Rede Sismográfica do Sul e Sudeste do Brasil (RSIS)

Observatório Nacional • RSBR • Sismologia

Rede Sismográfica do Sul e Sudeste do Brasil (RSIS): estrutura, funcionamento e monitoramento sísmico

Análise estrutural e operacional da sub-rede coordenada pelo Observatório Nacional, sua integração à Rede Sismográfica Brasileira, infraestrutura instrumental, aplicações científicas, expansão para o ambiente marinho e formas de acesso público aos dados.

Resumo direto: a Rede Sismográfica do Sul e Sudeste do Brasil (RSIS) é uma infraestrutura de monitoramento sísmico mantida pelo Observatório Nacional (ON/MCTI) e integrada à Rede Sismográfica Brasileira (RSBR). O serviço oficial do Governo Federal informa atualmente 21 estações sismográficas de alto desempenho e operação contínua. Os dados possuem caráter público e o acesso ao serviço é gratuito.
RSIS RSBR Observatório Nacional MCTI Sismologia RSBR-Mar Dados geofísicos
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21 estações da RSIS informadas atualmente no serviço oficial Gov.br
4 sub-redes institucionais que integram a RSBR
Gratuito acesso ao serviço público, conforme a página oficial
24/7 monitoramento sísmico concebido para operação contínua
Informações validadas

1. Papel estratégico da Rede Sismográfica do Sul e Sudeste

A Rede Sismográfica do Sul e Sudeste do Brasil (RSIS) constitui uma infraestrutura estratégica para a geofísica e para o monitoramento da atividade sísmica no território brasileiro. A rede foi implantada pelo Observatório Nacional (ON), unidade de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

A RSIS integra a Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) e contribui para a observação sistemática da sismicidade da margem continental e das regiões Sul e Sudeste, produzindo registros utilizados tanto para determinar a localização e características de eventos sísmicos quanto para estudos da estrutura interna da Terra.

Esses dados são relevantes para pesquisas em tectônica, estrutura crustal, sismicidade intraplaca e perigo sísmico, além de poderem oferecer subsídios técnicos para estudos relacionados a infraestruturas críticas, planejamento territorial, defesa civil, barragens, instalações industriais, geração de energia e empreendimentos offshore.

Validação importante: a página oficial do serviço federal, com última modificação informada em 15 de dezembro de 2025, descreve a RSIS como composta por 21 estações sismográficas de alto desempenho e operação contínua. Documentos históricos do ON registraram quantidades diferentes em fases anteriores da implantação e manutenção da rede. Por isso, números antigos não devem ser interpretados como a configuração operacional atual.

2. Contexto institucional e arquitetura da RSBR

A consolidação da sismologia instrumental moderna no Brasil passou da atuação de redes e grupos acadêmicos regionais para um modelo cooperativo nacional. A Rede Sismográfica Brasileira reúne instituições com tradição em sismologia e geofísica, permitindo compartilhar dados e ampliar a cobertura territorial.

A implantação da RSBR recebeu apoio financeiro ligado à indústria de petróleo e gás, inclusive por mecanismos de investimento em pesquisa, desenvolvimento e inovação. Documentos institucionais do Observatório Nacional registram que a implantação da rede contou com financiamento da Petrobras no âmbito de iniciativas de geotectônica e da cláusula de P&D.

Sub-rede Sigla Instituição coordenadora Atuação principal
Rede Sismográfica do Sul e Sudeste do Brasil RSIS Observatório Nacional — ON/MCTI Sul, Sudeste e áreas da margem continental associadas à rede do ON
Rede Sismográfica Integrada do Brasil BRASIS IAG/Universidade de São Paulo — USP Monitoramento e pesquisa sísmica integrados à cobertura nacional
Rede Sismográfica do Nordeste do Brasil RSISNE Universidade Federal do Rio Grande do Norte — UFRN Nordeste brasileiro e áreas adjacentes
Rede Sismográfica do Centro e Norte do Brasil RSCN Universidade de Brasília — UnB Centro, Norte e demais áreas atendidas pela rede da UnB

A configuração cooperativa permite que registros captados em diferentes partes do território sejam utilizados conjuntamente para detecção e localização de eventos. O Serviço Geológico do Brasil (SGB, antiga CPRM) também aparece em documentos institucionais como parceiro da manutenção e do desenvolvimento da RSBR.

