Imagens do Satélite CBERS-04A

INPE • CBERS-04A • Sensoriamento Remoto • Dados Abertos

Imagens do Satélite CBERS-04A: Serviço Público, Características Técnicas e Acesso aos Dados

Guia técnico e operacional sobre o serviço público de distribuição de imagens do satélite CBERS-04A, suas câmeras WPM, MUX e WFI, resoluções espaciais, catálogo do INPE, níveis de processamento, produtos de refletância de superfície, acesso por STAC e aplicações em monitoramento ambiental, agricultura, planejamento territorial e pesquisa.

Resumo direto: o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais — INPE disponibiliza gratuitamente imagens produzidas pelo CBERS-04A, sem restrições de uso informadas na Carta de Serviços do Gov.br. O satélite possui três câmeras ópticas: WPM, com 2 metros na banda pancromática e 8 metros nas bandas multiespectrais; MUX, com aproximadamente 16,5 metros; e WFI, com 55 metros, ampla faixa imageada e revisita de até 5 dias. Os dados podem ser obtidos por meio dos serviços digitais do INPE e, para determinadas coleções, também são oferecidos produtos ortorretificados e de refletância de superfície por infraestrutura STAC e Cloud-Optimized GeoTIFF.
CBERS-04A INPE WPM 2 m / 8 m MUX 16,5 m WFI 55 m Dados gratuitos STAC COG Brazil Data Cube
Lançamento 20/12/2019
Melhor resolução 2 metros
Maior faixa imageada 684 km
Custo do serviço Gratuito

1. Contexto estratégico do Programa CBERS

A infraestrutura de sensoriamento remoto constitui um componente estratégico para a gestão territorial, a segurança ambiental, o planejamento econômico, a produção científica e a autonomia tecnológica de um país. No Brasil, uma das principais estruturas públicas voltadas à observação da Terra é o Programa CBERS — China-Brazil Earth Resources Satellite.

A cooperação sino-brasileira na área teve sua origem em acordo firmado em 1988, envolvendo o Brasil e a China no desenvolvimento conjunto de satélites de sensoriamento remoto. No lado brasileiro, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais — INPE desempenha papel central no desenvolvimento, operação, recepção, processamento e distribuição dos dados da série CBERS.

No âmbito da Carta de Serviços do Governo Federal, o serviço “Obter imagens de sensoriamento remoto da Terra geradas pelo satélite CBERS 04A” permite que pessoas físicas, instituições públicas, universidades, organizações, pesquisadores e empresas tenham acesso aos produtos de observação da Terra disponibilizados pelo INPE.

De acordo com o Gov.br, as imagens são distribuídas sem custos e sem restrições de uso. Essa política está associada à tradição brasileira de distribuição aberta de dados de sensoriamento remoto, que ampliou significativamente o acesso de órgãos públicos, universidades, empresas e organizações da sociedade civil a informações geoespaciais.

2. O satélite CBERS-04A

O CBERS-04A foi lançado em 20 de dezembro de 2019, utilizando um foguete Longa Marcha 4B a partir do Centro de Lançamento de Satélites de Taiyuan, na China. Trata-se do sexto satélite da família CBERS.

O satélite opera em órbita heliossíncrona a aproximadamente 630 km de altitude, inferior à altitude operacional do CBERS-4, de aproximadamente 778 km. Essa redução contribuiu diretamente para melhorar a resolução espacial obtida com câmeras derivadas das utilizadas nas missões anteriores.

A missão principal consiste no imageamento óptico da superfície terrestre. O satélite transporta três câmeras: duas de responsabilidade brasileira — MUX e WFI — e uma chinesa, a WPM.

WPM

Câmera chinesa de alta resolução, capaz de adquirir simultaneamente imagens pancromáticas de 2 metros e multiespectrais de 8 metros.

MUX

Câmera multiespectral brasileira destinada a aplicações que exigem maior detalhamento, com resolução nominal de aproximadamente 16,5 metros.

WFI

Câmera brasileira de campo largo, voltada a grandes extensões territoriais, com resolução de 55 metros e revisita de até 5 dias.

