Inscrição de Campos de Sementes e Viveiros de Mudas

MAPA • RENASEM • SIGEF • SEI

O Enquadramento Regulatório e Operacional para a Inscrição de Campos de Sementes e Viveiros de Mudas no Brasil

Guia técnico sobre o Sistema Nacional de Sementes e Mudas, inscrição de campos no SIGEF, inscrição da produção de viveiros, documentação, taxas atualizadas, prazos, responsabilidade técnica, fiscalização posterior e conformidade perante o Ministério da Agricultura e Pecuária.

Conteúdo revisado de acordo com a legislação e os valores vigentes em julho de 2026.

Resumo direto: o produtor deve possuir inscrição ativa no RENASEM, manter responsável técnico habilitado, comprovar a origem do material de propagação, inscrever cada campo ou produção de viveiro no canal definido pelo MAPA, pagar a taxa aplicável e conservar os registros técnicos e fiscais durante todo o ciclo produtivo.

Validação e atualização das informações

Durante a revisão deste conteúdo, foram identificadas alterações normativas e financeiras que precisam ser consideradas pelo produtor:

  • A norma-base vigente sobre as taxas é a Portaria MAPA nº 647, de 30 de janeiro de 2024. A Portaria MAPA nº 644/2024 foi declarada nula.
  • A atualização anual mais recente foi promovida pela Portaria MAPA nº 882, de 5 de fevereiro de 2026, publicada e vigente desde 6 de fevereiro de 2026.
  • Os valores históricos de R$ 3,00 por hectare, R$ 75,00 e R$ 150,00, ainda reproduzidos em algumas páginas administrativas, não correspondem mais aos valores atuais.
  • A Portaria MAPA nº 616/2023, aplicável à produção de mudas, entrou em vigor em 1º de dezembro de 2023.
  • Dados de contato, códigos de unidades gestoras e procedimentos de arrecadação devem ser confirmados no momento do protocolo, pois podem sofrer alterações administrativas.

1. O serviço de inscrição e seu escopo de aplicação

A inscrição de campos de produção de sementes ou da produção de viveiros de mudas constitui um ato administrativo vinculado ao controle oficial exercido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária — MAPA. O procedimento permite que determinado material de multiplicação ou reprodução vegetal seja produzido de forma regular durante a safra, período produtivo ou ano civil correspondente.

O serviço é destinado a pessoas físicas ou jurídicas inscritas e ativas no Registro Nacional de Sementes e Mudas — RENASEM, especialmente nas categorias de produtor de sementes ou produtor de mudas. Também deve existir acompanhamento por responsável técnico habilitado e, quando exigido, inscrito ou credenciado na categoria correspondente do RENASEM.

A inscrição integra o conjunto de requisitos necessários para a certificação, identificação, rastreabilidade, beneficiamento, armazenamento, comercialização e eventual exportação do material produzido. Entretanto, ela não substitui outras autorizações, registros, certificações fitossanitárias ou obrigações aplicáveis à espécie, cultivar, origem genética, trânsito vegetal ou mercado de destino.

Quem pode solicitar

Produtor de sementes ou de mudas com RENASEM ativo, estrutura compatível e responsável técnico regularmente vinculado à produção.

Objeto do pedido

Campo de produção de sementes, viveiro, unidade de propagação in vitro ou planta fornecedora de material de propagação.

Resultado esperado

Inscrição vinculada ao produtor, à área, à espécie, à cultivar, à origem do material e ao período produtivo declarado.

Não há um único prazo global capaz de abranger todo o ciclo regulatório. A efetivação eletrônica de determinados pedidos pode ocorrer no momento da transmissão, mas a fiscalização, a complementação dos dados de colheita, a certificação, o beneficiamento e o encerramento do ciclo produtivo podem se estender por toda a safra.

Atenção: a inscrição não deve ser interpretada como declaração definitiva de conformidade emitida após inspeção prévia. A documentação e os dados permanecem sujeitos à auditoria, fiscalização, correção, cancelamento e aplicação de sanções.

3. Classificação de risco, autodeclaração e controle posterior

A Portaria SDA/MAPA nº 196/2021 enquadrou a inscrição de campo de produção de sementes como atividade de nível de risco II. Esse enquadramento permite o reconhecimento do ato no momento da solicitação, desde que sejam fornecidos todos os dados, declarações e documentos exigidos pela legislação.

