Classificação Granulométrica por Peneiramento no CETEM

CETEM • Processamento Mineral • Ensaios Tecnológicos

Classificação Granulométrica por Peneiramento no CETEM: Como Funciona o Serviço

Entenda como funciona o serviço de ensaios de classificação granulométrica por peneiramento do Centro de Tecnologia Mineral (CETEM), sua fundamentação técnica, público atendido, fluxo de contratação, execução laboratorial e em escala piloto, critérios de análise da demanda e aplicações no beneficiamento mineral.

Resumo direto: o CETEM oferece o serviço público denominado “Solicitar Ensaios de Classificação Granulométrica para Desenvolvimento de Tecnologias de Processamento Mineral”. Os ensaios podem ser realizados em escala laboratorial ou piloto, conforme o projeto, e servem para determinar a distribuição de tamanhos das partículas, avaliar a eficiência de separação e apoiar o desenvolvimento e a otimização de etapas posteriores do processamento mineral.

1. Contexto institucional e estrutura do serviço

O serviço é prestado pelo Centro de Tecnologia Mineral (CETEM), unidade de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). A missão institucional do CETEM está relacionada ao desenvolvimento de tecnologias inovadoras e sustentáveis para enfrentar desafios estratégicos do setor mineral brasileiro.

Entre suas áreas de atuação estão a caracterização de materiais, o processamento mineral, a metalurgia extrativa, tecnologias ambientais, aproveitamento de resíduos, sustentabilidade da indústria mineral e produção de materiais de referência.

No serviço de classificação granulométrica por peneiramento, a atuação técnica está inserida na Coordenação de Processamentos e Tecnologias Minerais (COPTM), com participação do Serviço de Desenvolvimento de Processos Industriais (SEDPI).

Importante: o serviço do CETEM possui caráter de desenvolvimento tecnológico. A proposta não deve ser confundida com um laboratório comercial voltado exclusivamente à repetição de ensaios padronizados em grande volume. O projeto é avaliado conforme sua compatibilidade técnica, aderência às competências da instituição e capacidade operacional disponível.

2. O que é a classificação granulométrica por peneiramento?

A classificação granulométrica por peneiramento consiste na separação de uma população de partículas sólidas segundo sua capacidade de atravessar aberturas previamente definidas em peneiras ou telas. No processamento mineral, o método permite conhecer como a massa da amostra se distribui entre diferentes intervalos de tamanho.

As partículas provenientes de lavra, britagem e moagem apresentam variações de tamanho, formato, densidade e composição mineralógica. Durante o peneiramento, a dimensão observada não representa necessariamente um diâmetro geométrico perfeito da partícula, mas uma dimensão equivalente de passagem relacionada à abertura através da qual ela consegue atravessar a peneira.

As frações separadas podem ser pesadas individualmente, permitindo determinar a porcentagem retida em cada peneira, a retenção acumulada e a porcentagem passante acumulada.

Distribuição granulométrica

Mostra quanto da massa total da amostra está presente em cada faixa de tamanho e permite construir curvas granulométricas.

Desempenho de processos

Os resultados auxiliam na análise de circuitos de britagem, moagem, classificação, concentração e outras operações de beneficiamento.

Escala laboratorial

Permite estudar materiais e condições operacionais com maior controle e menor quantidade de amostra.

Escala piloto

Quando tecnicamente aplicável, permite avaliar condições mais próximas da operação industrial e gerar dados para desenvolvimento ou ampliação de processos.

3. Classificação mineral não é o mesmo que granulometria de solos

Embora ambos os campos utilizem técnicas de separação por tamanho, a finalidade de um estudo granulométrico aplicado ao beneficiamento mineral é diferente daquela encontrada nos ensaios geotécnicos de solos.

Na engenharia geotécnica, a granulometria normalmente integra um conjunto de parâmetros usados para caracterizar o solo e avaliar seu comportamento em fundações, pavimentação, aterros e outras obras. No processamento mineral, a distribuição granulométrica é utilizada principalmente para estudar o desempenho de etapas de fragmentação, classificação e concentração.

