Portal de Coleções Biológicas do INPA: Guia Completo

INPA • Biodiversidade • Coleções Científicas • Dados Abertos

Portal de Coleções Biológicas do INPA: infraestrutura digital, governança de dados e patrimônio científico amazônico

Guia técnico sobre o serviço público de acesso às bases de dados das Coleções Biológicas do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia — INPA, sua estrutura curatorial, informatização, interoperabilidade, acervos científicos e formas de consulta digital e presencial.

Resumo direto: qualquer cidadão pode consultar gratuitamente as bases digitais das Coleções Biológicas do INPA. O serviço está disponível no Portal Gov.br, possui atendimento imediato e integra um ecossistema científico formado por nove coleções organizadas nas áreas Botânica, Microbiológica e Zoológica. Os registros digitalizados são utilizados em pesquisa taxonômica, estudos de biodiversidade, conservação, bioeconomia e monitoramento ambiental.
PCCB / INPA Gov.br Biodiversidade Amazônica GBIF SiBBr Darwin Core Coleções Científicas
9 coleções científicas integradas pelo PCCB
3 áreas Botânica, Microbiologia e Zoologia
Gratuito acesso digital ao serviço no Gov.br
Imediato tempo informado para consulta digital

1. O papel estratégico das Coleções Biológicas do INPA

O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia — INPA, unidade de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação — MCTI, desempenha papel estratégico na salvaguarda, documentação e estudo da biodiversidade amazônica.

Por meio do Programa de Coleções Científicas Biológicas — PCCB, a instituição integra e coordena as atividades relacionadas a nove coleções científicas, organizadas em três grandes áreas temáticas: Botânica, Microbiologia e Zoologia.

Esses acervos funcionam como repositórios ex-situ de material biológico e como infraestrutura de pesquisa. Espécimes, tecidos, culturas microbiológicas, madeiras, frutos, exsicatas e documentos associados registram a ocorrência de organismos em diferentes épocas e locais, formando uma memória científica da biodiversidade da Amazônia.

Importância científica: as coleções não são apenas depósitos de material. Elas permitem confirmar identificações taxonômicas, rever descrições de espécies, verificar distribuição geográfica, realizar análises moleculares e acompanhar alterações ambientais ao longo do tempo.

2. Serviço de acesso digital pelo Portal Gov.br

O serviço público denominado “Acessar as bases de dados das Coleções Biológicas do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia — INPA” encontra-se catalogado no Portal Gov.br na área de Ciência e Tecnologia.

Segundo a ficha oficial, o serviço pode ser utilizado por qualquer cidadão, não exige titulação acadêmica para a consulta virtual, possui canal de prestação pela internet, atendimento imediato e não tem custo para o usuário.

Parâmetro Informação validada
Denominação oficial Acessar as bases de dados das Coleções Biológicas do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia — INPA
Órgão Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação / Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia
Público Qualquer cidadão
Canal Web
Tempo informado Atendimento imediato
Custo Gratuito para o cidadão
Contato indicado no serviço digital Márcio Luiz de Oliveira — mlolivei@inpa.gov.br
Referências de atendimento Lei nº 13.460/2017 e legislação aplicável ao atendimento prioritário

Atenção: a consulta ao banco digital não equivale necessariamente a uma autorização para retirar, transportar, amostrar ou utilizar fisicamente espécimes. Empréstimos, visitas técnicas, subamostragem e utilização de material biológico seguem procedimentos curatoriais próprios.

3. Direitos do usuário e atendimento público

A ficha do serviço no Gov.br referencia a Lei nº 13.460/2017, que estabelece normas básicas de participação, proteção e defesa dos direitos do usuário dos serviços públicos. Entre as diretrizes declaradas para o atendimento encontram-se urbanidade, respeito, acessibilidade, cortesia, presunção da boa-fé, igualdade, eficiência, segurança e ética.

Quando for necessário atendimento presencial, a Carta de Serviços também ressalta o direito a instalações adequadas, seguras, salubres, sinalizadas e acessíveis.

As regras de atendimento prioritário devem observar a legislação federal vigente, especialmente as normas que protegem pessoas com deficiência, idosos, gestantes, lactantes, pessoas com crianças de colo, pessoas obesas e demais grupos contemplados pela legislação aplicável.