Importante: o número total de estações da RSBR varia ao longo do tempo, pois depende da configuração operacional das redes permanentes, estações temporárias, manutenção, incorporação de novos equipamentos e projetos de expansão.

3. Infraestrutura instrumental e distribuição geográfica

Segundo a Carta de Serviços do Governo Federal, a RSIS conta atualmente com 21 estações sismográficas de alto desempenho. As estações foram concebidas para monitorar continuamente a atividade sísmica e contribuir para a caracterização da margem continental e das regiões Sul e Sudeste do Brasil.

Documentos institucionais do ON também registram a presença de instrumentação sismográfica em áreas insulares estratégicas. Na evolução da rede foram instaladas estações em locais como Trindade e Abrolhos, relevantes para melhorar a geometria de observação de eventos no Atlântico.

3.1 Equipamentos e aquisição de dados

As estações utilizam instrumentos de banda larga e sistemas digitais de aquisição capazes de registrar movimentos do solo em ampla faixa de frequências. Essa característica permite observar desde eventos sísmicos regionais relativamente pequenos até ondas produzidas por grandes terremotos ocorridos a milhares de quilômetros de distância, os chamados telessismos.

Sismômetros de banda larga

Registram movimentos do solo em uma ampla faixa de frequências.

Aquisição digital

Converte e armazena os sinais sísmicos em formato digital para processamento.

Telemetria

Permite a transmissão de dados das estações para centros de processamento.

Dependendo da localização e da configuração de cada estação, a infraestrutura pode incluir sistemas autônomos de energia, baterias, painéis fotovoltaicos e soluções de comunicação por redes celulares ou satélite. Os registros são integrados aos sistemas de processamento e armazenamento da Rede Sismográfica Brasileira.

3.2 Orientação e controle de qualidade dos sensores

A qualidade de uma rede sismográfica depende não apenas da sensibilidade dos equipamentos, mas também de sua correta instalação, orientação, sincronismo, calibração e manutenção.

O Observatório Nacional divulgou, em atualização institucional sobre o funcionamento de estações, situações envolvendo sensores com orientação que demandava correção em unidades como GDU01 e CMC01, na Bahia; NAN01, em Minas Gerais; CAM01 e MAN01, no Rio de Janeiro; e TER01, em Santa Catarina. Procedimentos desse tipo são importantes para assegurar que as componentes horizontais do registro correspondam adequadamente às direções geográficas utilizadas na análise sísmica.

Correção editorial: versões anteriores deste conteúdo associavam especificamente essas correções ao período de 2016–2017. Como a fonte oficial localizada para validação é uma atualização publicada pelo ON em 2025, a datação antiga não é apresentada aqui como fato confirmado.

3.3 Pool de Equipamentos Geofísicos do Brasil — PEG-Br

A atuação geofísica do Observatório Nacional é apoiada pelo Laboratório Multiusuário Pool de Equipamentos Geofísicos do Brasil (PEG-Br). A infraestrutura reúne mais de 500 equipamentos geofísicos, utilizados por instituições de ensino e pesquisa em projetos de geociências.

O acervo inclui sismógrafos, gravímetros, magnetômetros, equipamentos magnetotelúricos e outros instrumentos. Fontes oficiais do ON registram que os equipamentos foram adquiridos majoritariamente com recursos provenientes de projetos com a Petrobras, com manutenção posterior apoiada por instituições públicas de ciência e tecnologia.

4. Aplicações técnico-científicas e sismotectônica intraplaca

O Brasil encontra-se predominantemente no interior da Placa Sul-Americana, situação diferente daquela observada nas zonas de borda de placas, como a região andina. Isso explica a menor frequência relativa de grandes terremotos no território brasileiro, mas não significa ausência de atividade sísmica.