Parâmetro Classificação Granulométrica Mineral Caracterização Geotécnica de Solos
Finalidade Apoiar rotas de beneficiamento, fragmentação, classificação e eficiência de operações de separação. Avaliar propriedades do solo aplicáveis a fundações, pavimentos, aterros e obras de terra.
Escala experimental Pode envolver bancada laboratorial e, conforme o projeto, testes em escala piloto. Predominantemente ensaios laboratoriais segundo procedimentos geotécnicos específicos.
Referências técnicas Procedimentos definidos conforme o material, objetivo do projeto e metodologia técnica. Para minério de ferro, por exemplo, a ISO 4701 estabelece método específico de distribuição granulométrica por peneiramento. Normas de caracterização e análise granulométrica de solos, conforme o ensaio aplicável.
Frações finas Podem exigir peneiramento a úmido ou técnicas complementares, conforme características e tamanho das partículas. Pode haver combinação do peneiramento com métodos de sedimentação para determinação das frações mais finas.
Resultados Distribuição de massa por tamanho, fração retida, passante acumulado, curvas granulométricas e informações aplicáveis ao processo mineral. Curva granulométrica e outros parâmetros geotécnicos associados à caracterização do solo.
Atenção às normas: a ISO 4701:2019 refere-se especificamente a minérios de ferro e ferro reduzido diretamente. Portanto, ela não deve ser considerada uma norma universal para todos os minerais analisados pelo CETEM. A metodologia aplicável deve ser definida conforme a natureza da amostra e o objetivo técnico do projeto.

4. Peneiras, séries granulométricas e resolução do ensaio

Para obter uma distribuição granulométrica, as peneiras podem ser montadas em sequência, normalmente da maior abertura para a menor. Dessa forma, partículas maiores ficam retidas nas primeiras peneiras, enquanto as menores avançam para as malhas subsequentes.

Séries históricas e padronizadas de peneiras utilizam progressões geométricas entre aberturas consecutivas. A razão √2, aproximadamente 1,414, é tradicionalmente encontrada em séries granulométricas, enquanto subdivisões mais estreitas podem empregar relações próximas à quarta raiz de 2, aproximadamente 1,189, quando é necessária maior resolução entre faixas de tamanho.

O conjunto efetivamente utilizado deve ser escolhido em função da granulometria inicial da amostra, da finalidade do estudo e da resolução necessária para interpretar o processo.

5. Peneiramento a seco e peneiramento a úmido

Peneiramento a seco

O peneiramento a seco é apropriado quando o material apresenta condições que permitem a separação eficiente sem lavagem, especialmente em partículas mais grossas e materiais com baixa tendência à aderência, aglomeração ou carregamento eletrostático.

Peneiramento a úmido

Quando partículas finas aderem às maiores, o material apresenta tendência à aglomeração ou a separação a seco não produz resultados satisfatórios, pode ser tecnicamente indicado o peneiramento a úmido.

Nesse procedimento, utiliza-se líquido para auxiliar a passagem das partículas finas pelas aberturas da peneira. Dependendo do projeto e das características físico-químicas da amostra, também podem ser estudadas condições de dispersão adequadas.

Após a separação, as frações podem necessitar de secagem e nova pesagem para fechamento do balanço de massa. Temperatura, tempo de secagem e demais condições devem ser estabelecidos pela metodologia adotada para o material analisado.

Em normas específicas para minério de ferro, como a ISO 4701:2019, o peneiramento a úmido aparece como uma alternativa técnica quando partículas finas aderem às maiores ou quando determinadas condições do material prejudicam a separação a seco.

6. Tratamento matemático dos resultados

Após a pesagem das frações, os resultados podem ser apresentados como percentual retido em cada peneira, percentual retido acumulado e percentual passante acumulado.

Essas informações geram a curva de distribuição granulométrica e permitem comparar alimentação, produtos intermediários e produtos finais de diferentes operações.