4. Informatização das coleções e arquitetura de dados

A informatização das coleções zoológicas do INPA ganhou estrutura institucional a partir de 2012. Naquele processo, as curadorias adotaram o Specify 6.x como plataforma comum para organizar, gerenciar e disseminar registros biológicos.

A implementação documentada pelo INPA incluiu a migração da Coleção de Peixes a partir do Specify 5.2, a conversão de bases mantidas em planilhas eletrônicas por meio do WorkBench, o mapeamento de campos curatoriais e atividades de capacitação realizadas em cooperação com a equipe responsável pelo Specify.

Atualização tecnológica de 2026: o Specify Collections Consortium anunciou o fim de vida oficial do Specify 6 em 31 de julho de 2026. Assim, a referência ao Specify 6.x neste conteúdo descreve a arquitetura historicamente adotada e ainda documentada pelo INPA. A plataforma efetivamente utilizada em cada base deve ser conferida nos portais institucionais no momento da consulta.

Botânica e o sistema BRAHMS

No eixo botânico, o Herbário INPA utiliza historicamente o BRAHMS — Botanical Research And Herbarium Management System, ferramenta desenvolvida para gerenciamento de herbários e outros acervos botânicos.

Publicação de dados e interoperabilidade

Os conjuntos disponibilizados em redes de biodiversidade utilizam padrões de intercâmbio como o Darwin Core Archive — DwC-A. Registros do INPA estão publicados em estruturas conectadas ao Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira — SiBBr e ao Global Biodiversity Information Facility — GBIF.

A própria base de Ictiologia do INPA, por exemplo, possui publicação ativa no GBIF e endpoint em formato Darwin Core Archive associado à instalação IPT do Instituto.

Eixo Sistema / infraestrutura documentada Interoperabilidade Destinos de publicação
Zoologia Specify 6.x no projeto histórico de informatização Darwin Core / IPT conforme o conjunto publicado SiBBr, GBIF e bases especializadas
Botânica BRAHMS Darwin Core Archive em conjuntos publicados SiBBr, GBIF e Herbário Virtual
Microbiologia Sistemas curatoriais de culturas Dados próprios de linhagens e culturas Redes e bases temáticas
Recursos Genéticos Sistema online próprio da CRG-INPA Registros associados às amostras e espécimes-testemunho Portal CRG-INPA

5. Etiquetas com QR Code na Coleção de Invertebrados

A Coleção de Invertebrados do INPA foi uma das pioneiras no Brasil na implantação de etiquetas com código QR em alfinetes entomológicos e frascos de conservação. A iniciativa foi divulgada institucionalmente em 2015.

A proposta possibilita vincular o espécime físico ao respectivo registro eletrônico. Informações como identificação, local de coleta, coletor e data podem ser recuperadas rapidamente a partir de dispositivos móveis, sem que o pesquisador dependa exclusivamente da leitura manual de etiquetas físicas.

Além de ampliar a rastreabilidade, esse tipo de solução reduz manipulações desnecessárias do material científico e favorece a integração entre curadoria física e infraestrutura digital.

6. Estrutura das nove Coleções Biológicas

B

Botânica

Herbário INPA e coleções associadas, incluindo Carpoteca e Xiloteca, com documentação da flora amazônica.

Z

Zoologia

Invertebrados, Peixes, Anfíbios e Répteis, Aves, Mamíferos e Recursos Genéticos Zoológicos.

M

Microbiologia

Coleções de Microrganismos de Interesse Agrossilvicultural e de Interesse Médico.

7. Coleções Botânicas

Herbário INPA

O Herbário INPA foi criado em julho de 1954, juntamente com o próprio Instituto. Segundo a página institucional atualizada em fevereiro de 2026, reúne mais de 217 mil registros.

Aproximadamente 90% do acervo corresponde a representantes da flora da Amazônia brasileira e de outros países da Bacia Amazônica. A instituição o descreve como a maior coleção de plantas da Amazônia e o quinto maior herbário brasileiro.

Componente Dimensão institucionalmente informada
Registros do Herbário Mais de 217.000
Typus nomenclaturais Cerca de 1.300
Fototipos Mais de 25.000
Carpoteca Cerca de 2.500 frutos
Xiloteca 10.445 amostras de madeira
Curadoria Michael John Gilbert Hopkins

Bases internacionais podem exibir quantitativos diferentes dos números apresentados na página institucional, porque registros digitalizados, exemplares físicos, duplicatas, imagens e versões publicadas em agregadores não constituem necessariamente a mesma métrica.