Tensões presentes na litosfera podem favorecer a reativação de estruturas geológicas preexistentes, incluindo falhas, zonas de cisalhamento e outras descontinuidades crustais. Como consequência, ocorrem no país sismos intraplaca, geralmente de pequena ou moderada magnitude, embora eventos mais fortes sejam possíveis.

Como interpretar a recorrência sísmica: estimativas divulgadas por pesquisadores brasileiros indicam, em termos estatísticos e para o território nacional, possibilidade média de eventos da ordem de magnitude 6 em escalas de várias décadas. Uma referência frequentemente citada é aproximadamente um evento dessa ordem a cada 50 anos. Isso não significa periodicidade fixa nem previsão de terremotos. O Serviço Geológico do Brasil também ressalta que eventos muito grandes são raros no país.

4.1 Localização de eventos e estrutura profunda

A operação integrada de uma rede de estações possibilita estimar parâmetros como horário de origem do evento, coordenadas do epicentro, profundidade focal e magnitude. Quanto melhor a distribuição espacial e a disponibilidade das estações, maior tende a ser a capacidade de detectar e localizar eventos de menor magnitude.

Além do monitoramento de terremotos, os registros da RSIS podem ser utilizados em estudos de estrutura profunda da Terra. Uma das metodologias empregadas em sismologia é a função do receptor (receiver function), usada para investigar interfaces crustais a partir da conversão de ondas sísmicas.

Estudos científicos aplicados a estações no Sul do Brasil apresentaram valores de espessura crustal e razão entre velocidades das ondas P e S. Os resultados devem ser entendidos como estimativas científicas vinculadas à metodologia, amostragem e estudo que lhes deu origem, e não como parâmetros regulatórios.

Estação Localização Espessura crustal estimada (H) Vp/Vs Contexto geológico
CNLB Canela — RS 41,03 ± 0,98 km 1,746 ± 0,005 Bacia do Paraná / contexto de derrames basálticos
CPSB Caçapava do Sul — RS 36,40 ± 0,82 km 1,770 ± 0,010 Escudo Sul-rio-grandense
PLTB Pedras Altas — RS 36,42 ± 1,30 km 1,810 ± 0,030 Contexto de transição entre domínios crustais

Informações sobre estrutura crustal, campo de tensões, propagação e atenuação das ondas sísmicas também são úteis para pesquisas relacionadas às bacias sedimentares brasileiras e para avaliações técnicas em projetos de engenharia.

Entre as aplicações possíveis estão estudos associados a barragens, instalações nucleares, grandes complexos industriais, dutos, plataformas e empreendimentos de exploração de petróleo e gás. A utilização efetiva desses dados em um projeto específico, contudo, exige avaliação técnica compatível com as normas e critérios de engenharia aplicáveis ao empreendimento.

5. Expansão offshore e sismologia marinha: Projeto RSBR-Mar

Redes formadas predominantemente por estações terrestres possuem limitações geométricas para detectar e localizar com precisão terremotos ocorridos em áreas oceânicas. Essa dificuldade é especialmente relevante na margem sudeste brasileira, onde se encontram importantes bacias sedimentares e infraestruturas offshore.

Para ampliar essa capacidade, o Observatório Nacional coordena o Projeto RSBR-Mar, apoiado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), destinado à expansão da Rede Sismográfica Brasileira para o ambiente marinho.

OBS — Ocean Bottom Seismometers

Sismógrafos instalados diretamente no fundo oceânico, capazes de operar autonomamente durante longos períodos.

MERMAID

Instrumentos flutuantes para registros acústico-sísmicos no oceano, capazes de transmitir informações após emergirem à superfície.

5.1 Cinco sismógrafos no fundo do oceano

Em divulgação oficial de agosto de 2025, atualizada em julho de 2026, o ON informou que cinco sismógrafos de fundo oceânico seriam implantados ao longo da margem sudeste, entre Espírito Santo e São Paulo, em locais com profundidade superior a 2.000 metros.

