: não estimado ainda.
2. Proposta e contratação E-mail Proposta comercial, aceite formal e comprovação de pagamento. Valor: sob consulta. Prazo: não estimado ainda.
3. Execução e conclusão E-mail e procedimentos técnicos definidos pelo CTI Execução pela área competente e comunicação da conclusão ao solicitante. Prazo: não estimado ainda; varia conforme o serviço.

5. Custos, prazos e planejamento do ensaio

A página oficial informa que o valor do serviço é sob consulta e classifica o tempo de duração das etapas e o tempo global como “não estimado ainda”.

Em serviços de engenharia experimental, a duração efetiva depende de fatores como norma aplicável, quantidade e dimensões das amostras, perfil de temperatura e umidade, número de ciclos, duração de cada patamar, necessidade de condicionamento prévio, instrumentação, monitoramento funcional e disponibilidade dos equipamentos.

Não existe um prazo universal. Protocolos de confiabilidade podem variar de ensaios relativamente curtos a campanhas que acumulam centenas ou até milhares de horas. Valores frequentemente citados na literatura — como burn-in de dezenas de horas ou campanhas de qualificação superiores a mil horas — são exemplos técnicos e não constituem prazo oficial prometido pelo CTI.

Por isso, empresas que dependam da qualificação ambiental para lançamento, produção, homologação ou certificação devem incorporar margem adequada ao cronograma e solicitar a análise de viabilidade antes de assumir compromissos comerciais baseados em uma data fixa.

6. Metrologia, rastreabilidade e controle das câmaras climáticas

A credibilidade de um ensaio ambiental depende do controle metrológico das grandezas efetivamente aplicadas à amostra. Pequenas diferenças entre o valor programado no controlador e a condição existente no volume útil da câmara podem alterar a severidade real do ensaio.

Entre os aspectos normalmente considerados na caracterização e calibração de câmaras climáticas estão:

Uniformidade espacial

Avalia diferenças de temperatura e umidade entre posições distintas no volume útil, ajudando a determinar se as amostras estão expostas a condições comparáveis.

Estabilidade temporal

Analisa as oscilações das grandezas ambientais depois que a câmara alcança o regime de operação definido para o ensaio.

Erro e incerteza

Compara as indicações do sistema de controle com instrumentos de referência rastreáveis, incorporando as incertezas relevantes ao processo de medição.

A ABNT NBR ISO/IEC 17025 constitui a principal referência internacional para competência de laboratórios de ensaio e calibração, enquanto documentos técnicos da Coordenação-Geral de Acreditação do Inmetro podem orientar processos de calibração e avaliação metrológica.

Precisão importante: a utilização da ISO/IEC 17025 como referência técnica não deve ser confundida com uma declaração de acreditação. A página pública do Serviço de Ensaios Climáticos consultada para este conteúdo não declara que o escopo específico do serviço esteja acreditado pela Cgcre/Inmetro. Quando a acreditação for requisito contratual ou regulatório, o solicitante deve confirmar diretamente com o CTI o escopo vigente antes da contratação.

Da mesma forma, faixas específicas de temperatura, umidade ou pressão do ambiente onde as câmaras estão instaladas devem ser confirmadas junto ao laboratório. Limites como 15 °C a 35 °C, 25% a 75% de umidade relativa ou 860 hPa a 1060 hPa podem aparecer em procedimentos ou referências metrológicas, mas não devem ser apresentados como especificações oficiais deste serviço sem documentação específica do CTI.

7. Integração com a análise de falhas no CTI Renato Archer

Uma das vantagens de uma infraestrutura tecnológica multidisciplinar é a possibilidade de combinar diferentes técnicas de caracterização. Quando uma amostra apresenta alteração funcional depois do estresse térmico ou climático, outras competências disponíveis no CTI podem contribuir para a investigação da causa-raiz.

A Carta de Serviços do CTI inclui, entre outros, testes elétricos, abertura de encapsulamento de componentes eletrônicos, microscopia eletrônica de varredura com técnicas de microanálise, análises de falhas e ensaios de choque e vibração.

Estresse ambiental

A amostra é submetida ao protocolo térmico ou climático definido para o projeto.

Verificação funcional

Testes elétricos e funcionais podem indicar se houve alteração do desempenho após o estresse.

Localização da falha

Técnicas de abertura de encapsulamento e microscopia podem permitir a inspeção de estruturas internas e interfaces.

Caracterização físico-química

Microscopia eletrônica e microanálise podem apoiar a identificação de trincas, delaminações, contaminações e alterações materiais.

Ensaios complementares

Choque, vibração ou outras caracterizações podem complementar a investigação conforme a hipótese de falha.