8. Coleções Zoológicas

Coleção de Invertebrados

A Coleção de Invertebrados reúne representantes de nove grandes filos e possui dimensão estimada em mais de 1 milhão de insetos alfinetados, aproximadamente 1 milhão de insetos mantidos em mantas e cerca de 5 milhões de espécimes em álcool ou lâminas.

O catálogo de tipos de Hexapoda informa 4.831 registros de tipos tombados, correspondentes a 5.702 espécimes-tipo e 1.042 espécies.

Curador: Márcio Luiz de Oliveira — mlolivei@inpa.gov.br.

Coleção de Peixes

A Coleção de Peixes possui ampla representação da ictiofauna amazônica, com aproximadamente 1.600 espécies provenientes de mais de 80 drenagens.

O acervo também inclui material do Tocantins-Araguaia, rios das Guianas, outras bacias brasileiras e exemplares destinados a estudos comparativos. O INPA informa mais de 1.000 lotes-tipo catalogados.

Curadora: Lúcia Helena Rapp Py-Daniel — rapp@inpa.gov.br.

Coleção de Anfíbios e Répteis — INPA-H

A coleção mantém mais de 44 mil espécimes, predominantemente conservados em via úmida, além de materiais secos, como carapaças de quelônios e peles de jacarés.

O acervo registra 867 espécimes-tipo, incluindo material associado à descrição de pelo menos 43 espécies de anfíbios e nove espécies de répteis.

Curadora: Fernanda de Pinho Werneck — fernanda.werneck@inpa.gov.br.

Coleção de Aves

A coleção possui mais de 4 mil exemplares tombados, representando cerca de 654 espécies no acervo de peles.

Mantém também conteúdos estomacais, mais de 17 mil amostras de tecidos e registros bioacústicos de aves amazônicas.

Curador: Mario Cohn-Haft — mario@inpa.gov.br.

Coleção de Mamíferos

A página geral de coleções do INPA ainda registra aproximadamente 7 mil exemplares, mas documentação institucional produzida em 2026 informa cerca de 9,3 mil exemplares catalogados. Por ser informação mais recente, esse quantitativo deve ser considerado como referência atual, sujeito ao crescimento permanente do acervo.

Cerca de 90% do conjunto é formado por pequenos mamíferos. A coleção também possui importante representação de mamíferos aquáticos amazônicos, com centenas de crânios e esqueletos preparados, além de milhares de amostras de tecidos.

A página institucional registra acervo de tipos formado por holótipos e parátipos, principalmente das ordens Rodentia e Primates.

Curadora: Maria Nazareth Ferreira da Silva — nazareth@inpa.gov.br.

Coleção de Recursos Genéticos — CRG-INPA

A Coleção de Recursos Genéticos atua transversalmente às coleções zoológicas, armazenando material destinado a análises de DNA, RNA, filogeografia, sistemática e ecologia molecular.

O portal próprio da CRG-INPA informa atualmente cerca de 70 mil amostras de tecidos de aves, anfíbios, répteis e peixes, configurando uma das maiores coleções de recursos genéticos de vertebrados amazônicos.

O acervo é público e permite consulta e solicitação de subamostras para projetos de pesquisa, observadas as regras curatoriais aplicáveis.

Curadora: Camila Cherem Ribas — camila.ribas@inpa.gov.br.

Consultar a plataforma CRG-INPA

9. Coleções Microbiológicas

O INPA mantém duas coleções microbiológicas institucionais: a Coleção de Microrganismos de Interesse Agrossilvicultural e a Coleção de Microrganismos de Interesse Médico.

Coleção de Microrganismos de Interesse Agrossilvicultural

Documentação institucional registra milhares de culturas de fungos e bactérias, incluindo organismos relacionados à degradação de madeira, fitopatologia, ciclagem de nutrientes e aplicações biotecnológicas.

Entre os grupos representados estão isolados de gêneros como Penicillium, Trichoderma, Aspergillus, Paecilomyces, Rhizobium, Bradyrhizobium e Bacillus.

