Teor de Argila em Agregados Miúdos: Ensaio UFV

UFV • Gov.br • Engenharia de materiais

Determinação do Teor de Argila e Material Fino em Agregados Miúdos

Guia técnico e operacional sobre o ensaio de materiais pulverulentos por lavagem, normas ABNT, documentação, custos, prazos e solicitação junto à Universidade Federal de Viçosa.

Controle tecnológico Agregados miúdos Peneira de 75 µm UFV – Rio Paranaíba
Resumo direto: O serviço disponibilizado pela Universidade Federal de Viçosa permite solicitar a determinação do material fino passante na peneira de 75 µm por lavagem. A solicitação começa pelo e-mail iep.crp@ufv.br, seguida de reunião técnica presencial ou virtual. Custos, documentação específica e prazo de conclusão devem ser confirmados com a equipe responsável.

1. Contextualização institucional e infraestrutura laboratorial

O serviço denominado “Solicitar determinação do teor de argila em agregados miúdos” integra a Carta de Serviços da Fundação Universidade Federal de Viçosa (UFV), disponibilizada no Portal Gov.br.

O atendimento está vinculado ao Instituto de Ciências Exatas e Tecnológicas (IEP), localizado no Campus de Rio Paranaíba, em Minas Gerais.

A disponibilização de serviços tecnológicos por instituições públicas de ensino superior contribui para a aproximação entre pesquisa acadêmica, atividades de extensão e demandas técnicas dos setores produtivos, especialmente construção civil, produção de concreto, fabricação de argamassas e mineração de agregados.

O ensaio pode apoiar atividades de caracterização de matérias-primas, controle tecnológico, avaliação de fornecedores e estudos de engenharia. A disponibilidade de instalações, equipamentos, profissionais e eventuais ensaios complementares deve ser confirmada diretamente com a unidade.

Dados institucionais

AtributoInformação
Órgão responsávelFundação Universidade Federal de Viçosa – UFV
UnidadeInstituto de Ciências Exatas e Tecnológicas – IEP
CampusRio Paranaíba/MG
EndereçoRodovia MG-230, Km 08, Prédio BBT, Salas 208/209, Campus Universitário, Rio Paranaíba/MG, CEP 38.810-000
E-mailiep.crp@ufv.br
Portaliep.crp.ufv.br
Telefones(34) 3855-9338 / (34) 3855-9382
Horário institucional08h às 12h e 13h às 17h, em dias de expediente
Atenção ao endereço: A página do serviço no Gov.br informa o Km 08 da MG-230, enquanto o rodapé do portal institucional apresenta o Km 07. Recomenda-se confirmar o acesso correto antes de comparecer presencialmente.

2. Escopo analítico e fundamentação metrológica

Existe uma distinção técnica importante entre a nomenclatura utilizada no cadastro do serviço e o procedimento laboratorial efetivamente descrito.

Embora o título oficial mencione a determinação do teor de argila, a descrição do Gov.br especifica a determinação do material fino passante na peneira de abertura nominal de 75 micrômetros (75 µm), por lavagem, conforme a ABNT NBR NM 46.

2.1. Diferença entre argila em torrões e materiais pulverulentos

Argila em torrões e materiais friáveis

Ensaio voltado à identificação de partículas ou aglomerados que podem se desagregar sob condições específicas de preparação e manipulação. Está associado à ABNT NBR 7218 e às referências normativas aplicáveis.

Material fino passante em 75 µm

Ensaio gravimétrico por lavagem que determina a fração removida da amostra, incluindo partículas finas de diferentes naturezas mineralógicas, como argila dispersa, silte e pó de britagem.

Os dois procedimentos não devem ser considerados equivalentes. A determinação de materiais pulverulentos não identifica isoladamente a composição mineralógica da fração removida e não substitui uma análise específica de argila em torrões.

2.2. Normas técnicas de referência

NormaAplicação
ABNT NBR NM 46Referência histórica citada pelo Gov.br para determinação de material fino passante em 75 µm por lavagem.
ABNT NBR 16973Referência nacional mais recente para determinação de material fino passante na peneira de 75 µm por lavagem.
ABNT NBR 7218Determinação do teor de argila em torrões e materiais friáveis.
ABNT NBR NM 26 e NM 27Referências históricas relacionadas à amostragem de agregados e à redução de amostras de campo.

