Curso FormaSAN de Planos de Segurança Alimentar e Nutricional

MDS • SISAN • Capacitação pública

Curso FormaSAN de Planos de Segurança Alimentar e Nutricional

Arquitetura pedagógica, fundamentação normativa, inscrição no Portal Capacita MDS e contribuição da formação para a governança do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional.

Resumo direto: o FormaSAN de Planos de Segurança Alimentar e Nutricional é um curso público, gratuito e oferecido na modalidade de educação a distância pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome. A formação possui carga horária informada de 20 horas e capacita gestores, conselheiros, lideranças sociais e demais interessados nas etapas de elaboração, publicação, monitoramento, avaliação e revisão dos Planos de Segurança Alimentar e Nutricional. A inscrição é realizada no Portal Capacita MDS e a emissão do certificado exige, entre outros requisitos da turma, nota mínima de 70 pontos.

Modalidade Educação a distância e autoinstrucional
Carga horária 20 horas
Custo Gratuito para o cidadão
Certificação Nota mínima de 70 pontos

Contextualização e enquadramento institucional

A consolidação de políticas públicas destinadas à garantia do Direito Humano à Alimentação Adequada — DHAA depende da capacidade técnica e operacional dos governos federal, estaduais, distrital e municipais, bem como da participação qualificada da sociedade civil organizada.

Nesse contexto, o curso FormaSAN de Planos de Segurança Alimentar e Nutricional funciona como instrumento de formação continuada para apoiar a elaboração, a implementação, o monitoramento, a avaliação e a revisão dos planos de Segurança Alimentar e Nutricional — SAN.

A oferta educacional integra as ações do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome — MDS, no campo da Segurança Alimentar e Nutricional, e foi desenvolvida em parceria com a Teia de Articulação pelo Fortalecimento da Segurança Alimentar e Nutricional da Universidade Federal de Santa Catarina — TearSAN/UFSC.

Essa articulação combina a orientação institucional do Governo Federal com a experiência acadêmica, extensionista e territorial da universidade, permitindo que o conteúdo dialogue com a legislação do SISAN e com os desafios enfrentados por gestores públicos, conselheiros e organizações sociais.

Importante: o curso não elabora automaticamente o plano de um município ou estado. A formação oferece conhecimentos, referências e instrumentos metodológicos. A elaboração oficial do Plansan continua sendo responsabilidade das instâncias governamentais e participativas competentes de cada ente federativo.

O Plano de Segurança Alimentar e Nutricional

O Plano de Segurança Alimentar e Nutricional é um dos principais instrumentos de planejamento e gestão da Política de Segurança Alimentar e Nutricional. Ele deve organizar diretrizes, desafios, ações, metas, responsáveis, indicadores, recursos, formas de monitoramento e mecanismos de avaliação.

Sua elaboração deve observar a realidade territorial e articular setores que mantêm relação direta com a alimentação adequada, como assistência social, saúde, educação, agricultura, abastecimento, meio ambiente, planejamento, orçamento e desenvolvimento econômico.

O plano também deve considerar as deliberações das Conferências de SAN, as manifestações do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional, os instrumentos de planejamento orçamentário e as prioridades estabelecidas pelo governo local.

Informações institucionais e operacionais do serviço educacional
Parâmetro Informação validada
Órgão responsável Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome — MDS.
Parceiro pedagógico Teia de Articulação pelo Fortalecimento da Segurança Alimentar e Nutricional — TearSAN, da Universidade Federal de Santa Catarina.
Plataforma oficial Portal Capacita MDS, utilizado para inscrição, acesso às aulas, avaliação e emissão do certificado.
Modalidade Educação a distância, gratuita e autoinstrucional, conforme a organização da turma disponibilizada no Portal.
Identificação de acesso CPF e senha da conta Gov.br.
Carga horária 20 horas, conforme divulgação institucional da TearSAN/UFSC.
Público Gestores, lideranças da sociedade civil, conselheiros e demais atores envolvidos ou interessados no SISAN.
Aprovação Nota mínima de 70 pontos na avaliação de aprendizagem, além das demais atividades obrigatórias indicadas no ambiente do curso.
Custo Serviço gratuito para o cidadão.