3. Arquitetura técnica e cargas úteis

O desenvolvimento do CBERS-04A aproveitou a experiência acumulada com os satélites CBERS-3 e CBERS-4, incorporando alterações destinadas a melhorar o desempenho da missão. A menor altitude orbital foi um dos fatores mais relevantes para o incremento da resolução espacial das câmeras.

Além dos sistemas de imageamento, a carga útil inclui equipamentos responsáveis pela transmissão, armazenamento e apoio ao funcionamento científico da missão. Entre os elementos divulgados pelo INPE estão o transmissor de dados de imagem, o Gravador de Dados Digital — DDR, o Sistema de Coleta de Dados — DCS e o Monitor do Ambiente Espacial — SEM.

A missão também incorporou melhorias de plataforma e de controle necessárias à operação na nova configuração orbital e ao processamento de maiores volumes de dados associados às resoluções espaciais superiores.

4. Especificações das câmeras do CBERS-04A

4.1 Câmera WPM

A Câmera Multiespectral e Pancromática de Ampla Varredura — WPM é de responsabilidade chinesa e constitui a carga imageadora de maior resolução espacial do CBERS-04A.

A câmera fornece uma banda pancromática com 2 metros de resolução espacial e quatro bandas multiespectrais com 8 metros de resolução, cobrindo uma faixa de aproximadamente 92 km.

A combinação da banda pancromática e das bandas multiespectrais permite a aplicação de técnicas de fusão de imagens, como o pan-sharpening, gerando produtos coloridos com elevado detalhamento espacial.

4.2 Câmera MUX

A Câmera Multiespectral — MUX foi desenvolvida sob responsabilidade brasileira e mantém a continuidade de observações realizadas pelas missões CBERS anteriores.

Segundo a especificação técnica atual do INPE, a câmera apresenta resolução espacial nominal de aproximadamente 16,5 metros, faixa imageada de 95 km e período nominal de revisita de 31 dias.

Suas quatro bandas cobrem as regiões do azul, verde, vermelho e infravermelho próximo, permitindo aplicações em vegetação, agricultura, recursos hídricos, uso e cobertura da terra e estudos ambientais.

4.3 Câmera WFI

A Câmera Imageadora de Campo Largo — WFI, também de responsabilidade brasileira, é destinada a aplicações que exigem ampla cobertura territorial e maior frequência temporal.

A câmera apresenta resolução espacial de 55 metros, largura de faixa de aproximadamente 684 km e capacidade de revisita de até 5 dias.

Sensor Bandas Faixa espectral Resolução espacial Faixa imageada Quantização Revisita
WPM Pancromática
Azul
Verde
Vermelho
Infravermelho próximo
0,45–0,90 µm
0,45–0,52 µm
0,52–0,59 µm
0,63–0,69 µm
0,77–0,89 µm
2 m PAN
8 m multiespectral
92 km 10 bits 31 dias
MUX Azul
Verde
Vermelho
Infravermelho próximo
0,45–0,52 µm
0,52–0,59 µm
0,63–0,69 µm
0,77–0,89 µm
16,5 m 95 km 8 bits 31 dias
WFI Azul
Verde
Vermelho
Infravermelho próximo
0,45–0,52 µm
0,52–0,59 µm
0,63–0,69 µm
0,77–0,89 µm
55 m 684 km 10 bits Até 5 dias

Tabela 1 — Características técnicas das câmeras do CBERS-04A com base nas especificações publicadas pelo INPE.

5. Como obter imagens do CBERS-04A

O serviço público é disponibilizado digitalmente pelo INPE e está integrado à Carta de Serviços do Governo Federal. O procedimento é realizado eletronicamente.