Curadora: Maria Aparecida de Jesus — ranna@inpa.gov.br.

Coleção de Microrganismos de Interesse Médico

A coleção mantém microrganismos de interesse para estudos de saúde, microbiologia, epidemiologia, diagnóstico e pesquisa biomédica na região amazônica.

Curador: Mauricio M. Ogusku — mmogusku@inpa.gov.br.

Registros históricos do INPA indicam que as duas coleções microbiológicas, em conjunto, já reuniam aproximadamente 12 mil culturas. Como coleções vivas são dinâmicas, quantitativos devem ser confirmados junto às curadorias quando forem determinantes para um projeto específico.

10. Síntese dos acervos e curadorias

Coleção Dimensão de referência Curadoria Contato
Herbário INPA >217 mil registros; ~1.300 typus; >25 mil fototipos Michael John Gilbert Hopkins Consultar página institucional atualizada
Invertebrados ~7 milhões considerando diferentes formas de preservação Márcio Luiz de Oliveira mlolivei@inpa.gov.br
Peixes ~1.600 espécies; >1.000 lotes-tipo Lúcia Helena Rapp Py-Daniel rapp@inpa.gov.br
Anfíbios e Répteis >44 mil espécimes; 867 espécimes-tipo Fernanda de Pinho Werneck fernanda.werneck@inpa.gov.br
Aves >4 mil peles; >17 mil amostras de tecidos Mario Cohn-Haft mario@inpa.gov.br
Mamíferos ~9,3 mil exemplares segundo documentação institucional de 2026 Maria Nazareth Ferreira da Silva nazareth@inpa.gov.br
Recursos Genéticos ~70 mil amostras de tecidos informadas pelo portal CRG Camila Cherem Ribas camila.ribas@inpa.gov.br
Microrganismos de Interesse Agrossilvicultural Milhares de culturas vivas Maria Aparecida de Jesus ranna@inpa.gov.br
Microrganismos de Interesse Médico Acervo de culturas de interesse médico e ambiental Mauricio M. Ogusku mmogusku@inpa.gov.br

11. Consulta digital e acesso presencial são procedimentos diferentes

A disponibilização de dados na internet não elimina a necessidade de acesso ao material físico quando o projeto científico exige observação morfológica detalhada, medições, obtenção de imagens, estudo anatômico, consulta de material-tipo ou, quando autorizado, subamostragem.

Para essas situações existe serviço específico de consulta ao acervo científico físico das Coleções Biológicas do INPA.

Triagem digital Consulte previamente os registros disponíveis e identifique os materiais relevantes.
Contato com a curadoria Encaminhe a solicitação conforme os procedimentos da coleção pretendida.
Confirmação O serviço Gov.br informa prazo de 1 a 5 dias úteis para a confirmação do agendamento.
Visita científica O pesquisador acessa o acervo no local e horário autorizados pela instituição.
Manuseio controlado Espécimes devem ser utilizados conforme as normas curatoriais e de conservação.
Empréstimos e amostras Dependem de análise própria, finalidade científica e regras específicas de cada coleção.

Importante: dados de endereço, responsáveis, disponibilidade para empréstimos e condições de visita podem ser atualizados. Antes do deslocamento, confirme diretamente com a curadoria responsável e consulte a Carta de Serviços vigente.

12. Pesquisa taxonômica e revisão de acervos históricos

A digitalização amplia o alcance científico das coleções porque facilita a localização de exemplares históricos e permite que especialistas selecionem previamente materiais relevantes antes de uma consulta física.

O valor das coleções aumenta quando abordagens morfológicas tradicionais são combinadas a análises fisiológicas, moleculares e genômicas. Essa integração pode revelar espécies cripticamente distintas ou corrigir identificações realizadas décadas atrás.

Um exemplo recente é a investigação de diversidade de Penicillium na coleção microbiológica do INPA. Estudo publicado na Acta Amazonica formalizou, entre outros resultados, a descrição de Penicillium carneiroi sp. nov., demonstrando o potencial de acervos históricos para novas descobertas taxonômicas.

13. Bioeconomia e desenvolvimento tecnológico

Microrganismos, material genético, tecidos e espécimes preservados representam uma infraestrutura estratégica para pesquisas relacionadas à bioeconomia amazônica.