Em estudos de cominuição e processamento de partículas, uma das expressões empíricas historicamente empregadas para representação de distribuições granulométricas é o modelo de Gaudin-Schuhmann.

Modelo de Gaudin-Schuhmann P(d) = 100 × (d / k)n

P(d) = porcentagem acumulada passante abaixo do tamanho d;
k = parâmetro característico de tamanho;
n = expoente associado à distribuição granulométrica.

O ajuste de modelos matemáticos pode ajudar na comparação de produtos de cominuição e na interpretação da distribuição de tamanhos. Entretanto, o modelo adotado depende do sistema estudado e não substitui a avaliação experimental.

Precisão conceitual: a granulometria fornece informação essencial sobre o tamanho das partículas, mas não determina isoladamente o grau de liberação dos minerais. A avaliação de liberação pode exigir técnicas mineralógicas complementares.

7. Como solicitar o serviço do CETEM

O Portal Gov.br estrutura o atendimento em quatro etapas principais. O processo começa pelo contato com a unidade responsável e pela apresentação das características da demanda.

Solicitar o serviço

O interessado entra em contato com a equipe responsável e apresenta informações que permitam compreender a demanda. É recomendável descrever o tipo de material, objetivo do estudo, características da amostra, quantidade disponível e resultados esperados.

Os canais oficiais atualmente informados pelo Portal Gov.br são os e-mails ematiolo@cetem.gov.br e hcouto@cetem.gov.br.

Aceitar a proposta e formalizar a contratação

Após a avaliação da demanda, pode ser emitida proposta técnico-comercial. A etapa de contratação envolve o aceite formal, a assinatura do instrumento jurídico aplicável e, quando houver, comprovação do pagamento ou da contrapartida pactuada.

Aguardar a execução

A COPTM/SEDPI conduz os ensaios definidos no projeto. O trabalho pode envolver ensaios laboratoriais e testes em escala piloto, dependendo das necessidades técnicas e da viabilidade estabelecida entre as partes.

Receber os resultados

A etapa final contempla a consolidação dos resultados e a emissão de relatório técnico conclusivo. As demais atividades e entregáveis podem variar conforme as características do projeto contratado.

8. Fluxo operacional resumido

Etapa Procedimentos Canal Prazo oficial
1. Solicitação Apresentação da demanda técnica e das informações necessárias para avaliação preliminar. ematiolo@cetem.gov.br ou hcouto@cetem.gov.br Não estimado pelo Portal Gov.br.
2. Formalização Aceite da proposta, instrumento jurídico aplicável e comprovação de pagamento ou contrapartida, quando cabível. E-mail informado pelo SEDPI/COPTM durante o atendimento. Não estimado pelo Portal Gov.br.
3. Execução Ensaios laboratoriais, testes em escala piloto e avaliações técnicas definidas no projeto. CETEM – Av. Pedro Calmon, 900, Ilha da Cidade Universitária, Rio de Janeiro – RJ, CEP 21941-908. Duração não estimada. Espera informada para atendimento presencial: até 10 minutos.
4. Resultados Consolidação dos dados e emissão de relatório técnico conclusivo. Comunicação por e-mail institucional. Não estimado pelo Portal Gov.br.
Prazo do serviço: o Portal Gov.br não estabelece prazo total previamente definido para conclusão. Por isso, não é recomendável divulgar um número fixo de dias. A duração depende da complexidade, disponibilidade operacional e extensão do projeto.

9. Quem pode utilizar?

Conforme a página oficial do serviço, os potenciais usuários incluem diferentes agentes ligados à pesquisa, produção e desenvolvimento tecnológico do setor mineral.

  • empresas de mineração e metalurgia;
  • startups de base mineral;
  • instituições públicas e privadas;
  • pesquisadores e grupos de pesquisa e desenvolvimento;
  • cooperativas;
  • empreendimentos minero-industriais.

A possibilidade de atendimento não significa aprovação automática da demanda. Cada projeto pode ser submetido à análise técnica e institucional antes de sua aceitação.

