Aquisição de Organismos Aquáticos do DNOCS

DNOCS • Piscicultura • Gov.br

Estrutura administrativa, modernização digital, reserva de alevinos, pagamento via PagTesouro e impacto no fomento piscícola regional.

Contexto histórico e rede de piscicultura

A piscicultura continental no semiárido brasileiro está ligada à trajetória do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS). A atuação institucional evoluiu da coleta e estocagem de alevinos em rios para a produção planejada em estações de piscicultura, com técnicas de reprodução induzida, peixamento e apoio à aquicultura regional.

Segundo informações institucionais do DNOCS, a rede atual conta com 12 estações de piscicultura e um centro de pesquisas em aquicultura, com capacidade de produzir milhões de alevinos ao ano.

Validação importante: a lista abaixo preserva o conteúdo histórico apresentado, mas o DNOCS também registra outras unidades na rede atual, como Sobral/CE, Ibimirim/PE e Castanhão/CE.
Unidade / Estação Homenagem Localização Histórico
Posto da GentilândiaFortaleza/CEInaugurado em 1935, com tanques destinados à produção pioneira de larvas e alevinos.
Posto de São João do TauapeFortaleza/CEImplantado no segundo semestre de 1939 em terreno cedido pela municipalidade.
Estação de Lima CamposPedro de AzevedoIcó/CEProjetada em 1938 e em operação desde 1942.
Estação de AmanariWaldemar Carneiro de FrançaMaranguape/CEIniciou operações em 1956.
Estação de CaicóEstevão de OliveiraCaicó/RNInaugurada em 1966 para suporte à região do Seridó.
Estação Oceano Atlântico LinharesItiúba/BAEstabelecida em 1968 à jusante da barragem Jacurici.
Estação de PiripiriAdhemar BragaPiripiri/PIInaugurada em 1977 na área do reservatório Caldeirão.
Estação de MarizópolisJoaquim Firmino FilhoMarizópolis/PBAtivada em 2008 para descentralizar a oferta no sertão paraibano.
Estação de JaramataiaJosé Ailton Nogueira MotaJaramataia/ALEntregue em 2010 como núcleo de fomento aquícola.
Estação de Gracho CardosoGracho Cardoso/SEInaugurada em 2010 para impulsionar a piscicultura continental.
Estação de Pau dos FerrosPau dos Ferros/RNEntregue sob diretrizes modernas de engenharia e sustentabilidade hídrica.

Escopo do serviço

O serviço digital permite a aquisição de pós-larvas, alevinos, peixes adultos reprodutores e peixes de descarte das unidades de produção do DNOCS. Esses organismos podem ser destinados a açudes, lagoas naturais, viveiros escavados, tanques-rede e gaiolas flutuantes.

Quem pode solicitar:
Pessoas físicas ou jurídicas.
Canal:
Portal Gov.br, com identificação do solicitante.
Pagamento:
Via PagTesouro no momento da retirada.
Transporte:
Responsabilidade do adquirente.

Modernização digital no Gov.br

A digitalização do serviço integra a transformação dos serviços públicos federais, permitindo que a reserva seja iniciada eletronicamente, com acompanhamento e posterior retirada presencial nas unidades de produção.

O acesso ao Gov.br pode ocorrer por conta Bronze, Prata ou Ouro, conforme o grau de validação da identidade do usuário, incluindo cadastro básico, validação por bancos credenciados, biometria facial, certificado digital ou login por QR Code no aplicativo Gov.br.

Processo operacional em três etapas

Reserva das espécies

O interessado preenche formulário digital com identificação, dados de contato, espécies desejadas e quantidade. O tempo médio informado para esta etapa é de aproximadamente 15 minutos.

Processamento e agendamento

Após avaliação da disponibilidade, o solicitante recebe o agendamento com data e local para retirada. O prazo médio informado é de 1 dia útil.

Retirada presencial e pagamento

O adquirente comparece à unidade indicada com documentos de identificação. A liberação depende do pagamento via PagTesouro. Transporte, embalagens, oxigênio e logística externa ficam sob responsabilidade do comprador.

Tabela de preços e análise regulatória

A cobrança possui natureza de receita pública vinculada ao fomento aquícola, e não de comércio privado comum. Os valores são definidos por tabela administrativa e podem ser atualizados periodicamente.

Grupo Espécies incluídas Pós-larvas 2,5 a 5 cm 5 a 8 cm 8 a 10 cm
ICurimatã comum, curimatã pacu, piau, tambaqui, pirapitinga, carpas e híbridos de Colossoma.R$ 20,00 / milR$ 52,00 / milR$ 105,00 / milR$ 130,00 / mil
IITilápia do Nilo, tilápia do Congo, híbridos, apaiari, tucunaré, pescada do Piauí e sardinha.R$ 20,00 / milR$ 52,00 / milR$ 105,00 / milR$ 130,00 / mil
IIITilápia tailandesa para formação de plantéis de reprodução.R$ 20,00 / milR$ 130,00 / mil
IVTilápia tailandesa revertida, monossexo macho para engorda.R$ 105,00 / milR$ 195,00 / mil
VPirarucu.R$ 7.000,00 / milR$ 8.000,00 / mil

O desenho tarifário mantém valores acessíveis para espécies tradicionais e de rápido crescimento, como curimatã, tambaqui e tilápia do Nilo, ao mesmo tempo em que estabelece preços superiores para espécies de maior complexidade produtiva, como tilápia tailandesa revertida e pirarucu.

Peixamento e fomento regional

Além da aquisição privada regulamentada, o DNOCS executa ações de peixamento em açudes públicos, voltadas ao repovoamento de corpos d’água e ao fortalecimento de comunidades pesqueiras.

  • Pau dos Ferros/RN: distribuição de 675 mil alevinos de Tilápia do Nilo em açudes do Ceará e Rio Grande do Norte.
  • Lima Campos/CE: ações de peixamento em reservatórios estratégicos, como Orós e Trussu.
  • Piripiri/PI: distribuição de alevinos de tambaqui e tilápia em municípios piauienses e projetos sociais.

A rede também atua como espaço de difusão tecnológica, apoio a programas estaduais e intercâmbio de matrizes e reprodutores para melhoria genética e diversificação da aquicultura regional.

Canais institucionais do DNOCS

Para informações sobre disponibilidade de lotes, cursos, apoio a peixamento comunitário e orientações técnicas:

  • Divisão de Pesca e Aquicultura: (85) 3391-5207
  • E-mail: dpa@dnocs.gov.br
  • Comunicação Social: (85) 3391-5121 / comunicacao@dnocs.gov.br

Fontes consultadas

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