Isolados microbiológicos podem subsidiar estudos de solubilização de nutrientes, fixação biológica de nitrogênio, degradação de resíduos, produção de enzimas, biorremediação e desenvolvimento de novos processos biotecnológicos.

Entretanto, a existência de um organismo ou amostra em coleção pública não significa autorização automática para exploração econômica. Pesquisas que envolvam patrimônio genético, conhecimento tradicional associado, remessa, acesso ou desenvolvimento tecnológico devem observar a legislação específica aplicável ao caso.

14. Mudanças climáticas, distribuição de espécies e conservação

Coleções científicas registram simultaneamente tempo e espaço. Uma etiqueta de coleta contém informações sobre onde e quando um organismo foi encontrado. Quando milhões de registros históricos são reunidos digitalmente, torna-se possível reconstruir padrões de distribuição de espécies ao longo de décadas.

Esses dados podem subsidiar modelos de nicho ecológico, avaliações de alteração de distribuição, estudos sobre fragmentação, desmatamento e mudanças ambientais.

As informações também são relevantes para planejamento territorial, definição de prioridades de conservação, gestão de unidades protegidas e avaliação da biodiversidade.

15. Por que a interoperabilidade é importante

Um dos principais avanços da informática da biodiversidade foi permitir que registros produzidos por instituições diferentes pudessem ser interpretados por sistemas distintos.

Padrões como Darwin Core organizam campos como identificação taxonômica, localidade, coordenadas geográficas, data, coletor e instituição mantenedora de forma suficientemente padronizada para publicação em grandes redes.

Assim, um registro mantido pelo INPA pode integrar consultas de alcance nacional e internacional sem que o espécime físico deixe a instituição.

16. Pontos de atenção na interpretação dos números

Registro não é sempre espécime

Um único registro pode representar um lote com vários exemplares.

Base digital ≠ acervo físico

Nem todo material físico necessariamente foi publicado ou digitalizado.

Coleções crescem continuamente

Coletas, depósitos, identificação e revisão curatorial alteram os totais ao longo do tempo.

Por isso, diferenças entre páginas institucionais, GBIF, SiBBr, artigos científicos e sistemas curatoriais não representam necessariamente erro. Muitas vezes os números correspondem a métricas ou datas de atualização diferentes.

17. Checklist para quem pretende utilizar as Coleções do INPA

  • Consultar primeiro a base digital disponível.
  • Identificar a coleção e o grupo taxonômico de interesse.
  • Anotar números de catálogo, lotes ou registros relevantes.
  • Verificar se o estudo exige apenas dados ou acesso ao espécime físico.
  • Em caso de visita, contatar a curadoria responsável.
  • Descrever de forma clara a finalidade científica da consulta.
  • Confirmar datas, horários e condições de acesso antes do deslocamento.
  • Verificar regras próprias para empréstimo, fotografia ou subamostragem.
  • Consultar exigências legais adicionais quando houver acesso a patrimônio genético.
  • Citar corretamente a coleção e os conjuntos de dados utilizados na produção científica.

18. Conclusão

O Portal de Coleções Biológicas do INPA integra a preservação material da biodiversidade amazônica à infraestrutura contemporânea de dados científicos. Ao transformar registros curatoriais em bases consultáveis e interoperáveis, o Instituto amplia a utilidade de espécimes acumulados ao longo de mais de seis décadas.

Essa infraestrutura beneficia desde a taxonomia clássica até pesquisas genômicas, estudos de mudanças climáticas, planejamento de conservação, bioeconomia e desenvolvimento tecnológico. A integração entre acervo físico, curadorias especializadas e sistemas nacionais e internacionais de informação faz das Coleções Biológicas do INPA um componente relevante da infraestrutura científica brasileira.

Para o cidadão e para o pesquisador, a principal diferença operacional é simples: a consulta digital é pública, gratuita e imediata; o acesso físico a espécimes depende de procedimento próprio junto às curadorias.

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Fontes consultadas

Observação: este conteúdo possui finalidade informativa. Quantitativos de coleções científicas, curadores, endereços eletrônicos, plataformas tecnológicas e procedimentos de acesso podem ser atualizados pelo INPA. Para atividades de pesquisa, empréstimo, visita científica, utilização de amostras ou acesso a patrimônio genético, consulte sempre a informação oficial vigente e a curadoria responsável.