Na prática, o produtor transmite a inscrição e declara, sob sua responsabilidade, que o requerimento contém os elementos necessários. Essa sistemática substitui a lógica de autorização prévia para cada campo por um modelo de controle administrativo baseado em:

  • autodeclaração eletrônica;
  • responsabilidade do produtor e do responsável técnico;
  • verificação documental posterior;
  • fiscalização por amostragem ou com base em risco;
  • cruzamento de dados cadastrais, produtivos e fiscais;
  • possibilidade de cancelamento quando constatada irregularidade.

Autodeclaração não significa dispensa de documentação. A inscrição eletrônica somente permanece válida quando os dados declarados, os documentos de origem, a área, a cultivar, o RENASEM, a responsabilidade técnica e o pagamento da taxa forem compatíveis com a legislação.

4. Procedimentos operacionais nos sistemas digitais

O canal utilizado depende da natureza da produção. Os campos de produção de sementes são administrados por meio do Sistema de Gestão da Fiscalização — SIGEF. A inscrição da produção de viveiros e de estruturas de propagação pode exigir peticionamento eletrônico perante o MAPA, conforme o procedimento disponibilizado para a unidade federativa.

Sementes

SIGEF

Utilizado para cadastro de campos, efetivação da inscrição, acompanhamento da produção e complementação dos dados de colheita.

Mudas

Peticionamento eletrônico

Utilizado para requerimentos de viveiros, plantas fornecedoras de material de propagação e demais estruturas previstas na Portaria MAPA nº 616/2023.

4.1. Inscrição de campos de sementes no SIGEF

1

Cadastro do usuário

O operador deve possuir credenciais de acesso aos sistemas do MAPA. Quando exigido, o cadastro deve identificar o SIGEF como sistema de destino.

2

Vinculação ao produtor

O usuário precisa estar vinculado ao produtor de sementes inscrito no RENASEM e autorizado a operar em nome da unidade produtora.

3

Novo campo

No SIGEF, o operador deve acessar o menu de produção de sementes e selecionar a funcionalidade destinada à criação de um novo campo.

4

Dados agronômicos

Devem ser informados área, localização, espécie, cultivar, categoria, origem do material, datas de semeadura e demais elementos requeridos.

5

Documentos e taxa

O produtor deve manter ou anexar os comprovantes de origem, documentos técnicos, contratos, notas fiscais e pagamento da taxa aplicável.

6

Efetivação

Após revisar as informações, o operador confirma a declaração de responsabilidade e utiliza a função de inscrição disponibilizada no sistema.

O manual oficial do SIGEF indica que a inscrição é iniciada pelo menu “Produção de Sementes”, na opção “Novo Campo”. Após o preenchimento, o campo salvo deve ser acessado na área de campos do produtor e efetivado mediante a função “Inscrever”.

Em caso de falhas de carregamento, recomenda-se testar navegador atualizado, habilitar JavaScript e limpar o cache. Problemas de credencial, e-mail ou vinculação devem ser direcionados ao suporte dos sistemas do MAPA ou à unidade de fiscalização competente.

4.2. Inscrição da produção de viveiros de mudas

O produtor de mudas deve apresentar o requerimento definido pela Portaria MAPA nº 616/2023, acompanhado dos documentos técnicos e fiscais pertinentes. No peticionamento eletrônico, deve-se utilizar a classificação processual indicada pelo MAPA para inscrição da produção de sementes e mudas ou nomenclatura equivalente disponibilizada no sistema.

Para a inscrição da produção de viveiro, a Portaria nº 616/2023 utiliza formulários específicos, inclusive o requerimento e a caracterização da produção. A numeração do anexo deve ser conferida na versão vigente da Portaria e nos modelos disponibilizados pelo MAPA, evitando o uso de formulários antigos.

  • identificação do produtor e do responsável técnico;
  • número do RENASEM;
  • localização e caracterização do viveiro;
  • espécies e cultivares produzidas;
  • origem do material de propagação;
  • capacidade e estimativa de produção;
  • documentos sanitários, quando aplicáveis;
  • comprovante de pagamento da taxa.

O uso de e-mail para encaminhamento de documentos deve ficar restrito às hipóteses expressamente orientadas pela unidade competente do MAPA. O produtor não deve substituir unilateralmente o peticionamento oficial por mensagem eletrônica comum.

5. Exigências documentais por categoria de produção

A documentação tem como finalidade demonstrar a identidade do produtor, a regularidade no RENASEM, a responsabilidade técnica, a origem genética e comercial do material e a rastreabilidade da produção.