10. O serviço é gratuito?

A página oficial do Portal Gov.br apresenta a informação de que “este serviço é gratuito para o cidadão”.

Ao mesmo tempo, a própria descrição oficial esclarece que a contratação dos projetos pode ocorrer com contrapartida financeira ou por instrumentos de parceria, como convênio, acordo ou contrato, de acordo com a política de inovação do CETEM.

Como interpretar: não é correto concluir que todo projeto empresarial, ensaio piloto ou desenvolvimento tecnológico será realizado gratuitamente. Empresas e demais interessados devem solicitar avaliação da demanda e aguardar a proposta e as condições apresentadas pelo CETEM.

11. Critérios que podem levar à recusa da solicitação

O CETEM informa expressamente três situações nas quais uma solicitação pode não ser aceita.

Critério Significado Consequência prática
Incompatibilidade técnica O projeto exige especialidades, técnicas ou tecnologias que não fazem parte do escopo de atuação disponível. A solicitação pode não ser aceita por impossibilidade de execução dentro das competências técnicas do centro.
Falta de alinhamento estratégico A proposta não apresenta aderência suficiente à expertise e às competências centrais da instituição. O projeto pode ser recusado por não se enquadrar adequadamente na atuação institucional.
Capacidade operacional limitada A instituição está em período de demanda excessiva e assumir novos compromissos poderia prejudicar projetos já em execução. Novas solicitações podem não ser aceitas enquanto a capacidade estiver comprometida.

12. Por que a granulometria é importante no processamento mineral?

A distribuição de tamanhos é uma das informações fundamentais para interpretar o comportamento de um minério ao longo de uma rota de beneficiamento. Ela influencia a eficiência de diferentes operações e permite verificar se a etapa de fragmentação está produzindo o material na faixa desejada.

Cominuição

Em circuitos de britagem e moagem, a granulometria permite avaliar a redução de tamanho e comparar alimentação e produto. Em circuitos fechados, auxilia na análise da classificação e da quantidade de material que retorna ao equipamento de moagem.

Esse controle é relevante porque a produção desnecessária de material excessivamente fino pode aumentar o consumo energético e criar dificuldades em etapas posteriores.

Concentração gravítica

Equipamentos de concentração gravítica apresentam desempenho fortemente dependente do tamanho das partículas. A classificação prévia em intervalos adequados pode melhorar as condições de separação entre minerais de diferentes densidades.

Separação magnética

A faixa granulométrica da alimentação também interfere no comportamento de processos de separação magnética. A distribuição de tamanhos deve, portanto, ser considerada na avaliação do circuito e na comparação da recuperação entre diferentes condições operacionais.

Flotação

Na flotação, partículas excessivamente grossas ou excessivamente finas podem apresentar respostas diferentes. Conhecer a distribuição granulométrica ajuda a interpretar recuperação, seletividade, consumo de reagentes e comportamento das frações finas.

Espessamento, filtragem e rejeitos

A proporção de partículas finas influencia propriedades das polpas minerais, sedimentação, filtragem e desaguamento. Por esse motivo, a granulometria pode ser importante em projetos relacionados à redução de umidade de rejeitos e ao desenvolvimento de alternativas de disposição.

13. Integração com outras técnicas de caracterização

A análise granulométrica pode integrar estudos mais amplos de processamento mineral. Dependendo da necessidade do projeto, resultados de tamanho de partículas podem ser correlacionados a caracterizações mineralógicas, químicas e físico-químicas.

Entre técnicas que podem ter aplicação complementar em estudos de tecnologia mineral estão avaliações de propriedades de superfície, potencial zeta, espectroscopia, microscopia e outras metodologias de caracterização disponíveis em centros especializados.

Importante: essas técnicas complementares não devem ser interpretadas como parte obrigatória do serviço de classificação granulométrica. Sua inclusão depende do escopo técnico aprovado para cada projeto.

