Serviço de Montagem Técnica Flip Chip no CTI Renato Archer
Guia técnico-institucional sobre o serviço público de montagem Flip Chip, sua tecnologia de interconexão, público atendido, fluxo de contratação, custos, serviços complementares e papel estratégico na infraestrutura brasileira de microeletrônica.
1 Contexto institucional do CTI Renato Archer
No desenvolvimento contemporâneo de microeletrônica e sistemas semicondutores, técnicas avançadas de encapsulamento e interconexão são fundamentais para a miniaturização de dispositivos, aumento da densidade de integração, redução de parasitas elétricos e desenvolvimento de sistemas eletrônicos de maior desempenho.
Nesse cenário, o Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer — CTI é uma unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação — MCTI. A instituição atua desde 1982 em articulação com o setor privado, academia e governo e mantém infraestrutura laboratorial especializada para pesquisa, desenvolvimento e inovação.
Entre as competências oferecidas à sociedade está o serviço de montagem técnica Flip Chip, disponibilizado oficialmente na Carta de Serviços do Governo Federal e enquadrado em Ciência e Tecnologia → Assistência Especializada → Calibração, processos e experimentos.
2 O que é a montagem técnica Flip Chip?
No encapsulamento Flip Chip, a pastilha semicondutora (die) é posicionada com a superfície ativa voltada diretamente para o substrato. As conexões elétricas são estabelecidas por solda ou saliências metálicas — bumps, em vez da tradicional ligação periférica por fios utilizada no wire bonding.
A descrição oficial do serviço do CTI define o processo como embalagem de semicondutores com a face voltada para baixo em relação a um substrato, estabelecendo as conexões elétricas por solda ou saliências metálicas.
Uma das rotas técnicas estudadas pelo próprio CTI utiliza stud bumps de ouro — Au. Em trabalho científico institucional sobre o processo Flip Chip, o CTI documentou a formação de saliências de ouro em pastilhas e o estudo de parâmetros de processo como potência ultrassônica, tempo, força e características geométricas dos bumps.
Pastilha invertida
A superfície ativa do chip é voltada para o substrato em vez de permanecer orientada para cima.
Alinhamento
As regiões de contato da pastilha precisam ser posicionadas de forma compatível com os terminais existentes no substrato.
Interconexão
A conexão elétrica pode utilizar solda ou bumps metálicos, conforme o projeto e o processo tecnicamente aplicável.
Equipamentos de montagem Flip Chip podem aplicar alinhamento de precisão, força e condições térmicas adequadas à tecnologia de união selecionada. As condições efetivas dependem dos materiais, geometria dos contatos, substrato e processo validado para cada projeto.
3 Vantagens tecnológicas do Flip Chip
Em comparação com arquiteturas de interconexão baseadas em fios longos, o Flip Chip permite caminhos elétricos significativamente mais curtos. Esse aspecto é particularmente importante em dispositivos que trabalham com maior densidade de integração e sinais de alta velocidade.
Redução de parasitas elétricos
A menor extensão física da interconexão pode reduzir componentes parasitas, especialmente a indutância associada aos fios de conexão. O próprio CTI relaciona a tecnologia Flip Chip a menores parasitas, menor indutância e melhor desempenho em frequências elevadas.
Maior densidade de interconexões
Dependendo da arquitetura do chip, os pontos de contato podem ser distribuídos pela superfície disponível, favorecendo matrizes de conexão com maior densidade do que configurações estritamente periféricas.
Redução da área ocupada
A ausência das tradicionais laçadas de fios pode favorecer módulos compactos e reduzir a área necessária para a interconexão entre chip e substrato.
Integração avançada
A técnica pode compor arquiteturas de integração heterogênea e empacotamento avançado nas quais diferentes dispositivos precisam ser conectados com elevada precisão.
Sob o aspecto térmico, arquiteturas Flip Chip também podem favorecer o gerenciamento de calor em determinadas configurações de encapsulamento. O desempenho térmico efetivo, entretanto, depende do projeto completo, materiais de interface, substrato, encapsulamento e solução de dissipação empregada.