Arquitetura pedagógica e Trilha FormaSAN

O curso de Planos de Segurança Alimentar e Nutricional não constitui uma iniciativa isolada. Ele integra a FormaSAN: Trilha de Formação dos Atores Envolvidos no SISAN, concebida para abordar temas complementares relacionados à estrutura, à governança e à execução da Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional — PNSAN.

Os cursos que compõem a trilha são independentes. Isso permite que o participante escolha inicialmente os conteúdos mais relacionados à sua atuação. A conclusão de cada curso gera certificado próprio e, conforme as regras divulgadas pelo MDS, a conclusão integral da trilha possibilita certificado adicional de formação completa.

  1. O SISAN e a PNSAN: aspectos introdutórios Apresenta a trajetória das políticas de combate à fome, os conceitos de SAN e DHAA, os fundamentos da PNSAN e o papel dos programas públicos relacionados ao acesso à alimentação adequada.
  2. Governança e instâncias do SISAN Aborda o funcionamento das Conferências de SAN, dos Conselhos de Segurança Alimentar e Nutricional, das Câmaras Intersetoriais e dos órgãos e instituições que participam do Sistema.
  3. Planos de Segurança Alimentar e Nutricional Capacita os participantes nas etapas de elaboração do plano, desde a organização do grupo responsável e do diagnóstico até a publicação, execução, avaliação e revisão.
  4. Adesão dos municípios ao SISAN Apresenta os requisitos institucionais e documentais da adesão municipal, a atuação das instâncias estaduais e nacionais e o uso dos canais digitais aplicáveis ao procedimento.
  5. Monitoramento e avaliação no SISAN Desenvolve conhecimentos sobre indicadores, acompanhamento de ações, controle social, avaliação de resultados e utilização das informações na gestão das políticas públicas.

Organização temática do curso de Plansan

A estrutura pedagógica conduz o participante pelo ciclo de construção do plano. Conforme os materiais institucionais e pedagógicos consultados, os conteúdos podem ser organizados nas seguintes unidades:

1. O plano como instrumento de gestão

Introdução à função do Plansan na organização, integração e continuidade das políticas de Segurança Alimentar e Nutricional.

2. Grupo responsável, diagnóstico e ações

Orientação sobre a composição do grupo intersetorial, levantamento da realidade territorial, identificação de problemas e mapeamento das políticas existentes.

3. Conferência e desafios prioritários

Integração das propostas aprovadas nas Conferências de SAN e identificação dos desafios que deverão orientar os compromissos do plano.

4. Metas, ações e responsáveis

Definição de objetivos, metas verificáveis, órgãos responsáveis, parceiros, prazos e articulação com o planejamento orçamentário.

5. Indicadores e mecanismos de integração

Seleção de indicadores e definição dos mecanismos de monitoramento, avaliação, participação social e integração entre setores.

6. Publicação, execução e revisão

Formalização e publicidade do plano, acompanhamento das entregas, análise dos resultados, atualização das metas e revisão periódica.

Atualização importante: a organização exata das aulas, atividades, prazos e materiais pode ser modificada pelo MDS. Por isso, o participante deve conferir a ementa e o cronograma da turma vigente diretamente no Portal Capacita MDS.

Ciclo de elaboração do Plano de SAN

Embora cada ente federativo possua estrutura administrativa própria, a elaboração de um Plano de Segurança Alimentar e Nutricional normalmente envolve um conjunto articulado de fases técnicas, políticas e participativas.