A combinação entre granulometria e caracterizações complementares pode ser particularmente relevante quando o comportamento do minério depende não apenas do tamanho, mas também da composição mineralógica, química de superfície, presença de argilominerais ou geração de partículas ultrafinas.

14. Granulometria e liberação mineral

A fragmentação do minério tem como um de seus objetivos tecnológicos promover condições adequadas para a separação do mineral de interesse da ganga. Entretanto, não se deve equiparar diretamente tamanho de partícula a grau de liberação mineral.

O peneiramento informa a quantidade de material existente em cada faixa granulométrica. Para verificar efetivamente se o mineral de interesse está liberado, podem ser necessárias análises mineralógicas específicas.

Ainda assim, a granulometria é indispensável para planejar esses estudos, selecionar frações críticas e compreender em quais intervalos de tamanho ocorrem perdas ou concentrações relevantes.

15. Impactos industriais e ambientais

A classificação granulométrica não deve ser vista apenas como uma medição laboratorial isolada. Quando incorporada corretamente ao desenvolvimento de processo, pode apoiar decisões relacionadas ao consumo energético, recuperação mineral, geração de finos, dimensionamento de operações e qualidade dos produtos.

A cominuição é uma operação de elevada intensidade energética dentro do processamento mineral. Portanto, produzir partículas menores do que o necessário pode representar perda de eficiência, aumento de custos e maior geração de lamas.

A caracterização das frações finas também possui importância ambiental. A granulometria influencia sedimentação, espessamento, filtragem, transporte e comportamento de rejeitos. Projetos adequadamente desenvolvidos podem contribuir para sistemas de desaguamento mais eficientes e para soluções que reduzam a quantidade de água retida nos resíduos.

Dessa forma, a análise granulométrica pode contribuir simultaneamente para objetivos de eficiência industrial, redução de risco tecnológico e melhoria do desempenho ambiental das operações minerais.

16. Como preparar uma boa solicitação ao CETEM

Embora a página do serviço não imponha um formulário técnico padronizado com todos os campos abaixo, uma solicitação mais completa tende a facilitar a compreensão preliminar da demanda.

  • identifique a empresa, instituição ou grupo responsável pelo projeto;
  • descreva o mineral, minério, concentrado, rejeito ou material a ser estudado;
  • informe a origem e o estado físico da amostra;
  • indique a massa ou volume aproximado disponível;
  • explique a etapa do processo que está sendo desenvolvida;
  • informe a faixa granulométrica conhecida, quando disponível;
  • descreva o problema tecnológico que se pretende resolver;
  • indique se o objetivo envolve bancada, desenvolvimento de processo ou escala piloto;
  • mencione resultados prévios que possam auxiliar a avaliação técnica;
  • informe eventuais requisitos específicos de produto ou processo industrial.
Quanto mais clara for a descrição do problema tecnológico, maior será a capacidade da equipe técnica de avaliar compatibilidade, infraestrutura necessária e possível enquadramento do projeto.

17. Perguntas frequentes

O CETEM realiza ensaio de classificação granulométrica?

Sim. O Portal Gov.br disponibiliza oficialmente o serviço “Solicitar Ensaios de Classificação Granulométrica para Desenvolvimento de Tecnologias de Processamento Mineral”, prestado pelo CETEM.

O serviço pode envolver escala piloto?

Sim. A descrição oficial informa que o serviço compreende desenvolvimento de ensaios laboratoriais e em escala piloto, conforme o projeto.

Qual é o prazo para o resultado?

O Portal Gov.br não apresenta prazo total estimado. A duração dependerá das características, complexidade e condições de execução do projeto.

Qual é o endereço do CETEM para o atendimento relacionado ao serviço?

O endereço informado é Av. Pedro Calmon, 900, Ilha da Cidade Universitária, Rio de Janeiro – RJ, CEP 21941-908.

Quais são os e-mails de contato?

O Portal Gov.br informa os endereços ematiolo@cetem.gov.br e hcouto@cetem.gov.br para solicitação e esclarecimentos relacionados ao serviço.

Empresas podem solicitar o ensaio?