Visão integrada: a combinação dessas técnicas pode transformar um simples resultado de “aprovado/reprovado” em conhecimento útil para engenharia de causa-raiz, revisão de materiais, aprimoramento de encapsulamento, soldagem, layout e processo produtivo.

8. Direitos do usuário e condições de atendimento

Como serviço prestado por instituição pública federal, o atendimento observa as diretrizes da Lei nº 13.460/2017. A própria página do Gov.br informa que o usuário deve receber atendimento pautado em:

  • urbanidade e respeito;
  • acessibilidade e cortesia;
  • presunção da boa-fé do usuário;
  • igualdade;
  • eficiência;
  • segurança;
  • ética.

Quando houver necessidade de atendimento presencial, as instalações destinadas ao usuário devem ser salubres, seguras, sinalizadas, acessíveis e adequadas ao serviço.

A página oficial também informa a existência de atendimento prioritário às pessoas abrangidas pela legislação brasileira de prioridade de atendimento, observadas as regras vigentes.

9. Impacto estratégico dos ensaios climáticos

Redução do chamado “vale da morte” do hardware

O desenvolvimento de produtos físicos costuma apresentar um gargalo entre o protótipo de laboratório e a produção industrial. À medida que o nível de maturidade tecnológica aumenta, torna-se necessário demonstrar que o produto continua operando quando exposto a condições mais próximas do ambiente real de utilização.

Startups e pequenas e médias empresas nem sempre possuem capital para adquirir câmaras climáticas, sistemas de aquisição de dados, sensores rastreáveis e a infraestrutura necessária para manter esses equipamentos. O acesso compartilhado a laboratórios públicos especializados pode reduzir essa barreira de entrada.

Dependendo do produto e dos recursos disponíveis, abordagens de engenharia como avaliações nos extremos da janela operacional, análise de margens e combinações de temperatura, alimentação elétrica e outras variáveis podem auxiliar na identificação precoce de regiões de funcionamento crítico. Técnicas conhecidas no setor como guard-banding e avaliações de cantos de operação são exemplos dessa estratégia, embora não devam ser interpretadas como modalidades oficialmente incluídas no escopo padrão do serviço sem confirmação técnica do CTI.

Autonomia tecnológica em setores críticos

Infraestrutura nacional de ensaios ambientais é relevante para áreas como microeletrônica, telecomunicações, sistemas embarcados, automotivo, aeroespacial e equipamentos de alta confiabilidade.

O próprio CTI mantém pesquisas relacionadas a circuitos integrados e arquiteturas abertas voltadas a aplicações aeroespaciais. Trabalhos institucionais recentes descrevem desenvolvimento de System-on-Chip baseado em RISC-V com foco em FPGA, ASIC, tolerância à radiação e aplicações espaciais.

A pesquisa em RISC-V demonstra a relevância estratégica da capacitação nacional em microeletrônica. Entretanto, não se deve inferir, apenas a partir desses projetos, que todo dispositivo desenvolvido pelo CTI passa obrigatoriamente pelo Serviço de Ensaios Climáticos ou que exista parceria específica com determinado órgão espacial para este serviço.

Gestão pública e demandas da indústria

Empresas de tecnologia frequentemente trabalham com cronogramas rígidos de produção, homologação e lançamento. Em contrapartida, instituições públicas precisam observar procedimentos administrativos, jurídicos, financeiros e de governança aplicáveis às suas atividades.

Nesse contexto, a Política de Inovação do CTI e os instrumentos autorizados pela legislação brasileira de ciência, tecnologia e inovação permitem estruturar compartilhamento de infraestrutura, prestação de serviços especializados e acordos de cooperação ou parceria de acordo com cada projeto.

O CTI possui histórico de relacionamento com fundações de apoio, inclusive a FACTI, em diferentes projetos institucionais. Entretanto, a eventual participação de uma fundação em determinado ensaio, contratação ou projeto deve ser confirmada para o caso concreto, não sendo adequado presumir que todo Serviço de Ensaios Climáticos seja operacionalizado por esse mecanismo.

10. Como preparar uma solicitação de ensaio climático

Quanto mais completa a especificação encaminhada ao CTI, maior a possibilidade de a equipe técnica avaliar rapidamente a compatibilidade entre a demanda e a infraestrutura disponível.