As referências de amostragem e redução de amostras também devem ser confrontadas com as normas brasileiras vigentes aplicáveis ao material e ao contrato. A edição normativa efetivamente utilizada precisa constar do escopo contratado e do relatório de ensaio.

2.3. Importância dos materiais finos no concreto e nas argamassas

A quantidade e a natureza das partículas finas presentes nos agregados podem influenciar o comportamento de misturas cimentícias.

  • Demanda de água: determinados materiais finos apresentam elevada superfície específica, podendo aumentar o consumo de água ou de aditivos.
  • Trabalhabilidade: o teor de finos pode modificar a coesão, a fluidez e a estabilidade da mistura.
  • Aderência: materiais inadequados aderidos aos grãos podem prejudicar a interação entre agregado e pasta cimentícia.
  • Retração: alterações na demanda de água e na composição da mistura podem influenciar o risco de fissuração.
  • Durabilidade: características dos finos podem afetar a porosidade, a permeabilidade e o desempenho do material endurecido.
Observação técnica: A presença de material fino não representa, isoladamente, uma não conformidade. Finos minerais adequadamente controlados podem contribuir positivamente para o empacotamento das partículas e a coesão. A avaliação depende da natureza do material, do teor encontrado, da aplicação e dos limites normativos pertinentes.

3. Procedimento laboratorial e cálculo do teor de material fino

O método gravimétrico de lavagem consiste na determinação da diferença entre a massa seca inicial e a massa seca remanescente após a remoção das partículas finas.

3.1. Preparação da amostra

A amostra representativa é preparada conforme o procedimento normativo aplicável. A determinação envolve secagem em estufa, usualmente na faixa de (110 ± 5) °C, até a condição de massa estabelecida pela norma.

3.2. Lavagem e separação

O material é submetido à lavagem e à agitação em água, com uso dos recursos previstos no método aplicável, de modo a promover o desprendimento das partículas finas.

A suspensão é conduzida pelas peneiras especificadas, permitindo a remoção das partículas passantes na malha de 75 µm. Conforme o método adotado, podem existir condições particulares de dispersão ou emprego de agentes auxiliares.

3.3. Secagem e pesagem final

Após a lavagem, a fração retida é novamente submetida à secagem e à pesagem. A diferença de massa permite calcular o percentual de material fino removido.

3.4. Fórmula de cálculo

P = [(M₁ − M₂) / M₁] × 100

Resultado expresso em percentual de massa (%)

  • P: percentual de material fino passante na peneira de 75 µm.
  • M₁: massa seca inicial da amostra antes da lavagem.
  • M₂: massa seca remanescente após a lavagem e a secagem final.

O resultado deve ser interpretado de acordo com a norma de especificação aplicável ao agregado e à sua utilização. A fórmula apresentada é uma representação simplificada do princípio gravimétrico, não substituindo as instruções completas da norma.

3.5. Representatividade e controle da amostragem

Uma determinação laboratorial somente será representativa do lote quando a coleta, a identificação, o transporte, o armazenamento e a redução da amostra forem adequados.

Por isso, o alinhamento com o laboratório é especialmente importante em situações de homologação de jazidas, disputas contratuais, perícias e controle de recebimento de materiais.

Erros de coleta ou quarteamento podem produzir resultados que não representam adequadamente o lote original, comprometendo a interpretação técnica e a utilidade do relatório.

4. Quem pode solicitar o serviço e quais documentos apresentar?

Segundo a Carta de Serviços do Gov.br, o atendimento é destinado a empresas e ao público em geral, conforme a situação.

4.1. Principais interessados

Construtoras

Controle de recebimento de areia, verificação de fornecedores e caracterização de agregados empregados em obras.

Usinas de concreto

Monitoramento das características dos agregados utilizados na dosagem e produção de concreto.

Fabricantes de artefatos

Avaliação de matérias-primas para blocos, peças pré-moldadas, argamassas e outros produtos cimentícios.

Mineradoras e fornecedores

Caracterização de areia natural, areia de britagem e materiais destinados à construção civil.

Engenheiros e peritos

Produção de elementos técnicos para estudos, investigações e análises de conformidade.

Pesquisadores e público geral

Solicitações de caracterização tecnológica, conforme a disponibilidade e o enquadramento do serviço.

4.2. Documentação e informações preliminares

A página oficial não apresenta uma relação fechada de documentos obrigatórios. As exigências específicas devem ser confirmadas com a equipe técnica responsável.