Os equipamentos receberam siglas inspiradas em praias do Rio de Janeiro: LEME, COPA, URCA, IPAN e LEBN, correspondentes a Leme, Copacabana, Urca, Ipanema e Leblon.

O planejamento divulgado previa permanência de aproximadamente um ano no fundo do mar antes da recuperação para obtenção dos dados, seguida de nova etapa de lançamento.

5.2 Navio Vital de Oliveira

A operação conta com apoio da Marinha do Brasil e utilização do Navio de Pesquisa Hidroceanográfico Vital de Oliveira (H39), plataforma empregada em pesquisas oceanográficas, geológicas e ambientais.

5.3 Cooperação científica internacional

O projeto de sismologia marinha também envolve colaboração científica nacional e internacional. Entre instituições mencionadas pelo Observatório Nacional em ações relacionadas ao projeto estão pesquisadores da Universidade do Arizona, Woods Hole Oceanographic Institution (WHOI), Lamont-Doherty Earth Observatory e Université Côte d’Azur.

5.4 Estações costeiras e Ilha das Cabras

Além dos equipamentos marinhos, o RSBR-Mar contempla o reforço do monitoramento terrestre próximo à margem continental. Em março de 2026, o Observatório Nacional divulgou a instalação da terceira estação sismográfica do projeto na Ilha das Cabras, integrante do Parque Estadual de Ilhabela, no litoral de São Paulo.

5.5 Registro do megaterremoto de Mw 8,8

Durante testes realizados na sede do Observatório Nacional, no Rio de Janeiro, os equipamentos OBS adquiridos para o projeto registraram o grande terremoto de magnitude 8,8 Mw ocorrido na Rússia em 2025.

Segundo o ON, os instrumentos estavam em fase de testes e conseguiram registrar o evento no mesmo dia em que haviam sido instalados para a avaliação experimental, evidenciando a sensibilidade dos equipamentos.

Por que o RSBR-Mar é relevante? O próprio Observatório Nacional destaca que redes terrestres possuem menor capacidade para caracterizar alguns eventos de baixa magnitude ocorridos no oceano. O adensamento marinho pode melhorar a localização dos sismos e contribuir para estudos das bacias de Santos, Campos e Espírito Santo e das infraestruturas associadas à Amazônia Azul.

6. Prestação do serviço público e acesso aos dados

A atividade está formalizada no portal Gov.br no serviço “Monitorar a atividade sísmica por intermédio da Rede Sismográfica do Sul e Sudeste do Brasil (RSIS)”.

Conforme a Carta de Serviços, as informações adquiridas possuem caráter público e o serviço é gratuito.

Parâmetro Informação validada
Órgão Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação — MCTI / Observatório Nacional
Serviço Monitoramento da atividade sísmica por intermédio da RSIS
Usuários Informações de caráter público
Custo Gratuito
Etapas indicadas no Gov.br Entrar no portal, preencher formulário para download dos dados e navegar conforme a necessidade
Prazo do serviço Não estimado na Carta de Serviços consultada
Portais informados RSIS e Rede Sismográfica Brasileira — RSBR
Telefones (21) 3504-9279 / (21) 3504-9148
E-mail rsbr@rsbr.gov.br
Endereço Rua General José Cristino, 77, São Cristóvão, Rio de Janeiro/RJ, CEP 20921-400

6.1 Como consultar ou solicitar dados

Acessar o serviço oficial ou o portal da rede Consulte a página do Gov.br, o portal da RSIS ou o portal da RSBR.
Identificar os dados necessários Defina estação, período temporal e, quando aplicável, as componentes do registro sísmico.
Preencher o formulário de acesso Utilize os mecanismos disponibilizados pelo sistema para consulta ou download.
Utilizar os registros no formato disponibilizado Dados sismológicos de redes modernas são comumente distribuídos em padrões internacionais como SEED ou miniSEED, conforme a plataforma e o conjunto solicitado.