5.1. Documentação comum

  • Requerimento ou formulário eletrônico devidamente preenchido.
  • Identificação do produtor pessoa física ou jurídica.
  • CPF ou CNPJ compatível com o cadastro do RENASEM.
  • Ato constitutivo, contrato social, estatuto ou alterações, quando pessoa jurídica.
  • Comprovante de inscrição ativa no RENASEM.
  • Identificação e comprovação do vínculo do responsável técnico.
  • Documento de posse, arrendamento, parceria, cooperação ou disponibilidade da área.
  • Notas fiscais ou documentos de transferência do material de propagação.
  • Certificado, termo de conformidade ou documento equivalente do lote de origem.
  • Comprovante de pagamento da taxa oficial aplicável.

O produtor deve possuir área própria, arrendada, alugada, em parceria, cooperação ou sob outra forma legítima de posse, além de infraestrutura, recursos humanos, equipamentos e instalações adequados à produção.

5.2. Documentação específica para sementes

Semente básica e sementes certificadas C1 e C2

A origem deve ser comprovada por certificado de sementes, nota fiscal e demais documentos do lote utilizado. Quando a certificação for realizada por entidade externa, devem ser mantidos os contratos e documentos que demonstrem a relação com certificadora credenciada.

Sementes das categorias S1 e S2

A produção deve observar a categoria admitida para a espécie e cultivar, bem como apresentar termo de conformidade e comprovação da origem do lote. Situações excepcionais dependem de previsão normativa e avaliação técnica específica.

Material com germinação abaixo do padrão

A utilização de material abaixo do padrão somente pode ocorrer nas hipóteses admitidas pela legislação, com identificação expressa da condição e respeito às restrições de uso. Não se deve presumir autorização para comercialização a terceiros.

Semente genética

A semente genética está sujeita a regime próprio. O obtentor, introdutor ou mantenedor deve cumprir as declarações e os controles previstos na legislação, inclusive quanto ao local de produção, espécie, cultivar, área e quantidade estimada.

5.3. Documentação específica para mudas

  • requerimento oficial de inscrição da produção do viveiro;
  • formulário de caracterização da produção, das instalações e da capacidade produtiva;
  • dados das plantas básicas, plantas matrizes ou plantas fornecedoras;
  • documentos de origem do material de propagação;
  • certificados, termos de conformidade ou documentos de material importado;
  • documentos vinculados a ensaios de Valor de Cultivo e Uso — VCU, quando aplicáveis;
  • laudos, declarações e comprovantes fitossanitários exigidos para a espécie;
  • croqui, coordenadas ou elementos de localização da estrutura produtiva;
  • planejamento ou estimativa de produção.

Para plantas matrizes, plantas básicas e plantas fornecedoras de material de propagação, a documentação varia conforme a origem genética, a geração, a espécie, a cultivar e a finalidade da produção.

5.4. Materiais importados

Materiais de propagação importados devem estar acompanhados dos documentos de importação, dos certificados ou termos aplicáveis e dos controles fitossanitários exigidos para ingresso no país. A simples apresentação de nota fiscal nacional não substitui os documentos oficiais vinculados à internalização do material.

6. Aspectos financeiros e taxas vigentes em 2026

A inscrição de campos, viveiros e estruturas correlatas está sujeita ao pagamento das taxas previstas na legislação federal. Os valores são atualizados anualmente, motivo pelo qual o produtor deve confirmar a tabela vigente antes de emitir a guia.

Valores antigos não devem ser utilizados. A página geral do serviço no Portal Gov.br ainda pode exibir R$ 3,00 por hectare e mínimo de R$ 150,00. Para pedidos sujeitos aos valores vigentes desde 6 de fevereiro de 2026, prevalece a Portaria MAPA nº 882/2026.