Para facilitar a análise inicial, recomenda-se reunir, quando pertinente:

  • Nome e dados de contato do solicitante;
  • CPF ou CNPJ, quando necessário ao cadastro e à cobrança;
  • Identificação da empresa, obra, jazida ou empreendimento;
  • Tipo de agregado e sua origem;
  • Quantidade de amostras e identificação dos lotes;
  • Objetivo da análise e norma de referência pretendida;
  • Informações disponíveis sobre coleta e preparação;
  • Necessidade de relatório técnico, finalidade pericial ou ensaios adicionais.

Comprovantes de transporte, documentos fiscais, memoriais técnicos e registros de amostragem podem ser relevantes em determinadas situações, mas não devem ser tratados como exigências universais da UFV sem confirmação.

5. Como solicitar o ensaio na UFV?

O fluxo publicado no Gov.br contempla duas etapas formais: iniciar contato e reunir-se com o prestador do serviço. A execução laboratorial posterior dependerá do alinhamento realizado.

Iniciar contato por e-mail

O interessado deve apresentar sua demanda ao Instituto de Ciências Exatas e Tecnológicas.

Canal: iep.crp@ufv.br

Prazo informado: atendimento imediato para a etapa inicial, conforme o cadastro do serviço. Isso não significa resposta instantânea ao e-mail nem conclusão imediata do ensaio.

Custo: o portal apresenta R$ 0,00 no campo da etapa, mas ressalva que a taxa depende da particularidade do serviço.

Realizar reunião de alinhamento técnico

O solicitante e a equipe responsável discutem as características da demanda, a viabilidade de execução, a preparação das amostras e os demais parâmetros pertinentes.

Atendimento presencial: Prédio BBT, Salas 208/209, Campus UFV – Rio Paranaíba/MG.

Atendimento remoto: sala virtual disponibilizada mediante solicitação.

Espera presencial informada: até 30 minutos.

Duração da reunião: não estimada oficialmente.

Definir as condições de execução e recebimento do relatório

Após o alinhamento, devem ser confirmados o envio ou recebimento das amostras, a norma utilizada, a quantidade de determinações, os custos, o cronograma e a forma de disponibilização do resultado.

Esta é uma fase operacional sugerida para organização da contratação e do ensaio, não uma terceira etapa formal expressamente cadastrada no Gov.br.

Quadro-resumo do atendimento

EtapaCanalPrazoCusto
Contato inicialE-mail institucionalAtendimento imediato no cadastroValor da etapa exibido como R$ 0,00, com ressalva de taxa variável
Reunião técnicaPresencial ou virtualEspera presencial de até 30 minutos; duração não estimadaConfirmar com a UFV
Execução e resultadoConforme alinhamento técnicoA definirConforme orçamento e condições acordadas

6. Regime financeiro e prazos de execução

6.1. Quanto custa o ensaio?

Não há preço final uniforme publicado na Carta de Serviços para todas as situações. O Gov.br informa que a taxa depende das particularidades do serviço.

Na elaboração de uma proposta técnica, podem ser considerados fatores como:

  • Quantidade de amostras e determinações solicitadas;
  • Tipo e condição do agregado;
  • Necessidade de preparação e redução das amostras;
  • Eventual solicitação de ensaios complementares;
  • Requisitos de documentação e apresentação de resultados;
  • Custos administrativos e operacionais efetivamente aplicáveis.

Esses fatores representam critérios possíveis de composição de orçamento, não uma tabela de preços oficialmente divulgada pela UFV.

6.2. Ensaios complementares

Dependendo da finalidade do estudo, o interessado pode precisar de outros procedimentos de caracterização, como determinação de curva de inchamento, massa específica, absorção, massa unitária e composição granulométrica.

A contratação de qualquer ensaio complementar depende de disponibilidade, escopo técnico e orçamento próprios.

6.3. Qual é o prazo para receber o resultado?

O tempo total de atendimento aparece como não estimado na plataforma Gov.br.

A duração prática pode depender das etapas de preparação, lavagem, secagem e pesagem, além da quantidade de amostras, da disponibilidade laboratorial e dos procedimentos administrativos.

A secagem até a condição de massa especificada pode exigir períodos prolongados, mas não existe fundamento para afirmar que todo ensaio necessariamente ultrapasse 24 horas por ciclo.