6.2 Requisições específicas

Em páginas técnicas do próprio Observatório Nacional há orientação histórica para solicitações específicas de sinais sísmicos, com indicação de data, intervalo de tempo e componentes Z (vertical), N (Norte–Sul) e E (Leste–Oeste). Esses registros utilizam horário de referência internacional, como GMT/UTC.

Como procedimentos e sistemas de distribuição de dados podem ser atualizados, recomenda-se sempre conferir o fluxo atualmente apresentado no portal oficial antes de realizar uma solicitação.

6.3 Direitos do usuário do serviço público

A prestação de serviços públicos federais deve observar, entre outras normas, a Lei nº 13.460/2017, que dispõe sobre participação, proteção e defesa dos direitos do usuário dos serviços públicos.

Nos atendimentos presenciais também são aplicáveis as normas legais referentes ao atendimento prioritário, incluindo a Lei nº 10.048/2000 e suas alterações e regulamentações posteriores.

7. Financiamento, manutenção e sustentabilidade operacional

Redes sismográficas precisam permanecer operacionais durante longos períodos, inclusive em regiões remotas. Isso envolve custos recorrentes de telecomunicação, baterias, alimentação elétrica, manutenção dos sensores, infraestrutura física, armazenamento de dados e deslocamento de equipes técnicas.

O Plano Diretor do Observatório Nacional registra que a implantação da Rede Sismográfica Brasileira contou com investimento da ordem de R$ 25 milhões, distribuído entre as instituições parceiras, com financiamento associado à Petrobras no âmbito de mecanismos de P&D.

Valor anual de manutenção: referências técnicas e apresentações históricas podem trazer estimativas de custeio para sub-redes ou fases específicas do projeto. Entretanto, não foi localizada, durante esta validação, fonte oficial atual que permita afirmar como orçamento vigente o valor de R$ 1,5 milhão por ano para cada sub-rede. Portanto, esse montante não deve ser apresentado como custo oficial atual da RSIS.

A disponibilidade operacional também depende de visitas de campo e da manutenção dos enlaces de transmissão. Uma estação temporariamente fora de comunicação pode reduzir a cobertura instantânea da rede, especialmente para eventos pequenos ou localizados em áreas com menor densidade instrumental.

A sustentabilidade da infraestrutura tem sido buscada por meio de recursos institucionais, projetos de pesquisa, apoio da Finep, cooperação com o Serviço Geológico do Brasil e parcerias de pesquisa, desenvolvimento e inovação.

8. Evolução histórica dos números de estações

Quem consulta documentos de diferentes anos pode encontrar números distintos para a RSIS e para a RSBR. Isso não significa necessariamente erro: redes científicas mudam sua configuração ao longo do tempo em razão de novas instalações, desativação, manutenção, estações temporárias e redefinições do inventário operacional.

Referência Número registrado Interpretação
Documentos de implantação do ON Registros de até 30 estações em fases de implantação Dado histórico de etapas anteriores do projeto, não equivalente necessariamente à configuração permanente atual.
Plano Diretor ON 2017–2021 19 estações da RSIS Configuração registrada no documento de planejamento daquele período.
Carta de Serviços Gov.br atualizada em 15/12/2025 21 estações Referência oficial utilizada nesta página para a configuração atual do serviço.
Critério editorial utilizado pelo Direto Legaliza: quando fontes históricas divergem de uma Carta de Serviços governamental mais recente, o dado mais atual é utilizado para descrever o serviço vigente e os números anteriores são apresentados apenas para contextualizar sua evolução.

9. Importância para riscos geológicos e infraestruturas críticas

Embora o Brasil esteja em uma região tectonicamente mais estável que as zonas de subducção do Pacífico, o monitoramento sísmico permanece relevante. Eventos intraplaca são reais e podem ocorrer em regiões habitadas ou próximas a empreendimentos de grande porte.

Uma rede permanente fornece séries históricas essenciais para estimar padrões de sismicidade e melhorar modelos de perigo sísmico. Também ajuda pesquisadores a diferenciar eventos naturais de vibrações associadas a explosões, mineração, reservatórios e outras fontes.