Valores de referência vigentes desde 6 de fevereiro de 2026
Serviço Base de cálculo Valor vigente
Inscrição de campo de sementes Por hectare ou fração, por safra ou período de inscrição R$ 5,26 por hectare ou fração, observado o mínimo de R$ 262,85
Viveiro com área total inferior a 10 ha Área total do viveiro R$ 262,85
Viveiro com área total superior a 10 ha Área total do viveiro R$ 262,85 + R$ 5,26 por hectare ou fração que ultrapassar 10 hectares
Unidade de propagação in vitro Por unidade e por ano R$ 262,85
Planta fornecedora de material de propagação com origem genética comprovada Por espécie R$ 131,42
Planta fornecedora sem origem genética comprovada — até 50 espécies Por espécie R$ 131,42
Planta fornecedora sem origem genética comprovada — acima de 50 espécies Por espécie ou grupo excedente, conforme a tabela oficial R$ 131,42 + R$ 5,26 por grupo de 10 espécies ou fração
Transferência de titularidade de campo Por campo R$ 131,42
Transferência de titularidade de viveiro Por viveiro R$ 131,42
Transferência de planta fornecedora de material de propagação Por certificado R$ 131,42
Certificação de sementes Por tonelada ou fração R$ 21,03
Certificação de mudas Por lote R$ 35,05

Os valores podem ser novamente reajustados. A data de incidência da tabela deve ser conferida conforme o início da contagem do prazo aplicável à inscrição e as regras da Portaria MAPA nº 647/2024.

As expressões históricas “jardim clonal” e “borbulheira” devem ser analisadas de acordo com a classificação atual da Portaria MAPA nº 616/2023. Para fins de cobrança, deve-se utilizar o serviço efetivamente enquadrado na tabela vigente, como planta fornecedora de material de propagação ou inscrição da produção do viveiro.

7. Emissão da GRU e direcionamento do pagamento

O pagamento deve ser efetuado pelo canal de arrecadação federal indicado pelo MAPA. Antes da emissão, o produtor deve confirmar a unidade responsável, o código de recolhimento, o valor e a identificação do contribuinte.

  1. Identificar a unidade do MAPA competente pelo local onde está situada a produção.
  2. Acessar o canal oficial de emissão da Guia de Recolhimento da União ou o sistema de arrecadação indicado no procedimento vigente.
  3. Informar CPF ou CNPJ e razão social compatíveis com o cadastro do RENASEM.
  4. Selecionar a unidade gestora e o código de recolhimento aplicável ao serviço.
  5. Calcular a taxa de acordo com a área, número de espécies, unidades ou lotes.
  6. Efetuar o pagamento e conservar a guia e o comprovante bancário.
  7. Anexar os documentos ao processo ou mantê-los vinculados ao registro eletrônico.

Materiais antigos fazem referência ao código de recolhimento 20028-0 — MAPA, taxas do Registro Nacional de Sementes e Mudas e a unidades gestoras das antigas estruturas das SFAs. Esses dados devem ser conferidos no sistema de emissão antes do pagamento, pois alterações administrativas podem modificar a unidade arrecadadora ou o procedimento operacional.

7.1. Tabela histórica de unidades gestoras

A tabela abaixo é mantida como referência operacional histórica, mas não deve ser utilizada sem confirmação prévia no canal oficial ou junto à Superintendência competente.

Códigos referenciais das unidades gestoras estaduais
UF UG referencial UF UG referencial UF UG referencial
AC130088MA130069RJ130063
AL130027MG130056RN130023
AP130100MT130077RO130083
AM130090MS130062RR130093
BA130029PA130094RS130074
CE130022PB130024SC130072
DF130014PE130025SE130028
ES130060PI130021SP130067
GO130080PR130070TO130018

Confirme a unidade gestora no momento da emissão. O pagamento dirigido à unidade incorreta pode exigir retificação, restituição ou novo recolhimento.

7.2. Utilização de uma guia em mais de um processo

Quando a unidade competente admitir a utilização de uma única guia para múltiplos campos, viveiros ou requerimentos, o produtor deve apresentar demonstrativo discriminando a parcela do valor destinada a cada inscrição. A cópia da guia e do comprovante de pagamento deve permanecer vinculada a cada processo.

Essa prática deve ser previamente confirmada com a unidade responsável, especialmente quando os requerimentos forem protocolados em sistemas, datas ou unidades federativas diferentes.

8. Prazos e obrigações posteriores à inscrição

A inscrição inicial não encerra as obrigações do produtor. Durante a safra, devem ser registradas informações de semeadura, inspeção, aprovação, condenação, colheita, beneficiamento e destinação dos lotes.