Antes de enviar as amostras: Solicite confirmação por escrito do escopo, da norma aplicável, da quantidade mínima de material, das condições de transporte, do custo total, do prazo previsto e da forma de emissão do relatório.

7. Governança jurídica, atendimento e controle social

A prestação do serviço público está sujeita às regras gerais de atendimento ao usuário da Administração Pública, especialmente à Lei Federal nº 13.460/2017.

Entre as diretrizes de atendimento estão:

  • Urbanidade, respeito e cortesia;
  • Acessibilidade e igualdade de tratamento;
  • Presunção de boa-fé do usuário;
  • Eficiência e segurança;
  • Ética na prestação do serviço;
  • Disponibilização de informações adequadas ao cidadão.

7.1. Acessibilidade e atendimento prioritário

O atendimento presencial deve observar condições apropriadas de acessibilidade, segurança, sinalização, limpeza e conforto, conforme a legislação aplicável.

A Lei nº 10.048/2000, com suas alterações, disciplina o atendimento prioritário aos grupos legalmente protegidos, incluindo pessoas com deficiência, pessoas idosas com 60 anos ou mais, gestantes, lactantes, pessoas com crianças de colo, pessoas com mobilidade reduzida e outros beneficiários previstos na legislação vigente.

7.2. Ouvidoria e manifestações dos usuários

O usuário pode apresentar manifestações sobre o serviço, inclusive:

Reclamação

Insatisfação com o atendimento ou com aspectos da prestação do serviço.

Denúncia

Comunicação de possíveis irregularidades administrativas.

Sugestão

Propostas para aperfeiçoamento do atendimento e dos procedimentos.

Elogio

Reconhecimento de atendimento ou atuação institucional satisfatória.

As manifestações podem ser encaminhadas pelos canais de ouvidoria competentes, observando as orientações institucionais e a disponibilidade da plataforma federal Fala.BR.

Para dúvidas sobre a execução técnica do ensaio, o canal inicial indicado continua sendo o e-mail do IEP.

8. Considerações finais

O serviço de determinação do teor de material fino em agregados miúdos disponibilizado pela Universidade Federal de Viçosa constitui uma alternativa institucional para solicitações de caracterização tecnológica relacionadas à construção civil e à cadeia de produção de agregados.

A principal distinção técnica é que o serviço, embora cadastrado como determinação do teor de argila, descreve a quantificação de material fino passante na peneira de 75 µm por lavagem, e não a determinação isolada de argila em torrões.

A Carta de Serviços faz referência à ABNT NBR NM 46, enquanto a ABNT NBR 16973 deve ser considerada na verificação da normalização nacional mais recente. É importante confirmar com o laboratório a edição efetivamente utilizada.

Para reduzir riscos de resultados não representativos, recomenda-se formalizar o contato prévio com o IEP, definir corretamente o plano de amostragem e confirmar documentação, custos, prazos e finalidade do relatório antes de encaminhar o material.

Canal oficial para solicitação: iep.crp@ufv.br. Consulte também a página oficial do serviço no Gov.br.

9. Fontes oficiais e referências técnicas

  1. Gov.br – Carta de Serviços: Solicitar determinação do teor de argila em agregados miúdos. Fonte principal dos procedimentos e das condições de atendimento.
  2. Universidade Federal de Viçosa – IEP: Portal do Instituto de Ciências Exatas e Tecnológicas. Dados de localização e contato.
  3. ABNT: Catálogo oficial de normas técnicas. Consultar ABNT NBR 16973, ABNT NBR NM 46, ABNT NBR 7218 e as normas vigentes de amostragem e redução de agregados.
  4. Lei nº 13.460/2017: Direitos dos usuários dos serviços públicos.
  5. Lei nº 10.048/2000: Atendimento prioritário, com alterações posteriores.
  6. Controladoria-Geral da União: Fala.BR – Plataforma Integrada de Ouvidoria e Acesso à Informação.

Referências consultadas em outubro de 2026. A confirmação da edição vigente de cada norma técnica e de sua aplicação ao ensaio deve ser realizada no catálogo da ABNT e junto ao laboratório.

Aviso: Este artigo tem finalidade informativa e não constitui laudo de engenharia, parecer metrológico ou substituição das normas técnicas oficiais. O Direto Legaliza não representa a Universidade Federal de Viçosa nem realiza os ensaios laboratoriais descritos.