  1. Organizar a coordenação intersetorial Constituir ou mobilizar o grupo responsável pela elaboração, com participação dos órgãos governamentais relacionados à SAN e articulação com a CAISAN local.
  2. Realizar o diagnóstico territorial Reunir dados sobre insegurança alimentar, renda, produção, abastecimento, saúde, nutrição, educação, acesso à água, equipamentos públicos e grupos em situação de vulnerabilidade.
  3. Considerar as deliberações da participação social Incorporar propostas das Conferências de SAN e manter diálogo com o CONSEA, assegurando que a sociedade civil participe da formulação e do acompanhamento do plano.
  4. Definir diretrizes, objetivos, ações e metas Converter os problemas identificados em compromissos públicos mensuráveis, com prazos, responsáveis, público atendido e resultados esperados.
  5. Integrar planejamento e orçamento Relacionar as ações do Plansan com o Plano Plurianual, a Lei de Diretrizes Orçamentárias, a Lei Orçamentária Anual e os planos setoriais.
  6. Estabelecer indicadores Definir como serão acompanhadas a execução das ações, a utilização dos recursos e as mudanças observadas na situação de Segurança Alimentar e Nutricional.
  7. Aprovar e publicar oficialmente Submeter o documento às instâncias competentes e promover sua publicidade em veículo oficial, observando a regulamentação local e os requisitos de permanência no SISAN.
  8. Executar, monitorar, avaliar e revisar Acompanhar metas, produzir relatórios, realizar reuniões das instâncias, corrigir problemas e atualizar o plano sempre que necessário.

O conteúdo do FormaSAN traduz em linguagem pedagógica conceitos e obrigações presentes no ordenamento jurídico que estrutura a Segurança Alimentar e Nutricional no Brasil.

Constituição Federal e Emenda Constitucional nº 64/2010

A Emenda Constitucional nº 64 incluiu a alimentação entre os direitos sociais previstos no artigo 6º da Constituição Federal, reforçando o dever estatal de promover condições para o acesso regular e permanente à alimentação adequada.

Lei nº 11.346/2006 — LOSAN

A Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional cria o SISAN com o objetivo de assegurar o Direito Humano à Alimentação Adequada. A norma estabelece bases para a atuação integrada entre governo e sociedade civil na formulação e execução das políticas de SAN.

Decreto nº 7.272/2010

Regulamenta a LOSAN, institui a Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, estabelece parâmetros para o Plano Nacional e disciplina requisitos mínimos para a adesão de estados, Distrito Federal e municípios ao SISAN.

Resolução CAISAN nº 9/2011

Regulamenta os procedimentos e o conteúdo dos termos necessários à adesão dos estados, do Distrito Federal e dos municípios ao SISAN. A norma deve ser lida em conjunto com suas alterações posteriores.

Resolução CAISAN nº 7/2024

Altera a Resolução nº 9/2011 e atualiza os procedimentos de adesão e permanência dos municípios no SISAN. Entre outros pontos, disciplina a documentação obrigatória, a tramitação na Plataforma AdeSAN, a comprovação do funcionamento das instâncias e a publicação do Plano Municipal de SAN.

Lei nº 13.460/2017

Dispõe sobre a participação, a proteção e a defesa dos direitos dos usuários dos serviços públicos. O atendimento deve observar urbanidade, respeito, acessibilidade, cortesia, boa-fé, igualdade, eficiência, segurança e ética.

Precisão normativa: a Resolução CAISAN nº 7/2024 não substituiu integralmente a Resolução nº 9/2011. Ela alterou dispositivos da norma anterior, especialmente os relacionados à adesão e à permanência municipal no SISAN.

Adesão municipal e permanência no SISAN

A adesão de estados, Distrito Federal e municípios ao SISAN é voluntária. Entretanto, uma vez formalizada, ela produz compromissos institucionais que precisam ser cumpridos para que o ente permaneça em situação regular perante o Sistema.

Requisitos mínimos para a adesão municipal

  • Instituir o Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional, respeitando a composição de dois terços de representantes da sociedade civil e um terço de representantes governamentais.
  • Instituir a Câmara ou instância governamental de gestão intersetorial de Segurança Alimentar e Nutricional.
  • Assumir formalmente o compromisso de elaborar o Plano Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional no prazo de 12 meses após a adesão.
  • Apresentar o Termo de Compromisso de elaboração do plano e o Termo de Adesão assinados pelo representante legal do município.

O ato normativo de instituição do CONSEA e da CAISAN deve ser apresentado preferencialmente na forma de lei municipal. A Resolução CAISAN nº 7/2024, contudo, admite que o decreto municipal seja apresentado provisoriamente ou de maneira complementar.