Prazos operacionais que exigem atenção
Obrigação Prazo ou referência Observação
Inscrição de campo de cultura anual Até 15 dias após o término da semeadura Deve ser observada a regra específica da espécie e da safra.
Inscrição de cultura perene Até 31 de dezembro do ano anterior à colheita prevista Confirmar eventual regra específica aplicável à espécie.
Declaração de sementes para uso próprio — cultura anual Até 30 dias após o término da semeadura Obrigação distinta da inscrição comercial de campo.
Uso próprio — cultura perene Até 31 de dezembro do ano anterior à colheita estimada Deve ser declarada no sistema oficial.
Complementação da declaração de uso próprio Até 90 dias contados da colheita e antes da utilização Deve informar a quantidade final reservada.
Alterações na inscrição da produção de mudas Até 15 dias contados da ocorrência Aplica-se às alterações das informações prestadas ao órgão fiscalizador.
Mapas anuais de produção, beneficiamento ou reembalagem Conforme o prazo definido para cada agente e atividade Algumas obrigações de mudas possuem vencimento em 31 de janeiro.
Complementação de dados de campo Conforme a Portaria nº 538/2022 e o manual do SIGEF Registrar colheita, condenação e produção efetiva dentro do prazo aplicável.

Os prazos devem ser contados com base no evento efetivamente previsto pela norma: término da semeadura, colheita, beneficiamento, alteração cadastral ou encerramento do período de produção. A data de emissão da nota fiscal nem sempre corresponde ao termo inicial do prazo.

9. Fiscalização, correções e consequências da irregularidade

O MAPA pode fiscalizar a produção em qualquer fase, inclusive mediante análise documental, visita à área, coleta de amostras, conferência de lotes, verificação de notas fiscais, avaliação dos registros do responsável técnico e cruzamento de informações.

A fiscalização pode verificar, entre outros aspectos:

  • validade do RENASEM;
  • regularidade do responsável técnico;
  • origem e quantidade do material utilizado;
  • compatibilidade entre a área plantada e a quantidade adquirida;
  • identidade da espécie e da cultivar;
  • isolamento, padrões de campo e controle de pragas;
  • registros de vistoria e certificação;
  • produção estimada e produção efetivamente colhida;
  • beneficiamento, armazenamento, identificação e destinação dos lotes;
  • documentos fiscais e comerciais.

Quando a autoridade identificar falha sanável, poderá ser emitida notificação para correção dentro do prazo indicado no ato fiscal. Não existe garantia de que toda irregularidade gere automaticamente prazo de quinze dias, pois a medida depende da natureza da infração, da norma aplicável e da determinação da fiscalização.

A produção sem inscrição, a declaração incorreta, a falta de comprovação de origem ou a comercialização de material irregular pode resultar em advertência, multa, suspensão, apreensão, condenação, inutilização de lotes, cancelamento da inscrição e outras sanções previstas na Lei nº 10.711/2003 e em seu regulamento.

10. Canais de atendimento e suporte nas unidades da Federação

Dúvidas de acesso, vinculação, preenchimento, documentação e fiscalização devem ser encaminhadas à Superintendência de Agricultura e Pecuária do estado competente ou ao canal de suporte indicado pelo MAPA.

As estruturas internas podem aparecer com denominações como Divisão de Defesa Agropecuária, Serviço de Fiscalização de Insumos Agrícolas, Serviço de Inspeção e Fiscalização de Insumos e Sanidade Vegetal ou outras designações administrativas.

Contatos regionais referenciais sujeitos à confirmação
UF Unidade referencial Endereço informado Contato referencial
SP SFA-SP / área de Defesa Agropecuária Rua Treze de Maio, 1.558, Bela Vista, São Paulo/SP — CEP 01327-002 dda.sp@agro.gov.br
gab-sp@agro.gov.br
(11) 3787-5500
MG SFA-MG / área de Defesa Agropecuária Avenida Raja Gabaglia, 245, Cidade Jardim, Belo Horizonte/MG — CEP 30380-090 dda-mg@agricultura.gov.br
(31) 3250-0300
GO SFA-GO / área de Sanidade Vegetal Praça Dr. Pedro Ludovico Teixeira, 100, Centro, Goiânia/GO — CEP 74003-010 ssv-go@agricultura.gov.br
gab-go@agricultura.gov.br
(62) 3221-7204
ES SFA-ES / área de Sanidade Vegetal Avenida Nossa Senhora dos Navegantes, 495, Praia do Suá, Vitória/ES — CEP 29050-420 sisv-es@agricultura.gov.br
dda-es@agricultura.gov.br
(27) 3137-2743
MA SFA-MA / área de Sanidade Vegetal Praça da República, 147, Diamante, São Luís/MA — CEP 65020-150 sisv-ma@agricultura.gov.br
dda-ma@agricultura.gov.br
(98) 3131-3411

Endereços, setores, e-mails e telefones podem ser alterados. Consulte a página oficial da Superintendência antes de comparecer presencialmente ou enviar documentação.