Na margem continental, a expansão da instrumentação é particularmente relevante para estudos de áreas que concentram plataformas, dutos submarinos, terminais, instalações costeiras e importantes bacias produtoras de hidrocarbonetos.

10. Conclusão e perspectivas

A Rede Sismográfica do Sul e Sudeste do Brasil constitui um componente essencial da infraestrutura geofísica nacional. Sob responsabilidade do Observatório Nacional, a RSIS contribui para a detecção e caracterização da atividade sísmica e integra um sistema cooperativo de alcance nacional por meio da RSBR.

Sua importância ultrapassa o simples registro de terremotos. Os dados ajudam a investigar a crosta e o manto, avaliar a sismicidade intraplaca, estudar a margem continental e fornecer conhecimento básico para pesquisas relacionadas ao perigo sísmico e a grandes obras de engenharia.

A expansão promovida pelo RSBR-Mar, utilizando sismógrafos de fundo oceânico, instrumentos MERMAID e novas estações costeiras, representa uma evolução relevante da capacidade científica brasileira, principalmente na região das bacias de Santos, Campos e Espírito Santo.

A continuidade dos resultados depende, entretanto, de manutenção instrumental, telecomunicações, infraestrutura computacional, pessoal qualificado e financiamento de longo prazo. Preservar a operação e o acesso público aos dados é fundamental para maximizar o retorno científico e social da rede.

11. Perguntas frequentes sobre a RSIS

O Brasil tem terremotos?
Sim. O Brasil encontra-se predominantemente no interior da Placa Sul-Americana e apresenta atividade sísmica menor que áreas próximas a limites ativos de placas, mas terremotos intraplaca ocorrem regularmente.
Quantas estações a RSIS possui?
A Carta de Serviços do Governo Federal atualmente informa 21 estações sismográficas de alto desempenho e operação contínua. Documentos históricos podem apresentar outros números porque a configuração da rede mudou ao longo do tempo.
Quem coordena a RSIS?
O Observatório Nacional, unidade de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação — MCTI.
A RSIS faz parte da Rede Sismográfica Brasileira?
Sim. A RSIS integra a RSBR juntamente com redes coordenadas pela USP, Universidade Federal do Rio Grande do Norte e Universidade de Brasília.
Os dados da RSIS são públicos?
Sim. O serviço oficial informa que as informações adquiridas são de caráter público e que o serviço é gratuito.
O que é o RSBR-Mar?
É o projeto coordenado pelo Observatório Nacional para ampliar o monitoramento sísmico na margem oceânica do Sudeste brasileiro, incluindo sismógrafos de fundo oceânico (OBS), equipamentos MERMAID e estações costeiras.
O RSBR-Mar já possui equipamentos?
Sim. O Observatório Nacional divulgou oficialmente a aquisição e preparação de cinco OBS identificados como LEME, COPA, URCA, IPAN e LEBN, além de ações envolvendo instrumentos MERMAID e estações terrestres complementares.
A RSIS pode prever terremotos?
Não no sentido de prever com antecedência determinada a data, o local e a magnitude de um futuro terremoto. O monitoramento fornece registros que permitem detectar eventos, estudar padrões de sismicidade e aprimorar avaliações de perigo e risco sísmico.

12. Fontes oficiais e referências consultadas

As informações desta página foram confrontadas prioritariamente com fontes institucionais do Governo Federal, Observatório Nacional, Serviço Geológico do Brasil e referências científicas. Como redes científicas possuem configuração dinâmica, dados operacionais devem ser conferidos nos portais oficiais quando utilizados para fins técnicos.

Nota editorial: conteúdo informativo atualizado em agosto de 2026. Os portais, contatos, configurações de estações e procedimentos de acesso a dados podem sofrer alterações. Para pesquisas científicas ou decisões de engenharia, consulte diretamente os dados e documentos técnicos da instituição responsável.