4 Experiência tecnológica do CTI em Flip Chip
O uso da tecnologia Flip Chip no CTI não se limita à oferta atual na Carta de Serviços. Documentos históricos e publicações técnicas da própria instituição registram atividades de pesquisa e desenvolvimento relacionadas ao empacotamento eletrônico e à integração de dispositivos.
Relatório institucional referente a 2010 registra o desenvolvimento de tecnologia Flip Chip para empacotamento de dispositivos eletrônicos, além da fabricação de cápsulas herméticas para sensores de infravermelho e microreatores destinados ao monitoramento de sensores de gases associados a nanoestruturas de carbono.
Em relatório de atividades de 2019–2020, o CTI também documentou o uso de tecnologia Flip Chip para alinhamento de precisão entre estruturas montadas face a face em projeto envolvendo trilhas produzidas sobre substratos cerâmicos e cabos flexíveis.
Outra publicação técnica do CTI, dedicada ao Stud Bump Process for Flip Chip Package, descreve o desenvolvimento de processo com bumps de ouro e destaca vantagens como interconexões curtas, módulos compactos, redução de parasitas e capacidade de aplicação na estrutura de pesquisa em empacotamento eletrônico do Centro.
5 Laboratório Aberto, infraestrutura compartilhada e Lei de Inovação
A Carta de Serviços do CTI associa diversos serviços técnicos às expressões Laboratório Aberto e Laboratório Multiusuário. O modelo permite que pesquisadores, empresas e outros usuários tenham acesso a competências e infraestrutura pública especializada sem necessariamente manter toda a estrutura tecnológica em instalações próprias.
Esse modelo dialoga com a Lei Federal nº 10.973/2004 — Lei de Inovação, que estabelece medidas de incentivo à inovação e prevê mecanismos para compartilhamento de instalações, laboratórios, equipamentos e recursos de Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação.
Para microeletrônica, essa lógica é especialmente relevante porque processos de microfabricação, montagem, encapsulamento, caracterização e ensaios podem depender de equipamentos altamente especializados, controle ambiental e equipes qualificadas.
6 Quem pode utilizar o serviço?
O serviço possui público bastante abrangente. A página oficial informa que podem solicitar o atendimento:
- Pesquisadores;
- Estudantes;
- Empresas;
- Startups;
- Instituições públicas ou privadas;
- Inventores interessados no desenvolvimento de projetos.
Isso permite que a infraestrutura seja utilizada tanto em atividades de pesquisa e divulgação científica quanto em projetos com objetivo de desenvolvimento tecnológico e colocação de soluções no mercado, sempre condicionados à análise de viabilidade do CTI.
Direitos dos usuários de serviços públicos
A Carta de Serviços também reproduz as diretrizes de atendimento da Lei nº 13.460/2017. O usuário deve receber atendimento pautado por:
Respeito e urbanidade
Atendimento com urbanidade, respeito, cortesia e presunção da boa-fé do usuário.
Igualdade e acessibilidade
Atendimento sem discriminação e com observância das condições de acessibilidade aplicáveis.
Eficiência e segurança
Prestação pautada pela eficiência, segurança e ética na relação com o usuário.
Quando houver atendimento presencial, a Carta de Serviços informa o direito a instalações salubres, seguras, sinalizadas, acessíveis e adequadas ao atendimento.
Também é assegurado atendimento prioritário nos termos da Lei nº 10.048/2000 às pessoas abrangidas pela legislação e pelas regras vigentes de prioridade de atendimento.
7 Como solicitar a montagem técnica Flip Chip
O fluxo publicado pelo Governo Federal é dividido em três etapas. A comunicação é realizada prioritariamente por e-mail.
Solicitar o serviço e passar pela análise técnica
O interessado deve encaminhar sua solicitação para servicos@cti.gov.br.