Realizar cadastro O usuário deve acessar o repositório ou catálogo indicado pelo INPE e realizar o cadastramento utilizando endereço de e-mail válido e credenciais de acesso.
Definir os critérios de pesquisa A busca pode considerar sensor, área geográfica e intervalo de tempo, permitindo localizar cenas compatíveis com o objetivo do trabalho.
Avaliar as cenas disponíveis Os produtos disponíveis podem ser analisados por seus metadados e visualizações rápidas, conforme as funcionalidades oferecidas pelo catálogo.
Selecionar as imagens As cenas desejadas são adicionadas ao carrinho de solicitações do sistema.
Efetuar o download Os itens selecionados passam a apresentar os links necessários para obtenção dos arquivos disponibilizados pelo INPE.
Importante: interfaces, endereços de catálogo, formatos de entrega e coleções disponíveis podem ser modernizados pelo INPE ao longo do tempo. Para uso operacional ou automação de download, é recomendável consultar também a infraestrutura atual de dados geoespaciais e STAC do Instituto.

6. Parâmetros administrativos do serviço público

Diretriz Informação validada
Órgão Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais — INPE / MCTI
Quem pode utilizar Qualquer pessoa interessada nas imagens disponibilizadas pelo serviço
Custo Gratuito
Restrições de uso O Gov.br informa distribuição sem restrições de uso ou custos
Consulta e seleção Atendimento digital pelo repositório de imagens do INPE
Prazo estimado Até 24 horas, conforme Carta de Serviços do Gov.br
Atendimento por e-mail Segunda a sexta-feira, das 08h00 às 17h30
Contato informado no Gov.br cienciasdaterra@inpe.br
Ouvidoria Manifestações podem ser encaminhadas pelos canais oficiais de ouvidoria do Governo Federal

Tabela 2 — Informações administrativas consolidadas a partir da Carta de Serviços oficial do Gov.br.

7. Formatos, níveis de processamento e produtos derivados

Um ponto fundamental para utilização técnica das imagens CBERS é compreender que nível de processamento geométrico, número digital, radiância, refletância no topo da atmosfera e refletância de superfície são conceitos distintos.

Produtos identificados como DN preservam valores expressos em números digitais associados ao sinal registrado pelo sensor. A transformação desses valores em radiância ou refletância depende da calibração e dos parâmetros correspondentes ao produto e ao sensor.

Já produtos de nível superior podem incluir correções geométricas e ortorretificação. Na infraestrutura atual do INPE existem, para determinadas coleções do CBERS-04A, produtos identificados como Level-4 Surface Reflectance — L4-SR, nos quais a refletância de superfície é disponibilizada juntamente com correção geométrica adequada ao produto.

DN

Número digital registrado e processado a partir do sinal do sensor. Não deve ser confundido automaticamente com refletância de superfície.

L4

O INPE disponibiliza coleções de nível 4 ortorretificadas, permitindo melhor integração com bases cartográficas e sistemas GIS.

L4-SR

Produto de refletância de superfície disponibilizado em coleções modernas do INPE, inclusive para sensores do CBERS-04A.

A ortorretificação busca reduzir distorções geométricas associadas à geometria de aquisição, relevo e posicionamento orbital, tornando o produto mais adequado à sobreposição com dados cartográficos e outros conjuntos de informação geográfica.

8. STAC, COG, BIG e Brazil Data Cube

A distribuição de dados de observação da Terra evoluiu para além do modelo tradicional baseado apenas em busca manual e download de cenas completas.

O INPE mantém infraestrutura de dados geoespaciais ligada à Base de Informações Georreferenciadas — BIG e ao Brazil Data Cube — BDC, utilizando tecnologias modernas para catalogação e acesso programático.

STAC — SpatioTemporal Asset Catalog

O padrão STAC organiza ativos geoespaciais de acordo com metadados espaciais, temporais e técnicos. Isso permite localizar produtos por programa, satélite, sensor, data, região e tipo de processamento por interfaces apropriadas ou aplicações computacionais.

Cloud-Optimized GeoTIFF — COG

Determinadas coleções são distribuídas em Cloud-Optimized GeoTIFF — COG. O formato é estruturado de maneira que softwares e aplicações possam solicitar apenas partes necessárias de grandes arquivos geoespaciais armazenados remotamente.

Isso reduz a necessidade de transferir antecipadamente arquivos completos e torna possível construir fluxos de processamento em nuvem, notebooks Python, aplicações web e sistemas GIS.