Documentação inicial

Documentos indicados pela Resolução CAISAN nº 7/2024
Documento Finalidade
Ato normativo do CONSEA municipal Comprovar a instituição do conselho e a observância da composição entre sociedade civil e governo.
Ato normativo da CAISAN ou instância equivalente Comprovar a existência da estrutura governamental de gestão intersetorial de SAN.
Termo de Compromisso do Plano Municipal Formalizar o compromisso de elaborar e publicar o plano no prazo regulamentar.
Termo de Adesão ao SISAN Registrar a manifestação formal do município em aderir ao Sistema e cumprir suas normas.

A documentação deve ser encaminhada à CAISAN do respectivo estado e/ou anexada na Plataforma AdeSAN. Após a análise das instâncias estaduais e nacionais, a adesão é formalizada com sua publicação no Diário Oficial da União.

Contagem do prazo: o prazo de 12 meses para elaboração do Plano Municipal deve ser contado da formalização da adesão ao SISAN, cuja consumação ocorre com a publicação no Diário Oficial da União.

Requisitos de permanência

Para permanecer no SISAN, o município deve manter os instrumentos de governança em funcionamento e comprovar o cumprimento das obrigações estabelecidas pela Resolução CAISAN nº 7/2024.

  • Plano Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional publicado e vigente.
  • CAISAN municipal ou instância equivalente em funcionamento.
  • CONSEA municipal em funcionamento.
  • Correção das inconsistências sanáveis apontadas pelas instâncias competentes.
  • Ata da última reunião da CAISAN municipal.
  • Ata da última reunião do CONSEA municipal.

A documentação de permanência deve ser encaminhada à CAISAN estadual e/ou inserida na Plataforma AdeSAN no prazo regulamentar. A comprovação da publicação do plano pode ter o prazo prorrogado por igual período, uma única vez, mediante justificativa formal do município.

Risco de suspensão: o município que não comprovar os requisitos de permanência poderá ter sua adesão suspensa. Durante a suspensão, poderá ser considerado não aderido para políticas públicas que utilizem a adesão ao SISAN como requisito ou critério de pontuação.

Inscrição, realização do curso e certificado

A realização do curso ocorre digitalmente pelo Portal Capacita MDS. O ambiente concentra a inscrição, as aulas, os materiais, a avaliação de aprendizagem e a emissão do certificado.

  1. Acessar o Portal Capacita MDS Entre no endereço oficial da plataforma e localize o curso FormaSAN de Planos de Segurança Alimentar e Nutricional.
  2. Entrar com a identificação solicitada Utilize o CPF e a senha vinculados à conta Gov.br, além de completar o cadastro do Portal quando solicitado.
  3. Solicitar a inscrição Verifique se existe turma disponível e observe as datas de início, encerramento, limite de vagas e prazo de conclusão divulgados no Portal.
  4. Acessar os conteúdos Realize as aulas, consulte os materiais complementares e cumpra as atividades obrigatórias apresentadas no ambiente virtual.
  5. Realizar a avaliação Conclua a avaliação de aprendizagem e obtenha a pontuação mínima exigida.
  6. Emitir o certificado Após o cumprimento dos requisitos da turma e a obtenção de pelo menos 70 pontos, acesse a opção de emissão ou consulta do certificado.
Etapas oficiais do serviço
Etapa Canal Condição principal
1. Solicitar inscrição Portal Capacita MDS CPF e senha Gov.br.
2. Acessar o conteúdo Ambiente virtual do Portal Inscrição ativa e acesso com login e senha.
3. Realizar a avaliação Portal Capacita MDS Cumprimento das atividades disponibilizadas na turma.
4. Emitir o certificado Portal Capacita MDS Nota mínima de 70 pontos e demais requisitos do ambiente.

Sobre datas e turmas: o Portal pode organizar ofertas por períodos específicos. Não existe garantia de que todas as turmas seguirão permanentemente um calendário trimestral ou o mesmo prazo de inscrição. Consulte sempre as datas apresentadas na turma vigente.

A página oficial do serviço não estabelece prazo geral único para a conclusão de todas as ofertas. O participante deve observar o cronograma exibido no momento da inscrição. Quando uma turma possuir data de encerramento, as atividades precisam ser concluídas até o prazo indicado no ambiente virtual.

Suporte ao usuário

Para dúvidas, dificuldades de acesso ou inconsistências cadastrais, o Portal Capacita MDS informa o endereço: suporte.ead@mds.gov.br.