Sim. Empresas de mineração e metalurgia estão expressamente incluídas entre os potenciais usuários, assim como startups, instituições públicas e privadas, pesquisadores, grupos de P&D, cooperativas e empreendimentos minero-industriais.

Todo serviço realizado para empresas é gratuito?

Não é possível fazer essa afirmação. Embora o Portal Gov.br informe que o serviço é gratuito para o cidadão, a própria página oficial prevê contratação com contrapartida financeira ou mediante instrumentos de parceria. As condições precisam ser definidas no projeto e na proposta apresentada pelo CETEM.

O CETEM é obrigado a aceitar toda solicitação?

Não. O próprio serviço informa que demandas podem ser recusadas por incompatibilidade técnica, falta de alinhamento estratégico ou capacidade operacional limitada.

A análise granulométrica determina a liberação mineral?

Não isoladamente. Ela determina a distribuição das partículas por tamanho. A avaliação efetiva do grau de liberação pode exigir técnicas mineralógicas complementares.

18. Conclusão

O serviço de classificação granulométrica por peneiramento oferecido pelo Centro de Tecnologia Mineral constitui uma importante infraestrutura científica e tecnológica para estudos de processamento mineral no Brasil.

Sua principal característica é combinar a determinação da distribuição granulométrica com uma perspectiva de desenvolvimento tecnológico. Conforme a demanda, o trabalho pode envolver ensaios laboratoriais, avaliações de eficiência e testes em escala piloto, produzindo dados úteis para aprimoramento de rotas de beneficiamento.

A granulometria influencia diretamente operações de britagem, moagem, classificação, concentração, flotação, desaguamento e tratamento de rejeitos. Ao mesmo tempo, a interpretação adequada dos resultados exige compreender que tamanho de partícula, composição mineralógica e grau de liberação são propriedades relacionadas, mas não equivalentes.

Para aumentar as chances de um enquadramento adequado, o interessado deve apresentar ao CETEM uma descrição clara do material, do problema tecnológico, da quantidade de amostra disponível e dos objetivos pretendidos.

Como os projetos estão sujeitos à análise de compatibilidade técnica, alinhamento institucional e capacidade operacional, recomenda-se confirmar diretamente com o CETEM a metodologia, disponibilidade, custos, condições de contratação e prazo aplicáveis ao caso concreto.

Fontes e referências consultadas

  1. Portal de Serviços do Governo Federal – Gov.br. Serviço “Solicitar Ensaios de Classificação Granulométrica para Desenvolvimento de Tecnologias de Processamento Mineral”. Fonte utilizada para validação do objeto do serviço, público atendido, etapas, canais de contato, endereço, critérios de recusa, contratação, atendimento presencial e entrega dos resultados.
  2. Centro de Tecnologia Mineral – CETEM. Informações institucionais, estrutura de coordenações, Carta de Serviços e dados relativos à Coordenação de Processamentos e Tecnologias Minerais (COPTM) e ao Serviço de Desenvolvimento de Processos Industriais (SEDPI).
  3. Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação – MCTI. Informações institucionais sobre o CETEM, sua vinculação ao Ministério, missão e áreas de atuação em caracterização de materiais, tecnologias minerais, tecnologias ambientais e sustentabilidade da indústria mineral.
  4. International Organization for Standardization – ISO 4701:2019. Iron ores and direct reduced iron — Determination of size distribution by sieving. Referência técnica específica para determinação da distribuição granulométrica por peneiramento de minério de ferro e ferro reduzido diretamente.
  5. Lei Federal nº 13.460/2017. Dispõe sobre participação, proteção e defesa dos direitos do usuário dos serviços públicos da administração pública.

Conteúdo elaborado para fins informativos e atualizado com base nas informações oficiais consultadas. Procedimentos, contatos, disponibilidade, custos, escopo técnico e condições de contratação podem ser alterados pelo órgão responsável. Antes de enviar amostras ou assumir compromissos comerciais, confirme as condições diretamente com o CETEM.