A equipe técnica verifica a capacidade de atendimento, disponibilidade e recursos necessários à execução. Se houver informações insuficientes, a área responsável pode entrar em contato por e-mail para esclarecer aspectos necessários à elaboração da proposta técnica.
Prazo oficial: não estimado previamente na Carta de Serviços.
Aceitar a proposta comercial e realizar o pagamento
Confirmada a viabilidade, o processo segue para formalização da proposta comercial.
O cliente deve encaminhar por e-mail o aceite formal da proposta e o comprovante de pagamento, conforme as condições apresentadas pelo CTI.
Valor: sob consulta.
Prazo: não estimado previamente.
Execução e comunicação da conclusão
A área técnica competente realiza o serviço conforme o objeto contratado. A informação sobre a conclusão é enviada ao endereço de e-mail informado pelo cliente na primeira etapa.
Demais procedimentos podem variar conforme as particularidades do serviço efetivamente contratado.
| Etapa | Ação principal | Canal | Custo / prazo |
|---|---|---|---|
| 1. Solicitação | Encaminhar demanda e informações técnicas suficientes para avaliação da viabilidade. | servicos@cti.gov.br | Análise inicial; prazo da etapa não estimado oficialmente. |
| 2. Contratação | Formalizar o aceite da proposta e apresentar o comprovante de pagamento. | Valor sob consulta; prazo não estimado oficialmente. | |
| 3. Execução | Execução pela área técnica e comunicação da conclusão ao solicitante. | E-mail informado na solicitação | Prazo total não estimado previamente. |
8 Informações técnicas recomendadas na solicitação
Embora a página oficial não estabeleça uma lista pública fechada de documentos técnicos obrigatórios para todos os casos, quanto mais completa for a descrição inicial do projeto, maior tende a ser a capacidade da equipe técnica de analisar a viabilidade e elaborar a proposta.
Como preparação prática, é recomendável reunir, quando aplicável:
- Tipo e dimensões da pastilha semicondutora;
- Material e dimensões do substrato;
- Desenho ou mapa das áreas de contato;
- Quantidade, posição e passo dos bumps;
- Material das metalizações existentes;
- Tipo de bump ou processo de conexão pretendido;
- Quantidade de unidades ou protótipos;
- Restrições térmicas ou mecânicas relevantes;
- Finalidade do dispositivo e condições previstas de operação;
- Necessidade de serviços anteriores ou posteriores à montagem.
9 Integração com outros serviços de microeletrônica do CTI
A montagem Flip Chip pode fazer parte de uma sequência tecnológica mais ampla. A Carta de Serviços do CTI reúne diversas atividades que, dependendo do projeto, podem ser complementares à preparação, montagem, caracterização ou avaliação de um dispositivo.
| Serviço do CTI | Categoria | Possível função no desenvolvimento |
|---|---|---|
| Corte de substratos | Calibração, processos e experimentos | Individualização de circuitos microfabricados e redução dimensional de substratos com precisão. |
| Fabricação de máscaras, fotolitografia e deposição de metais finos | Calibração, processos e experimentos | Produção de fotomáscaras, processos fotolitográficos e deposição de filmes metálicos por evaporação térmica, conforme a capacidade publicada. |
| Microssoldagem | Calibração, processos e experimentos | Soldagem de microfios em estruturas microfabricadas, terminais de cápsulas ou placas e trabalhos com dies e estruturas especiais. |
| Testes elétricos | Calibração, processos e experimentos | Serviço voltado a testes elétricos de componentes e investigação de falhas, conforme escopo definido pelo CTI para a demanda. |
| Ensaios de choque e vibração | Calibração, processos e experimentos | Avaliação da resistência de equipamentos, componentes ou sistemas a impactos, acelerações e vibrações, podendo evidenciar trincas, perda de conexão, fadiga ou ruptura de soldas. |
| Análise por microscopia eletrônica de varredura | Análises | Caracterização e inspeção em escala microscópica conforme capacidade instrumental e objeto definido pela área técnica. |
| Abertura de encapsulamento de componentes eletrônicos | Calibração, processos e experimentos | Acesso controlado à região interna de componentes para fins de análise ou investigação, conforme o processo aplicável. |
| Ensaio de contaminação iônica | Análises | Determinação do conteúdo iônico total na superfície de placas eletrônicas nuas ou montadas. |
| Ensaios climáticos | Calibração, processos e experimentos | Avaliação da qualidade e confiabilidade mediante ensaios de temperatura, umidade, choque térmico ou ciclagem térmica, conforme o escopo contratado. |
10 Corte de substratos e preparação dimensional
O serviço de corte de substratos do CTI é descrito como processo de empacotamento eletrônico destinado à individualização de circuitos microfabricados com alta precisão dimensional, permitindo sua posterior montagem em estruturas de proteção e acesso às funcionalidades.