  • Identifique o produto e seu estágio de desenvolvimento: informe se se trata de componente, PCI, módulo, equipamento completo ou protótipo.
  • Mapeie as normas aplicáveis: verifique previamente normas ABNT, IEC, ISO, JEDEC, MIL-STD ou outros padrões setoriais relacionados ao produto.
  • Defina as condições de ensaio: indique temperaturas máxima e mínima, umidade relativa, número de ciclos, rampas, patamares e tempo de exposição, quando já conhecidos.
  • Informe dimensões e quantidade das amostras: esses dados são importantes para avaliação da capacidade útil da câmara.
  • Defina critérios de aprovação: especifique quais parâmetros funcionais, elétricos, mecânicos ou visuais deverão ser avaliados antes e depois do ensaio.
  • Planeje margem de cronograma: considere análise de viabilidade, disponibilidade de equipamentos, duração normativa e processamento dos resultados.
  • Considere a análise de causa-raiz: se houver falha, avalie técnicas complementares de microscopia, caracterização elétrica, abertura de encapsulamento e ensaios mecânicos.
  • Avalie instrumentos da Lei de Inovação: projetos acadêmicos, institucionais ou tecnológicos estratégicos podem consultar o CTI sobre formas de cooperação e contrapartidas permitidas por sua política institucional.

11. Conclusão

O Serviço de Ensaios Climáticos do CTI Renato Archer integra uma infraestrutura pública relevante para a avaliação de confiabilidade de produtos e componentes eletrônicos. A possibilidade de realizar armazenamento em condições constantes, choque térmico e ciclagem térmica permite investigar diferentes mecanismos de degradação e apoiar projetos em fases de desenvolvimento, validação e qualificação.

Sua importância vai além da simples exposição de amostras a temperatura e umidade. Quando associado a testes elétricos, microscopia, caracterização de materiais, abertura de encapsulamentos e outros serviços existentes no CTI, o ensaio ambiental pode integrar uma estratégia mais completa de análise de falhas e aprimoramento do produto.

Para empresas, pesquisadores e inventores, a principal recomendação é apresentar uma especificação técnica consistente, indicar as normas aplicáveis e alinhar previamente com a equipe do CTI o escopo, as condições ambientais, os critérios de aceitação, os custos, a disponibilidade e os prazos efetivamente aplicáveis ao projeto.

Precisa organizar uma demanda técnica ou documental para sua empresa?

O Direto Legaliza pode auxiliar empresas na análise documental, organização de requisitos empresariais e regulatórios e identificação dos procedimentos necessários para projetos que dependam de serviços, registros, licenças ou regularizações perante órgãos públicos.

Falar com o Direto Legaliza

Fontes consultadas

  • Portal Gov.br — Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer: “Solicitar serviço de ensaios climáticos – CTI Renato Archer”. Página oficial atualizada em 06/08/2026.
  • Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer — “Sobre o CTI”. Informações institucionais, missão, infraestrutura e áreas de atuação.
  • Portal Gov.br — Carta de Serviços do Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer.
  • Portal Gov.br — CTI Renato Archer: “Solicitar serviço de testes elétricos”.
  • Portal Gov.br — CTI Renato Archer: “Solicitar serviços de análise de falhas”.
  • Portal Gov.br — CTI Renato Archer: “Solicitar serviço de ensaios de choque e vibração”.
  • Portal Gov.br — CTI Renato Archer: Serviço de análise por microscopia eletrônica de varredura e demais serviços laboratoriais relacionados.
  • CTI Renato Archer — Política de Inovação e regulamentação institucional relacionada ao compartilhamento de laboratórios, prestação de serviços tecnológicos e cooperação em P&D&I.
  • CTI Renato Archer — Seminário PCI: “Desenvolvimento de SoC RISC-V voltado a FPGA e ASICs em Ambientes Aeroespaciais”, 2025.
  • CTI Renato Archer — Relatórios institucionais e de gestão referentes às pesquisas e projetos em microeletrônica, RISC-V e tecnologias habilitadoras.
  • Lei Federal nº 10.973/2004 — Lei de Inovação, com alterações posteriores.
  • Lei Federal nº 13.460/2017 — participação, proteção e defesa dos direitos do usuário dos serviços públicos.
  • Lei Federal nº 10.048/2000 — prioridade de atendimento, observadas as alterações legislativas posteriores.
  • ABNT NBR ISO/IEC 17025 — Requisitos gerais para a competência de laboratórios de ensaio e calibração.
  • Coordenação-Geral de Acreditação do Inmetro — documentos orientativos aplicáveis à acreditação, calibração e avaliação metrológica de laboratórios.
Observação: conteúdo informativo elaborado a partir das informações públicas disponíveis e de referências técnicas de engenharia de confiabilidade. Parâmetros, disponibilidade de equipamentos, escopo, custos, prazos, condições de contratação, acreditações e normas aplicáveis devem ser confirmados diretamente com o CTI Renato Archer para cada projeto. A menção a normas técnicas não significa que todo ensaio realizado pelo CTI seja acreditado ou certificado segundo essas normas.