Problemas estritamente relacionados às credenciais dos sistemas devem ser direcionados ao canal técnico indicado pelo MAPA. A unidade regional pode orientar o procedimento, mas nem sempre possui permissão para alterar diretamente a base central de usuários.

11. Dinâmicas regulatórias e tendências de fiscalização

A modernização do SNSM demonstra uma transição do controle prévio e presencial para um modelo de regulação digital baseado em responsabilidade, rastreabilidade e fiscalização posterior. A classificação de risco nível II reduz o tempo administrativo para o início da atividade, mas amplia a responsabilidade do produtor e do responsável técnico.

Nesse cenário, o responsável técnico deixa de ser apenas um signatário formal e assume função central na supervisão da produção, na emissão dos registros de vistoria, na preservação da identidade varietal, no controle fitossanitário e na consistência das informações lançadas nos sistemas.

As Comissões de Sementes e Mudas — CSMs mantêm função consultiva e de articulação regional, reunindo representantes do poder público, universidades, pesquisa, extensão e setor produtivo. Sua atuação pode contribuir para a interpretação de situações técnicas, capacitação dos produtores e discussão de padrões aplicáveis às espécies.

Em São Paulo e em outras unidades da Federação, ações de orientação têm alcançado viveiros de flores, plantas ornamentais, frutíferas, espécies florestais e culturas alimentares. A tendência é de intensificação do cruzamento entre informações do RENASEM, RNC, SIGEF, sistemas fitossanitários, documentos fiscais e registros de trânsito vegetal.

Para materiais destinados à exportação, a regularidade da produção também se relaciona aos controles da Vigilância Agropecuária Internacional — Vigiagro, aos requisitos do país de destino e à emissão de certificados fitossanitários, quando exigidos.

12. Checklist de conformidade para o produtor

  • Confirmar que o RENASEM do produtor está ativo e contempla a categoria correta.
  • Validar o RENASEM e o vínculo do responsável técnico.
  • Confirmar se a espécie e a cultivar estão regularizadas no RNC, quando exigível.
  • Definir corretamente a categoria da semente ou da muda.
  • Reunir os documentos de origem do material de propagação.
  • Conferir se a quantidade adquirida é compatível com a área a ser produzida.
  • Verificar a situação jurídica da área de produção.
  • Identificar o sistema e a unidade do MAPA responsáveis pelo protocolo.
  • Calcular a taxa com base na Portaria vigente.
  • Confirmar unidade gestora e código de recolhimento antes do pagamento.
  • Preencher integralmente a inscrição no SIGEF ou no peticionamento eletrônico.
  • Revisar área, coordenadas, espécie, cultivar, categoria e datas.
  • Efetivar a inscrição dentro do prazo regulamentar.
  • Manter os registros de vistoria e acompanhamento técnico.
  • Registrar aprovação, condenação, colheita e produção efetiva.
  • Emitir certificados ou termos de conformidade, conforme a categoria.
  • Controlar beneficiamento, armazenamento, identificação e destinação dos lotes.
  • Apresentar mapas e declarações periódicas dentro dos prazos.
  • Comunicar alterações cadastrais ou produtivas ao órgão fiscalizador.
  • Conservar notas fiscais, contratos, laudos e registros pelo prazo legal.

Precisa inscrever ou regularizar um campo de sementes ou viveiro de mudas?

O Direto Legaliza pode auxiliar na análise do enquadramento, conferência do RENASEM, organização documental, validação das taxas, preparação do protocolo e acompanhamento das exigências relacionadas à inscrição da produção.

Cada processo deve ser analisado conforme a espécie, cultivar, categoria, origem do material, localização da produção e situação cadastral do produtor e do responsável técnico.

Falar com o Direto Legaliza

Fontes oficiais consultadas

Observação: este conteúdo possui finalidade informativa e não substitui a análise técnica individual, a consulta à versão vigente da legislação, a orientação da Superintendência competente ou a atuação do responsável técnico. Taxas, formulários, canais de protocolo, unidades gestoras, contatos e procedimentos digitais podem ser atualizados pelo MAPA.