A Carta de Serviços informa que o laboratório dispõe de diferentes tipos de lâminas e capacidade para trabalhar com materiais como silício, alumina, quartzo, máscaras fotolitográficas, AlN e outros substratos compatíveis com a infraestrutura disponível.
Em projetos Flip Chip, esse tipo de operação pode ser relevante na fase de preparação ou individualização dos dispositivos, desde que a equipe responsável confirme a compatibilidade técnica.
11 Máscaras, fotolitografia e deposição de metais
O CTI também disponibiliza serviço de fabricação de máscaras por escrita direta, fotolitografia por copiadora e deposição de metais finos.
Na fabricação de fotomáscaras, a instituição informa capacidade de tratamento de dados, processo fotolitográfico, revelação, inspeção e caracterização. A página oficial menciona resolução máxima de linha crítica de 1,0 µm no contexto da capacidade descrita.
Na deposição de metais, o serviço utiliza evaporação térmica sobre diferentes substratos e informa, entre os metais disponíveis, ouro, alumínio e cromo, com parâmetros sujeitos à infraestrutura e à avaliação técnica da instituição.
Esses processos podem ser importantes em projetos que exigem preparação ou modificação de superfícies metálicas, trilhas e estruturas de interconexão antes de uma etapa de montagem.
12 Microssoldagem como tecnologia complementar
Além do Flip Chip, o CTI mantém serviço de microssoldagem, descrito como soldagem de microfios em estruturas microfabricadas aos terminais de cápsulas ou placas de circuito impresso.
Segundo a Carta de Serviços, a divisão responsável possui conhecimento técnico para trabalhar com dies e estruturas não convencionais de complexidades variadas, inclusive com diferentes materiais e dimensões de fios e fitas.
Portanto, Flip Chip e microssoldagem não devem ser tratados como sinônimos: são rotas de interconexão distintas que podem ser escolhidas ou combinadas de acordo com a arquitetura do dispositivo.
13 Ensaios mecânicos e confiabilidade
Para dispositivos cujo projeto demande avaliação mecânica, o CTI mantém serviço de ensaios de choque e vibração.
Segundo a descrição oficial, o choque mecânico simula impactos, quedas ou acelerações repentinas e pode revelar danos estruturais, soltura de componentes, trincas, falhas de conexão ou perda de funcionamento.
Já o ensaio de vibração aplica estímulos contínuos em diferentes frequências e amplitudes, reproduzindo condições que podem ocorrer em transporte, veículos, máquinas ou ambientes industriais. Entre os modos de falha mencionados oficialmente estão fadiga mecânica, afrouxamento de fixações, ruptura de soldas e mau contato elétrico.
A inclusão desse tipo de ensaio em um projeto Flip Chip dependerá dos requisitos de confiabilidade definidos para o produto ou protótipo.
14 Caracterização, análise de falhas e contaminação
Em fases posteriores da engenharia do dispositivo, técnicas de caracterização podem ser utilizadas para investigar interfaces, materiais ou mecanismos de falha.
O catálogo do CTI inclui análise por microscopia eletrônica de varredura, serviços de análise de falhas e abertura de encapsulamento, entre outras capacidades.