Produtos CBERS-04A já disponíveis nessa infraestrutura

O catálogo STAC do INPE mantém, entre outras coleções, produtos CBERS-4A/WFI Level-4 Surface Reflectance e CBERS-4A/MUX Level-4 Surface Reflectance, disponibilizados em COG.

A infraestrutura do Brazil Data Cube também utiliza dados combinados de missões CBERS em cubos temporais de observação da Terra, oferecendo produtos preparados para análise de séries temporais, índices espectrais e aplicações de inteligência geoespacial.

9. Aplicações no planejamento urbano e territorial

A câmera WPM amplia significativamente as possibilidades de aplicação urbana do programa CBERS. A combinação da banda pancromática de 2 metros com as bandas multiespectrais de 8 metros permite produzir composições com elevado detalhamento.

Entre as possíveis aplicações estão:

  • mapeamento de uso e ocupação do solo;
  • acompanhamento da expansão urbana;
  • identificação de alterações em áreas construídas;
  • apoio à atualização de bases territoriais;
  • fiscalização e planejamento de infraestrutura;
  • análise regional de ocupações e transformações do território.
Atenção: imagens orbitais podem apoiar cadastros e análises territoriais, mas não substituem, por si só, levantamentos topográficos, geodésicos, cadastrais ou jurídicos quando estes forem exigidos por legislação específica.

10. Monitoramento florestal e ambiental

A grande faixa de cobertura e a elevada frequência temporal tornam a câmera WFI especialmente adequada à observação de fenômenos ambientais de grande extensão.

Produtos oriundos das missões CBERS podem contribuir para sistemas de monitoramento ambiental, estudos de vegetação, identificação de alterações florestais, queimadas, acompanhamento de mudanças no uso da terra e composição de séries temporais.

O INPE opera sistemas oficiais de monitoramento como PRODES e DETER utilizando diferentes fontes e sensores de observação da Terra. Dessa forma, é tecnicamente mais correto compreender o CBERS-04A como integrante do conjunto de fontes orbitais capazes de apoiar análises e produtos ambientais, e não como a única plataforma utilizada por esses sistemas.

Em regiões frequentemente afetadas por cobertura de nuvens, como a Amazônia, uma maior disponibilidade temporal de observações ópticas aumenta as oportunidades de obtenção de cenas úteis.

11. Agricultura, vegetação e índices espectrais

As bandas espectrais no vermelho e infravermelho próximo são particularmente importantes para análise de vegetação.

A partir dessas bandas podem ser calculados índices como o NDVI — Normalized Difference Vegetation Index, amplamente utilizado para avaliação da atividade fotossintética e comportamento espectral da cobertura vegetal.

Aplicações possíveis incluem:

  • acompanhamento de culturas agrícolas;
  • monitoramento da dinâmica da vegetação;
  • identificação de alterações na cobertura do solo;
  • análise de áreas irrigadas;
  • estudos de fenologia;
  • apoio a estimativas agrícolas;
  • mapeamento regional de culturas e áreas produtivas.

12. Recursos hídricos e monitoramento territorial

Dados multiespectrais do CBERS-04A também podem apoiar estudos sobre águas continentais, reservatórios, áreas costeiras e alterações no território.

São exemplos:

  • delimitação de corpos d’água;
  • monitoramento de grandes reservatórios;
  • avaliação da variação espacial de espelhos d’água;
  • monitoramento de áreas costeiras;
  • estudos ambientais relacionados a bacias hidrográficas;
  • identificação de mudanças de cobertura terrestre ao longo do tempo.

13. Integração com CBERS-4 e Amazonia-1

O CBERS-04A não deve ser analisado isoladamente. Seus produtos são complementares aos dados fornecidos por outras missões operadas ou distribuídas pelo INPE, incluindo CBERS-4 e Amazonia-1.

A combinação de missões com diferentes características orbitais e sensores aumenta a disponibilidade de observações sobre o território brasileiro. Esse modelo é especialmente útil em análises de séries temporais, nas quais a frequência efetiva de observações é tão importante quanto a resolução espacial de cada sensor.