A mensagem deve apresentar, antes da descrição do problema:

  • Nome completo do participante.
  • CPF.
  • Data de nascimento.
  • Nome exato do curso.
  • Descrição objetiva do problema ou da dúvida.

O usuário também pode consultar a seção de perguntas frequentes do Portal antes de enviar a solicitação ao suporte.

Portal Capacita MDS, ReDUS e Plataforma AdeSAN

Embora essas plataformas estejam relacionadas às ações de capacitação e fortalecimento do SISAN, cada uma possui finalidade própria.

Portal Capacita MDS

É o canal educacional oficial utilizado para inscrição, acesso ao conteúdo, realização das avaliações e emissão dos certificados dos cursos oferecidos pelo MDS.

Plataforma ReDUS

Funciona como ambiente complementar de articulação, divulgação, consulta de conteúdos, vídeos, notícias, iniciativas e materiais relacionados ao SISAN e a outras agendas de desenvolvimento urbano sustentável.

Plataforma AdeSAN

É uma ferramenta digital utilizada no apoio aos procedimentos de adesão e permanência no SISAN, incluindo inserção de documentos e acompanhamento de etapas institucionais.

Instâncias estaduais

As CAISANs e os CONSEAs estaduais participam da análise da documentação municipal, emitem pareceres e encaminham os processos às instâncias nacionais, conforme a regulamentação.

Não confunda: a consulta de videoaulas ou materiais na ReDUS não substitui a inscrição e a conclusão das atividades no Portal Capacita MDS quando o objetivo for obter o certificado oficial do curso.

Contribuições para a governança subnacional

A oferta estruturada de formação pode contribuir para reduzir assimetrias técnicas entre os territórios e apoiar a institucionalização das políticas de Segurança Alimentar e Nutricional. Os resultados concretos, entretanto, dependem da capacidade administrativa, do compromisso político, dos recursos disponíveis e da atuação efetiva das instâncias locais.

Planejamento intersetorial

O curso oferece uma referência comum para profissionais de diferentes secretarias, facilitando a construção de objetivos, metas e indicadores compartilhados.

Participação e controle social

A inclusão de conselheiros e lideranças sociais pode qualificar o debate público, a análise das prioridades e o acompanhamento da execução das políticas de SAN.

Continuidade institucional

Um plano publicado, monitorado e integrado aos instrumentos orçamentários pode reduzir a dependência de ações isoladas e favorecer maior continuidade entre diferentes gestões.

Integração de políticas públicas

Um Plansan bem estruturado pode organizar ações relacionadas ao Programa de Aquisição de Alimentos — PAA, ao Programa Nacional de Alimentação Escolar — PNAE, à assistência social, à saúde, à agricultura familiar, ao acesso à água e aos equipamentos públicos de SAN.

Também pode contribuir para a articulação territorial de Cozinhas Comunitárias, Restaurantes Populares, Bancos de Alimentos, programas de agricultura urbana e periurbana, ações de educação alimentar e nutricional e iniciativas relacionadas ao Plano Brasil Sem Fome.

Possíveis ganhos administrativos

  • Melhor identificação dos problemas de insegurança alimentar do território.
  • Organização das ações executadas por diferentes secretarias.
  • Definição clara de responsáveis e prazos.
  • Integração entre políticas, programas e orçamento público.
  • Criação de indicadores para monitoramento e avaliação.
  • Maior transparência para conselhos e sociedade civil.
  • Melhor documentação dos compromissos assumidos pelo município.

A participação no curso, isoladamente, não garante a adesão ao SISAN, a aprovação de documentos, a obtenção de recursos ou a implementação automática de políticas. Esses resultados dependem do cumprimento dos requisitos legais e da atuação das autoridades e instâncias responsáveis.

Perguntas frequentes

O curso FormaSAN de Planos é gratuito?

Sim. A página oficial classifica o serviço como gratuito para o cidadão.

Quem pode participar?

O público inclui gestores, lideranças da sociedade civil e demais atores envolvidos com o SISAN. A turma é apresentada como livre para pessoas interessadas que possuam cadastro no Portal.

É necessário ser servidor público?

Não necessariamente. A formação também se destina a conselheiros, lideranças sociais e outras pessoas interessadas na estrutura e nas políticas do SISAN.