Há ainda o serviço de ensaio de contaminação iônica em placas eletrônicas, cuja finalidade oficial é determinar o conteúdo iônico total presente na superfície de placas nuas ou montadas.
Em aplicações de alta confiabilidade, a escolha da combinação correta de ensaios deve decorrer do modo de falha investigado e das especificações técnicas do projeto, e não apenas da disponibilidade do equipamento.
15 Recomendações estratégicas para o solicitante
1. Faça a avaliação de compatibilidade antes de fabricar todo o lote
Projetos Flip Chip dependem da compatibilidade entre metalizações, geometria das ilhas de contato, bumps, substrato e processo de montagem. Sempre que possível, a interação com a equipe técnica deve ocorrer ainda na etapa de definição do dispositivo.
2. Envie dados técnicos suficientes
Evite uma solicitação contendo apenas a expressão “montagem Flip Chip”. Desenhos, materiais, dimensões e quantidades ajudam a equipe a avaliar a viabilidade e reduzir sucessivas solicitações de esclarecimento.
3. Planeje o processo como uma cadeia tecnológica
Verifique antecipadamente se o chip precisa ser individualizado, se o substrato exige metalização, se haverá necessidade de microssoldagem e quais testes serão necessários depois da montagem.
4. Não assuma prazo antes da análise do CTI
A página oficial informa que o tempo total do serviço ainda não é previamente estimado. Projetos com datas críticas devem considerar essa variável antes de comprometer etapas subsequentes de fabricação.
5. Considere a estratégia de prototipagem
Em projetos experimentais, pode ser prudente avaliar a montagem de uma quantidade piloto antes de avançar para lotes maiores, sempre que isso for tecnicamente e comercialmente viável.
6. Defina previamente os critérios de sucesso
Antes de contratar ensaios posteriores, determine quais propriedades precisam ser verificadas: continuidade elétrica, estabilidade mecânica, resistência ambiental, integridade do encapsulamento ou outros requisitos aplicáveis.
16 Checklist antes de entrar em contato com o CTI
- Definir o objetivo técnico da montagem;
- Identificar o chip ou die a ser montado;
- Confirmar dimensões do dispositivo;
- Identificar o material e dimensões do substrato;
- Preparar mapa ou desenho das interconexões;
- Identificar metalizações existentes;
- Informar características conhecidas dos bumps;
- Definir quantidade pretendida de dispositivos;
- Indicar restrições térmicas ou mecânicas relevantes;
- Verificar se serão necessários serviços complementares;
- Encaminhar a demanda para servicos@cti.gov.br;
- Aguardar a avaliação de capacidade e disponibilidade;
- Conferir cuidadosamente a proposta técnica/comercial;
- Formalizar o aceite e pagamento conforme orientações do CTI;
- Guardar toda a comunicação técnica para rastreabilidade do projeto.
17 Perguntas frequentes
Quanto custa o serviço de montagem Flip Chip?
A Carta de Serviços informa valor sob consulta. Não há tabela pública fixa de preço para todas as demandas.
Qual é o prazo para execução?
O prazo total é apresentado oficialmente como não estimado ainda. A programação depende da avaliação técnica, disponibilidade e características do projeto.
Qual é o canal para solicitar o serviço?
O canal indicado na Carta de Serviços é o e-mail servicos@cti.gov.br.
Empresas privadas podem contratar?
Sim. Empresas e startups estão expressamente incluídas entre os públicos que podem utilizar o serviço, além de pesquisadores, estudantes, instituições públicas ou privadas e inventores.
O CTI trabalha exclusivamente com bumps de ouro?
Não se deve fazer essa generalização. O serviço oficial menciona conexões por solda ou saliências metálicas. Há publicação técnica do CTI documentando processo com Au stud bumps, mas a solução aplicável a uma demanda concreta deve ser confirmada pela equipe técnica.
É obrigatório contratar testes após a montagem?