A infraestrutura do Brazil Data Cube demonstra essa abordagem ao integrar dados de diferentes satélites e sensores em coleções temporais estruturadas para análise automatizada.

14. CBERS-6 e a chegada do radar SAR ao programa

A cooperação espacial entre Brasil e China prossegue com o desenvolvimento do CBERS-6.

Segundo informações oficiais do INPE, a missão introduzirá pela primeira vez na série CBERS uma carga útil de Radar de Abertura Sintética — SAR. A documentação institucional do projeto indica operação em banda X.

Essa tecnologia apresenta uma diferença fundamental em relação às câmeras ópticas do CBERS-04A. Enquanto sensores ópticos dependem da radiação refletida pela superfície e são fortemente afetados pela presença de nuvens, radares de abertura sintética produzem o próprio sinal de micro-ondas.

Isso permite:

  • aquisição de dados durante o dia e a noite;
  • observação mesmo sob cobertura de nuvens;
  • maior capacidade de acompanhamento em regiões tropicais;
  • monitoramento de eventos ambientais em condições meteorológicas adversas;
  • novas aplicações em agricultura, florestas, geologia e gestão territorial.

Documentação institucional do INPE indica atualmente previsão de lançamento em 2028. Como se trata de missão ainda em desenvolvimento, cronograma e especificações devem sempre ser conferidos nas publicações oficiais mais recentes.

15. Pontos de atenção para quem pretende usar as imagens

Escolha o sensor de acordo com a aplicação

A WPM favorece análises de maior detalhamento espacial, enquanto a WFI privilegia cobertura territorial e frequência temporal. A MUX ocupa posição intermediária, adequada a diversas aplicações ambientais e agrícolas.

Não confunda número digital com refletância

Produtos DN representam valores digitais derivados do sensor. Para análises físicas quantitativas, é necessário verificar se o produto já fornece radiância, refletância TOA ou refletância de superfície, ou se haverá necessidade de processamento adicional.

Observe o nível geométrico do produto

Para sobreposição cartográfica e análises territoriais, produtos ortorretificados geralmente são mais apropriados. Confira sempre o nível de processamento e os metadados correspondentes.

Considere a cobertura de nuvens

O sensoriamento remoto óptico pode ser limitado por nuvens. Pesquisas temporais devem considerar múltiplas datas e, quando aplicável, combinar diferentes sensores.

Utilize os metadados

Data de aquisição, sensor, bandas, geometria, cobertura de nuvens e parâmetros de processamento são essenciais para interpretar corretamente os dados.

16. Considerações finais

O serviço público de distribuição de imagens do CBERS-04A representa uma das principais infraestruturas brasileiras de acesso aberto a dados de observação da Terra.

A combinação da alta resolução da câmera WPM, da capacidade multiespectral da MUX e da ampla cobertura da WFI permite atender aplicações que vão desde planejamento territorial e agricultura até estudos ambientais e produção científica.

Ao mesmo tempo, a evolução da infraestrutura de distribuição — atualmente incorporando catálogos STAC, produtos de refletância de superfície e arquivos em COG — amplia a capacidade de utilizar esses dados em processamento automatizado, computação em nuvem, sistemas GIS e análises de grandes séries temporais.

A continuidade do programa com o CBERS-6 e a introdução de uma carga SAR em banda X representam uma nova etapa da cooperação sino-brasileira, adicionando capacidade de observação independente de iluminação solar e muito menos limitada pela cobertura de nuvens.

Dessa forma, o Programa CBERS permanece relevante tanto como instrumento de política científica e tecnológica quanto como infraestrutura pública para gestão ambiental, planejamento territorial, pesquisa, inovação e desenvolvimento econômico.

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Fontes consultadas

Nota editorial: conteúdo atualizado e validado com fontes institucionais disponíveis em agosto de 2026. Especificações de produtos, coleções, interfaces de download, períodos de operação e cronogramas de missões futuras podem ser atualizados pelo INPE. Para aplicações científicas, cartográficas, administrativas ou regulatórias, recomenda-se conferir os metadados da coleção utilizada e a documentação oficial vigente.