Onde é feita a inscrição?

A inscrição é solicitada no Portal Capacita MDS, utilizando CPF e senha Gov.br.

Qual é a carga horária?

A divulgação institucional da TearSAN/UFSC informa carga horária de 20 horas para o curso de Planos de Segurança Alimentar e Nutricional.

Qual é a nota mínima para emissão do certificado?

O serviço oficial exige nota mínima de 70 pontos na avaliação de aprendizagem, além do cumprimento das demais atividades obrigatórias previstas na turma.

O curso elabora o Plansan do município?

Não. O curso capacita os participantes e apresenta metodologia, conceitos e referências. A elaboração, aprovação, publicação e execução do plano cabem às instâncias competentes do ente federativo.

O certificado garante adesão ao SISAN?

Não. A adesão exige a instituição do CONSEA, da CAISAN ou instância equivalente, a apresentação dos termos e documentos obrigatórios e a tramitação prevista na regulamentação.

Qual é o prazo para o município publicar seu plano?

O município assume o compromisso de elaborar o Plano Municipal no prazo de 12 meses a partir da formalização da adesão ao SISAN. A formalização é consumada com a publicação da adesão no Diário Oficial da União.

O que acontece quando o município não comprova a permanência?

Após o procedimento de análise, a adesão pode ser suspensa. Durante a suspensão, o município poderá ser considerado não aderido para políticas que utilizem a adesão como requisito ou pontuação.

Como solicitar suporte técnico?

O participante pode escrever para suporte.ead@mds.gov.br, informando nome completo, CPF, data de nascimento, nome exato do curso e descrição do problema.

Conclusão

O curso FormaSAN de Planos de Segurança Alimentar e Nutricional constitui uma iniciativa estratégica de educação permanente para o fortalecimento da gestão pública e da participação social no SISAN.

Fruto da cooperação entre o MDS e a TearSAN/UFSC, a formação transforma conceitos jurídicos e institucionais em orientações aplicáveis à organização do grupo responsável, à elaboração do diagnóstico, à definição das metas, à integração orçamentária, à publicação e ao monitoramento do Plansan.

A relevância do curso também se relaciona às exigências trazidas pela Resolução CAISAN nº 7/2024. Municípios aderidos precisam demonstrar a publicação do plano, o funcionamento da CAISAN e do CONSEA e a realização de reuniões das instâncias para conservar sua situação regular no Sistema.

Ao ampliar o acesso gratuito a conhecimentos técnicos, a FormaSAN pode apoiar governos e sociedade civil na construção de políticas mais integradas, transparentes e orientadas à efetivação progressiva do Direito Humano à Alimentação Adequada.

Fontes oficiais e institucionais consultadas

  1. Gov.br — Realizar o curso FormaSAN de Planos de Segurança Alimentar e Nutricional .
  2. Portal Capacita MDS — Cursos, trilhas e recursos educacionais .
  3. Portal Capacita MDS — Trilha FormaSAN .
  4. TearSAN/UFSC — Informações sobre o curso e a Trilha FormaSAN .
  5. TearSAN — Teia de Articulação pelo Fortalecimento da Segurança Alimentar e Nutricional .
  6. Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social — Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional .
  7. MDS — Carta de Serviços do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional .
  8. Lei nº 11.346, de 15 de setembro de 2006 — Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional .
  9. Decreto nº 7.272, de 25 de agosto de 2010 — Regulamentação da LOSAN e instituição da PNSAN .
  10. Resolução CAISAN nº 7, de 26 de julho de 2024 — Diário Oficial da União .
  11. Plataforma ReDUS — Comunidade do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional .
  12. MDS — Canais oficiais de atendimento .

Aviso: conteúdo informativo elaborado a partir de fontes consultadas em julho de 2026. As datas de inscrição, organização das turmas, estrutura das aulas, disponibilidade dos cursos, funcionamento das plataformas e procedimentos administrativos podem ser alterados pelos órgãos responsáveis. Consulte sempre o Portal Capacita MDS, a Plataforma AdeSAN, a CAISAN estadual e os atos normativos vigentes. Este material não substitui análise jurídica, administrativa ou técnica individualizada.

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