A página pública do serviço não estabelece uma obrigação geral desse tipo. Ensaios adicionais devem ser definidos conforme a finalidade do dispositivo, critérios de qualificação e requisitos técnicos do projeto.
O DiretoLegaliza executa a montagem Flip Chip?
A execução técnica do serviço tratado nesta página é atribuída ao CTI Renato Archer. O DiretoLegaliza pode auxiliar na organização das informações, análise administrativa, estruturação documental e direcionamento da solicitação, conforme o caso.
18 Conclusão
O serviço de montagem técnica Flip Chip do CTI Renato Archer oferece acesso a uma competência especializada de empacotamento e interconexão de semicondutores dentro da infraestrutura pública brasileira de ciência, tecnologia e inovação.
Sua relevância está não apenas na operação de montagem propriamente dita, mas na possibilidade de integrar o serviço a outras competências do CTI em microfabricação, corte de substratos, microssoldagem, caracterização, ensaios mecânicos, testes e análise de materiais e componentes.
Para universidades, pesquisadores, startups, empresas e inventores, o modelo de Laboratório Aberto permite avaliar projetos que, de outra forma, poderiam exigir infraestrutura própria de alto custo.
O sucesso da contratação, porém, depende de uma etapa essencial: apresentar corretamente o problema técnico. Materiais, geometria, dimensões, quantidade, metalizações e requisitos do produto devem ser analisados antes de transformar a demanda em proposta e execução.
Fontes oficiais e técnicas consultadas
-
Portal Gov.br — Serviço de montagem técnica Flip Chip — CTI Renato Archer.
Consultar página oficial do serviço . -
CTI Renato Archer — Sobre o CTI.
Consultar página institucional . -
CTI Renato Archer — Stud Bump Process for Flip Chip Package,
X Seminário em TI do PCI/CTI, 2020.
Consultar publicação técnica . -
CTI Renato Archer — Relatório de Atividades 2010:
Microeletrônica, Microssistemas e Empacotamento Eletrônico.
Consultar relatório . -
CTI Renato Archer — Relatório de Atividades 2019–2020.
Consultar relatório institucional . -
Portal Gov.br — Serviço de corte de substratos — CTI Renato Archer.
Consultar serviço . -
Portal Gov.br — Serviço de microssoldagem — CTI Renato Archer.
Consultar serviço . -
Portal Gov.br — Fabricação de máscaras, fotolitografia e deposição de metais finos — CTI Renato Archer.
Consultar serviço . -
Portal Gov.br — Serviço de testes elétricos — CTI Renato Archer.
Consultar serviço . -
Portal Gov.br — Ensaios de choque e vibração — CTI Renato Archer.
Consultar serviço . -
Portal Gov.br — Ensaio de contaminação iônica em placas eletrônicas — CTI Renato Archer.
Consultar serviço . -
Portal Gov.br — Análise por microscopia eletrônica de varredura — CTI Renato Archer.
Consultar serviço . -
Portal Gov.br — Abertura de encapsulamento de componentes eletrônicos — CTI Renato Archer.
Consultar serviço . -
Portal Gov.br — Ensaios climáticos — CTI Renato Archer.
Consultar serviço . -
Lei nº 10.973, de 2 de dezembro de 2004 — Lei de Inovação.
Consultar legislação . -
Lei nº 13.460, de 26 de junho de 2017 — direitos dos usuários dos serviços públicos.
Consultar legislação . -
Lei nº 10.048, de 8 de novembro de 2000 — prioridade de atendimento.
Consultar legislação .
Observação: este conteúdo possui finalidade informativa e foi elaborado com base nas informações públicas disponíveis nas fontes consultadas. Capacidades laboratoriais, disponibilidade de equipamentos, materiais, valores, requisitos técnicos, prazos e condições comerciais podem ser alterados pela instituição. A viabilidade de uma montagem Flip Chip específica deve ser confirmada diretamente com o CTI Renato Archer. O DiretoLegaliza não substitui a análise técnica do laboratório responsável nem executa o serviço laboratorial descrito nesta página.
